Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
ICQ - 34383293
MSN - chchcobain@hotmail.com
"Eu amo a vida,
eis a minha verdadeira fraqueza.
Amo-a tanto,
que não tenho
nenhuma imaginação
para o que não
for vida".
[Albert Camus]
* Sem posts caprichados.
* Sem palavras para descrever as idéias, os sentidos. As palavras não tem sido mais suficientes. Antes costumavam a ser.
* Sem Zélia Duncan, Mutantes. Por Favor...
Se você quiser ver solos de guitarra, hoje em dia você estará perdendo tempo nos shows de bandas de rock. Se são os "guitar heros" que te agradam, vá em algum show de dupla sertaneja.
O mais novo bombom favorito do momento....
Não é a toa que eu sempre gostei dos chocolates da Neugebauer. Agora bem sei porquê...
BANANADA 2006
Nesse último fim-de-semana, nos dias 19, 20 e 21 de maio aconteceu, no Centro Cultural Martim Cererê, a 8ª edição do festival Bananada, que no ano de 2006 passou por uma série de reformulações visando diferenciá-lo do Goiânia Noise, o festival de fim-de-ano da Monstro Discos. Com as reformulações, o bananada passou a ser um festival mais voltado para a cena local, e para bandas brasileiras independentes que poucas (ou nenhuma vez) tinham se apresentado na cidade.
A grande novidade da edição foi o fato de bandas goianas terem sido escaladas como "headliners" do evento. E MQN, Violins e Rollin Chamas não fizeram feio. Entretanto, em análise geral, essa não foi a mais interessante das edições do Bananada, apesar de algumas bandas terem se destacado.
Sexta-Feira, dia 19
Do Pará, o Suzana Flag veio com seu powerpop-poprock um pouco mais pesado do que costumavam a tocar. Entretando, o show da banda foi abaixo do esperado. O melhor momento mesmo ficou por conta de um cover de uma canção do Odair José. Depois, o Uncle Butcher veio para fazer o melhor show da noite de sexta. Remanescente da clássica e extinta banda paulista Thee Butcher's Orchestra, o cara sentou num banco com sua guitarra velha plugada no AMP e um bumbo nos pés. Daí em diante foi um show de rock'n roll clássico, retrô, arrojado, cru e embalado, com muita influência de 50's. Fez mais bonito do que a última apresentação de sua antiga banda na cidade.
O Eta Carinae veio de pernambuco mostrar uma mistura de música brasileira, batuque, rock e muitas influências eletrônicas. O batidão "chapado" da banda fez dançar. Foi uma das boas surpresas do dia. Já os baianos do Automata, mandaram um som pesado e melancólico, com algumas variâncias, influenciado por rock alternativo e um pouco da moda emocore. Foi um show de altos e baixos. Perto do fim da noite, o Barfly, prata da casa, mandou seu clássico britpop, cada vez mais influenciado por vertentes diferentes, num repertório baseado em canções de seu novo disco, com direito a um cover dos irlandeses do Ash, através da canção "Shinning Light". E para fechar a noite de sexta no festival, o MQN fez o esperado. Lotou o teatro do Cererê e deixou o público insandecido com seu hard-stoner-rock.
Sábado, dia 20
Na segunda noite de festival, o primeiro destaque ficou com Downers, a banda que não se decide se é goiana ou brasiliense, e que talvez por isso agrade ambos. Reis da simpatia no festival, os Downers distribuiam brindes do lado de fora do teatro, e chamavam seus amigos para divirem consigo o palco de seu show. Carlão (do Vó Delmira) e as meninas do Flying Beans foram alguns dos convidados. O show agradou ao público, misturando musicas da banda, como a excelente "Eh Puto", a covers de clássicos do rock. Na sequência, os decididamente brasilienses do Lucy and the Popsonics, fizeram um show sonoramente e visualmente agradável. Como os Downers, eles também distribuiam simpatia ao público, além de pirulitos e adesivos. A banda, que na verdade é uma dupla formada pelo casal Fernanda e Pil, que tocam baixo e guitarra, respectivamente, e que complementam seu som "rock alternativo-electro para divertir" com uma bateria eletronica. Destaque para a música "Eu quero ser seu taumagochi".
A noite de sábado foi definitivamente a mais movimentada de bandas. Os Bonnies, do Rio Grande do Norte, fizeram um show com rock 70's, e o Lake com o seu tradicional grunge 90's. Ambos shows regulares. Já os Los Porongas vieram do Acre, para comprovar a existência do seu estado, e mostrar a amplitude do rock independente nacional. Mostraram um show de diversas vertentes, misturando sempre rock com música brasilera. Depois foi a vez da turma da "surf music" se divertir com os paulistas do Dead Rocks, e os cariocas do Netunos. A primeira fez um som instrumental, mas embalado, classe A. Já a segunda fez um dos shows mais bacanas da noite, dançante do inicio ao fim, e terminando com chave de outro através de uma versão de "Take Me Out", do Franz Ferdinand.
O Headliner da noite dessa vez foi o Violins, que se apresentava pela primeira vez com sua formação em "quarteto", após a saida do guitarrista Léo. Duas semanas após um suposto fim da banda, o Violins veio a retomar suas atividades com um show composto com músicas de seus dois discos e mais quatro novas composições, que se mostraram pesadas, densas, trabalhadas e com boas letras. O publico compareceu em peso ao teatro, e a banda mostrou estar mais viva do que nunca.
Domingo, dia 21
Com um certo atraso, cheguei a tempo de assistir a duas bandas cariocas que fizeram os melhores shows do festival. Santo Relógio! O The Feitos presenteou o público com ironia, bom humor, diversão e rock'n roll, divertindo os presentes e agradaram em cheio com canções como "Disco do Roberto" e "Por Isso eu não dou Satisfação". Já o Supercordas veio mostrar um rock alternativo e psicodélico, muito bem trabalhado, com destaque para a "guitarra de efeitos". Foi um show para realmente sair de órbita, transitar pelos devaneios da mente, e retornar ao desligar das caixas. Showzão.
Na continuação, duas bandas velhas de guerra na cidade, já conhecidas por outras edições do festival. Primeiramente, os paranaenses do Pelebroi Não Sei, a mais nova integrante do selo da Monstro, com seu punk-rock sem enrolações, direito e empolgante. Na sequência, os brasilienses do Bois de Gerião, que mostraram em músicas do novo disco as qualidades de seu ska-rock de anos de estrada. Animaram o público, e mandaram dois covers de responsa, um do Queens of The Stone Age (No One Knows), e outro dos Mutantes (Virgínia).
Para terminar o festival, três bandas bastante respeitadas da cena local: Motherfish, Valentina e Rollin' Chamas. O Destaque especial fica por conta da última delas, responsável por shows histéricos, engraçadíssimos e alucionados. O show do Rollin Chamas é uma experiência única que só pode ser descrita por quem vê. Infelizmente dessa vez não pude acompanhar tanto o show pela minha necessidade de ir embora. Mas segundo consta, para variar, quem viu, gostou.
A Teoria do Caos e nossos caminhos sem volta...
È assustador ver pela TV o que aconteceu com a maior cidade do país nesse último fim-de-semana. Atentados contra policiais, bombeiros, vigias, delegacias, ônibus, creches e diversos pontos da capital paulista, e também do inteiror. São Paulo entrou num estado de quase guerra civil, e a certeza que fica é que realmente a única coisa organizada neste país é o crime.
Registro aqui que apóio a campanha: "Morra de Fome, Garotinho".
depois disso...
SAUDAÇÃO.
Uma das melhores bandas do Brasil está de volta. E um pedaço da trilha sonora da minha vida voltou a tocar.
depois disso...
LUTO.
Goiânia perdeu sua melhor banda. E eu perdi um pedaço da trilha sonora da minha vida...
=~
"Saudade é um pouco de fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
(Clarice Lispector. SAUDADE.In: A Descoberta do Mundo)
8º BANANADA
Já saiu a lista de bandas que se apresentará na 8ª edição do festival Bananada, que a partir desse ano vai diferenciar-se do festival Goiânia Noise, também organizado pela Monstro Discos, por dar mais enfoque às bandas locais de Goiânia. Dessa vez, as "pratas da casa" são as grandes headliners do festival. Confira a escalação:
Sexta feira - 19/05
02:00h - MQN (GO)
01:30h - Señores (GO)
01:00h - Barfly (GO)
00:30h - Mustang (RJ)
00:00h - Automata (BA)
23:30h - Eta Carinae (PE)
23:00h - WC Masculino (GO)
22:30h - Uncle Butcher (SP)
22:00h - Suzana Flag (PA)
21:30h - Shakemakers (GO)
21:00h - Mordeorabo (MG)
20:30h - Satanique Samba Trio (DF)
20:00h - Pétala Mecânica (GO)
19:30h - Bang Bang Babies (GO)
18:30h - abertura dos Portões
Sábado - 20/05
02:30h - Violins (GO)
02:00h - NEM (GO)
01:30h - The Rockefellers (GO)
01:00h - The Dead Rocks (SP)
00:30h - Netunos (RJ)
00:00h - Sangria (BA)
23:30h - Trissônicos (GO)
23:00h - Lunettes (SP)
22:30h - Los Porongas (AC)
22:00h - Lake (GO)
21:30h - Os Boonies (RN)
21:00h - Lucy and The Popsonics (DF)
20:30h - Downers (GO/DF)
20:00h - Cine Capri (GO)
19:30h - RPDC (GO)
19:00h - Iscariot (GO)
18:00h - abertura dos portões
Domingo - 21/05
00:30h - Rollin' Chamas (GO)
00:00h - Valentina (GO)
23:30h - Motherfish (GO)
23:00h - Bois de Gerião (DF)
22:30h - Pelebroi Não Sei (PR)
22:00h - Supercordas (RJ)
21:30h - Seven (GO)
21:00h - The Feitos (RJ)
20:30h - Innocent Kids (DF)
20:00h - Bando do Velho Jack (MS)
19:30h - Porcas Borboletas (MG)
19:00h - Johnny Suxxx n' The Fucking Boys (GO)
18:30h - Sangue Seco (GO)
18:00h - Pelúcias (GO)
17:00h - abertura do portões