Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.

Carlos Henrique de Castro Howes

04/01/83

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Segunda-feira, Março 26, 2007

Assassinatos de Versões


Não é incomum que bandas e artistas queiram, em algum ponto da carreira, gravar versões ou covers de algum outro artista. No cenário musical nacional, essa é uma prática bastante comum. Entretanto, a história mostra que nem sempre todos os covers são bem sucedidos, e no caso dos covers nacionais para canções famosas do pop internacional, o resultado desastroso beira a totalidade.

Difícil saber ao certo o motivo para esta constatação. Talvez porquê nossos artistas pouco têm acrescentado às versões originais em termos de criatividade, talvez porquê a "tradução" de certas canções às vezes distorcem seu significado e sua magia, ou simplesmente talvez devemos mandar muitos artistas tupiniquins para as escolas de inglês mais próximas, a melhorar a pronuncia da língua inglesa. Seja qual for o motivo, os exemplos são muitos. Que o diga o Paulo Ricardo, que em 2001, colocou em uma novela global a sua versão de "Imagine", clássico de John Lennon, e fez o ex-Beatle se revirar no caixão, e provavelmente pensar que seus esforços para construir um mundo melhor foram gastos em vão.

Os Beatles com certeza deveriam se constatar o que fizeram de mal para os brasileiros. Só assim entenderiam a quantidade de covers e versões para suas músicas gravadas por aqui, onde a qualidade certamente não foi um ponto importante. Quem não se lembra da famosa versão de Kiko Zambianchi para "Hey Jude", que dizia: "Hey Jude, para que chorar, pois a vida ainda é bela?". Acho que depois de escutar tal tradução para essa música, é difícil imaginar a vida bela, e nem mesmo o ator italiano Roberto Benigni (ganhador do Oscar pelo filme "A Vida é Bela") ia conseguir convencer alguém do contrário. Mas é claro que, mercadologicamente falando, a versão de Kiko Zambianchi foi um sucesso. Claro que se o mercado tivesse sempre razão, Sandy e Junior seriam geniais.

E assim, uma dúzia de versões nacionais para clássicos estrangeiros, recheados de traduções infundadas ou ao estranhamente ao "pé de letra" surgiram por aí. "O Passageiro", do Capital Inicial, e "Batendo na Porta do Céu", de Zé Ramalho, são dois exemplos de traduções estranhas para "The Passenger", de Iggy Pop, e "Knockin' On Heaven's Door", do Bob Dylan. Porém, nenhuma "brazilian version" até hoje conseguiu superar a versão de Seu Jorge e Ana Carolina para "The Blower's Daughter", belíssima e emocionante canção de Damien Rice, que por aqui ganhou o "criativo" nome de "È isso aí", na versão da dupla consagrada da MPB. "È isso aí" é também o primeiro verso da música em sua versão brasileira, que pelo visto começa com muito pouco a dizer. Mas se eles não tiveram muito a dizer, eu tenho: A música brasileira é muito rica e muito interessante para se prestar a este tipo de papel decepcionante. E quando ela se prestar a homenagens, é melhor que homenageie a si mesma e aos seus próprios artistas. Assim não correrá o risco de cair em vexame.

Pop'nRollStar (9:51 PM)

Quarta-feira, Março 21, 2007

Lisa Hannigan



Lisa Hannigan não é um nome muito conhecido no mundo pop, mas certamente você já deve ter escutado sua voz. A cantora e instrumentista irlandesa tornou-se notável em seus trabalhos com o cantor e seu compatriota Damien Rice. Hannigan participa ativamente cantando na maioria das faixas de todos os álbuns de Damien, especialmente em seu último disco, "9".

Compartilhando voz e participando de algumas turnês de Damien Rice, Lisa, que também é estudante de artes e toca baixo/guitarra, mostrou um admirável talento presente em sua doce voz, segundo ela bastante influenciada por Nina Simone e Joni Mitchell. Tanto que Damien não abre mão de sua colaboração.

Lisa recentemente tem sido convidada a gravar e excursionar com outros artistas, dentre eles a banda Snow Patrol, que a convidou para substituir Martha Wainwright (irmã de Rufus Wainwright) em sua parceria na turnê de inverno em 2006. Enquanto mantém-se discreta no cenário musical, ela segue em turnê com Damien, para a sorte do cantor. E a nossa também, já que essa é uma parceria que rende bem. Mas não estranhem se ouvir o nome dela por aí daqui há alguns anos...

Pop'nRollStar (7:33 PM)

Segunda-feira, Março 12, 2007

Rugas e(m) Mudas


O tempo age.
Inevitavelmente, este é um fator certo,
Dentre o grande incerto que cerca a vida.
Lento e desapercebido, ele atua.
Tumultua, corrige, apaga.
Cria e re-cria. Muda.


Soberbo e sobre todos, deixa sua marca.
Traços no corpo, no dia-a-dia, no comportamento.
Frutos de cada momento acumulado.
Ensina, mas desgasta.
Gasta os dias e come energia. Às vezes, a alegria,
Perdida em algum canto do olhar.


Com o tempo, alguns vem para ficar.
Muitos se vão. A maioria.
Que a partir de um dia, se tornam estranhos.
Deixando-nos receosos. Aflitos.
Teremos companhia?
No dia que ele parar de agir?


Lembraças sempre teremos.
E no caso, somos nós quem agiremos
Para que elas sejam boas.
Tão belas quanto uma canção que entoa um pássaro.
Ou se poucas, sinceras. Pois quem demasiadamente espera,
Sobre o tempo cairá.

Pop'nRollStar (5:39 PM)

Terça-feira, Março 06, 2007

Sinal de Vida

Por conta de uma cirurgia na coluna, que fiz na semana passada e me forçou a ficar dois meses em repouso, devo ficar alguns dias afastado do mundo bloguístico. Talvez eu consiga postar por aqui, mas acho que por enquanto não vou poder frequentar com assiduidade os blogs amigos. Peço descupas a vocês. Espero logo estar voltando, com os pensamentos circulando mais do que nunca.

Abraço.


Howes.

Pop'nRollStar (9:19 AM)