Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.

Carlos Henrique de Castro Howes

04/01/83

carlos.howes@gmail.com

MSN - chchcobain@hotmail.com

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

POA



Na foto: CCMQ.


Pela primeira vez, em 24 anos, não passei pela minha querida Porto Alegre no mês de janeiro. Tudo isso para não perder o meu trabalho escravo, onde nunca me pagam salários em dia. A necessidade chamou. Mas a saudade ficou:


* Passear no Parque da Redenção.

* Lembrar momentos de infância no Parcão.

* Comer um Xis gigante, daqueles prensados, onde só se fazem igual em POA. De preferência na Lanchera do Bonfim.

* Oswaldo Aranha, Bonfim, Feirinha do Brick, Sorvete Cronk's na Felipe Camarão. Vocês falam por mim.

* Ver o por-do-sol no Gasômetro, diante do Guaíba.

* Biscoitos da Chocolateria Max, na Auxiliadora.

* Casa de Cultura Mário Quintana. Indispensável.

* Paisagens urbanas do Centro. Cidade baixa.

* Tentar descobrir porquê o André Takeda cita tanto o café do Salgado Filho, no seu primeiro livro.

* Comer o rodizzio de massas da Via Venneto. Não abro mão.

* Mamma mia, não se fazem massas ou pizzas como em POA.

* O Verão mais quente, gente bonita. O inverno mais frio, gente bem-vestida.

* Rock'n roll do bom. No Jekkyl, Ocidente, Garagem Hermética ou até no Opinião.

* Bidê ou Balde. Cachorro Grande. Superguidis. Wonkavision. Superphones. Walverdes. Pata de Elefante. Graforréia Xilarmônica.

* Ver que no Brasil há uma cidade onde as pessoas sabem se comportar como gente de primeiro mundo, e reclamar seus direitos. Nem todas as pessoas. Mas um número razoável.

* Tente pronunciar alguns sobrenomes dos vários descentes de imigrantes que habitam a cidade. Não é tarefa fácil.

* Passar na frente da faculdade informática da UFRGS e invejar.

* Tomar erva quente no fim da tarde. Calma, é só erva mate. =D

* Fazer compras em um supermercado descente, o Zaffari.

* Ler os quadrinhos do Radicci na Zero Hora. E o Veríssimo, claro.

* E para finalizar: POA é cool para caramba. Mesmo.

Pop'nRollStar (8:45 PM)

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Após o grande sucesso dos meus dois primeiros livros de auto-ajuda, que esgotaram toda a tiragem inicial, voltarei ao mercado com o lançamento de mais três obras:








Após o último livro, a única coisa que vai entrar no seu cofrinho será dinheiro..

Pop'nRollStar (1:32 PM)

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Glastonbury Anthems



Minha mais recente aquisição, por uma pechincha na FNAC paulistana, foi o DVD Glastonbury Anthems. Lançado em 2005, o DVD contém 20 canções tocadas por diversos artistas em apresentações históricas do festival, no período de 1994 a 2004. As apresentações-hinos do Glastonbury são bem diversificadas, passando pela música eletrônica de Prodigy (no mega-hit "Breathe"), Moby e Chemical Brothers à melancolia de Travis, Coldplay e Radiohead, tocando "Karma Police" em apresentação de 1997, na época do genial OK Computer.

Há espaço para o novo rock de Franz Ferdinand (em "Matinee") e também espaço para bandas menos conhecidas como Faithless e Levellers, ou clássicos dos anos 90 de Primal Scream, Blur, Elastica e Manic Street Preachers, numa apresentação arrepiante de "A Design for Life". Bandas bacaníssimas como Ash, Fun Lovin' Criminals, Supergrass e Placebo (em "The Crawl", 1998) também estão nessa seleção. E para terminar o DVD com chave de ouro, uma apresentação de Sir Paul McCartney tocando o clássico "Hey Jude", em 2004. Não é a toa que esse é o festival dos sonhos de qualquer roqueiro de bom gosto. E para quem não pode ir ao Glastonbury, o DVD ajuda a sanar nossa vontade. Ou aumentá-la.

Pop'nRollStar (7:18 PM)

Minutos de Estupidez



Nem tudo se pode adquirir. Mas este livro está na minha lista de "futuras aquisições quando o dinheiro permitir", ou seja, não tão cedo assim. Li alguns trechos de "Minutos de Estupidez" enquanto estive no sudeste, e me deliciei com momentos indescritivelmente divertidos causados por uma dose maciça de humor negro. O livro, de autoria do auto-intilulado "Dr. Carneiro", tem como objetivo preencher-nos de conselhos e verdades negativas que acabariam com o sorriso de qualquer um. Com um "espirito de porco" clássico, Carneiro faz questão de por em prática os ensinamentos de Murphy e lembrar da insignificância humana e das possibilidades de infelicidade.

Ao contrário do que se sugere, o tiro (talvez propositadalmente) sai pela culatra e livro torna-se extramente cômico, já que os conselhos de Dr. Carneiros são recheados de palavras indelicadas e de uma tosquice que o enquadraria no "Pânico da TV". Sinal maior de que o antagonismo pessimismo-humor não é realmente tão distante assim. È ler para crer.

Pop'nRollStar (7:15 PM)

Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

RECONHECIMENTO DEVIDO




A foto acima é de Charles B.B. Howes, um dos maiores nomes do rock e da música contemporânea, desde o século passado. Ele é injustiçadamente esquecido na maioria dos livros que contam a história do rock, porém, este blog trata agora de fazer a homenagem e um reconhecimento devido a este gênio...

Quero deixar claro que, apesar do sobrenome, e do fato de que algumas pessoas digam que somos parecidos, eu não tenho nenhum grau de parentesco com Charles B.B. Howes. Quem dera eu tivesse tanto talento quanto esse grande sujeito. Abaixo, curiosidades e retrospectiva bastante resumida de sua brilhante carreira musical:



* Charles começou sua carreira precoce, ainda com pré-adolescente, no meio dos anos 50, chamando bastante atenção por um rebolado inconfundível e seu topete característico... Porém, começou a se decepcionar com o mundo do showbizzness logo cedo, assim que passou a ser imitado por um farsante de quinta categoria, que, pouco depois, fez bastante sucesso.

* Já no inicio da década de 60, Charles decidiu dar um tempo na carreira musical, e trabalhava como radialista em uma emissora musical britânica. Mas foi demitido logo depois de anunciar "Please Please Me", dos Beatles, em seu programa diário. A razão da demissão foi o fato de que Charles teria dito no ar que "Os Beatles eram melhores que o The Animals, e que aquela ainda iria ser a maior banda de todos os tempos". Por tal declaração, foi avacalhado por ouvintes e pela direção da rádio.

* Em 1961, Charles decidiu retomar sua carreira musical, montando o grupo "Bitch Boys". Suas composições se mostraram bastante talentosas, algo que era percebido logo no primeiro disco da banda, o "Pet Noises". Apesar do talento, sua banda não emplacou, pois o mesmo não possuia franja, algo que era bastante requisitado nas bandas desta época.

* Ainda no mesmo período, Charles deu uma guitarra de presente a Bob Dylan, um músico bastante talentoso, porém muito caipira, explicando ao mesmo que o uso demasiado do violão já tinha se tornado ultrapassado.

* Anos mais tarde, resolveu dedicar-se mais à sua grande habilidade com a guitarra, inventando inclusive uma técnica em que ele tocava a guitarra completamente congelada. Na mesma época, ele fazia um "bico" como professor de música. Em 1968, seu nome era um dos mais cogitados para participar do festival Woodstock. Entretanto, ele acabou descartado do festival por ser careta e não fumar maconha. Mas um de seus alunos negros tocou no festival e fez bonito.

* Já nos anos 70, Charles finalmente reconheceu a importância do visual para um bom artista. Investiu na variedade de cores de suas roupas, em novos penteados e até mesmo em maquiagem. Acabou sendo injustiçadamente considerado gay, mas anos depois, com o surgimento de um tal de David Bowie, o adjetivo foi trocado para Glam, e posteriormente para Hard Rock.

* No final da mesma década, ao tentar recuperar sua imagem "viril", resolveu usar roupas rasgadas e surradas. Resolveu também fazer letras revoltadas com o sistema, pois havia entrado em crise após a invenção do teste de DNA, o que iria colocar alguns problemas em seu passatempo favorito: groupies. Ao passar por uma grande depressão, entrou em paranóia criativa, e decidiu por um tempo tocar apenas canções com três acordes. Resolveu chamar sua nova banda de "The Danones". Pouco tempo depois, mudou de idéia, e sua banda passou a se chamar "The Smash". Obviamente vocês já devem terem escutado ambas.

* Durante os anos 80, Charles tocou em uma porção de bandas. "Bom Jovem", "Twisted Brothers", "AeroSilva", "Skid Cow" e tantas outras. Saiu de todas as bandas por problemas de ego, geralmente acarretados na hora de dividir laquê com os integrantes. Inocentemente, Charles permitiu que seus ex-companheiros de banda seguissem em atividade e se aproveitassem de suas composições para fazer sucesso.

* Nessa mesma época, Charles decidiu canalizar seus esforços para outras atividades. Tentou montar a STV (Sound Music Televison), porém acabou derrotado por uma concorrente, que contava com mais patrocinadores e menos videoclipes. Fundou um novo tipo de som chamado "Nova Onda", com sua banda "Durão Durão". Mas acabou vendendo os direitos autorais de suas músicas por uma mixaria, pois tinha muitos filhos a sustentar.

* Charles virou também coreógrafo do cantor Michael Jackson, e o ensinou a dançar "Triller", "Moonwalker" e a maioria de seus passos famosos. Porém, decidiu encerrar seu trabalho com o astro pop, pois passou dias tendo pesadelos com o mesmo e suas mudanças faciais. Além disso, o estopim da separação foi o fato de Michael inventar por conta própria o breguíssimo passo da mão no instrumento.

* No começo dos anos 90, Charles se mudou para Seattle. Com seu jeito pacato, passava o dia sentado no quintal, vestindo apenas uma camiseta de flanelas e tocando músicas berradas e depressivas. Virou ídolo da garotada da cidade, que passou a formar bandas inspiradas no próprio Charles. Nosso ídolo, porém, assustado com a falta de criatividade da garotada, decidiu chamá-los de Grunges, o que queria dizer "Lixos".

* Ainda nos anos 90, Charles decidiu dedicar-se mais aos computadores. Como um bom nerd, ele já sabia operar Mainframes desde os anos 60, e foi um dos primeiros usuários de Internet no planeta. Nesse período, sua alma musical resolveu falar mais alto, e ele resolveu misturar melodias com sons tirados ao computador. Ficou tão viciado nas batidas que criava em frente ao PC, que resolveu montar batidas das mais variadas espécie. Foi dando nomes variados a elas, como Tecno, House, Drum'n Bass ou Trance. Porém, o excesso de computador não lhe fez bem, e ele esqueceu completamente a maioria dos trabalhos que tinha desenvolvido. Para felicidade do mundo da musica, alguns de seus assistentes anotaram tudo com cuidado, e levaram as "experimentações" para os clubs londrinos.

* Cansado de fazer papel de bobo, Charles resolveu se tornar um bad boy. Mudou-se para o gueto, e aprendeu a arte do Rap, do Hip Hop. Aprendeu a fazer rimas com os manos, e ensinou para eles o que lhes faltava: inteligência e faro musical. A partir daí, os Rappers aprenderam a ganhar dinheiro, e nunca mais pararam de ganhar. Aprenderam a ganhar dinheiro até em outros estilos, como o rock e a música pop.

* Um menino branco do gueto frequentado por Charles certa vez lhe perguntou se ele tinha alguma chance de fazer sucesso tocando rap. Charles riu na cara do garoto e disse: "Você? Fazendo sucesso? Só se pintasse o cabelo de loiro, e saísse por aí fazendo papel de palhaço e falando mal dos outros".

* Com o tempo, o Charles enjoou-se do rap. A virada de milênio mexeu com seus brios e ele resolveu voltar ao rock'n roll. Durante o reveillon de 1999 para 2000, ele montou uma banda chamada "The Hypes". E a partir daí, decidiu que não queria mais inventar nada. Iria apenas viver na cena independente e copiar bandas retrôs como Joy Division, Television ou Velvet Underground. Pouco tempo depois, as bandas subsequentes ao "The Hypes" fizeram muito sucesso, e como Charles sempre foi representou o oposto da fama, acabou pulando fora do barco.


Há poucos anos atrás, Charles mudou-se para o Brasil. Cansado e sentido o peso da idade, montou um acústico MTV de suas bandas antigas. Alguns meses depois, passou a escrever apenas letras tristes e emotivas. Para se sentir mais jovem, começou a andar somente com a garotada de 13 a 15 anos, embora não fosse um pedófilo como seu antigo amigo americano. Fez até o implante de uma franja, seu desejo antigo. Montou uma banda, e deu a ela o nome de "FDP 245". Sua banda serviu de inspiração para maioria das bandas de sucesso em atividade, porém desagradou ao próprio Charles, que hoje sente vergonha ao ouvir seu trabalho como o "FDP 245".

Acabou por ser suicidar numa tarde de domingo, após passar meia hora nadando sobre o próprio vômito. Charles já teria previsto sua morte há 30 anos atrás, e descreveu o episódio para um amigo Irlandês, chamando a canção de "Sunday Bloody Sunday". Descanse em paz, rockstar!

Pop'nRollStar (7:34 PM)