Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.

Carlos Henrique de Castro Howes

04/01/83

carlos.howes@gmail.com

ICQ - 34383293

MSN - chchcobain@hotmail.com

Segunda-feira, Março 27, 2006

Mais um ponto para o Google...

Em janeiro desse ano, a empresa recusou ceder dados para o governo dos EUA, desafiando a pretensão legal do Departamento de Justiça norte-americano, que queria a revelação de detalhes sobre as buscas realizadas no site do Google. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez o mesmo pedido a Microsoft, AOL e Yahoo. O Google foi a única a recusar e contestar o pedido, entregando um documento-resposta resposta à exigência oficial do governo americano.

No documento, recheado de palavras fortes, a empresa afirma que o pedido violaria a privacidade de seus usuários e revelaria segredos comerciais a seus rivais. O mesmo afirma que a direção da empresa não acredita no argumento de que uma lista de palavras usadas em buscas possa ajudar a entender o comportamento dos usuários da internet. E acrescenta: "Os usuários acreditam que quando entram no site e digitam palavras para busca que vamos manter sua privacidade, a não ser que sejamos obrigados a revelar o conteúdo".

A União de Liberdades Civis americanas também registrou um documento apoiando a posição do Google e afirmando que "este é o mais recente exemplo de que o governo acredita que pode exigir que entidades privadas entreguem todo o tipo de informações sobre os seus clientes, só porque o governo diz que precisa destas informações".

A questão foi para os tribunais no dia 13 deste mesmo mês, e em maio deste ano a empresa obteve uma vitória parcial sobre o governo norte-americano.

Pop'nRollStar (8:04 PM)

WINAMP PLAYLIST

Karine Alexandrino - Ninguém Verá
Lo-Fi Dreams - Não Sei Brincar
Foo Fighters - Learn to Fly
Los Hermanos - Condicional
Mopho - O Amor é Feito de Plástico
Mutantes - Suicida
Stereophonics - Dakota
Orquestra Imperial - Congênito
Paul McCartney - Follow Me
Feist - Gatekeeper
Violins - Convênio
Ecos Falsos - A Última Palavra em Fashion
Rolling Stones - Streets of Love
Ronei Jorge e os Ladrões de Bicleta - Veja Só
Muse - Uno
Ronnie Von - Meu Canto
Ronnie Von - De Como Meu Herói Flash Gordon Irá Leva- me de Volta Alfa Centauro meu Verdadeiro Lar
Skywalkers - Agora Quem Vai Rir....
Skywalkers - American Way, Yeah, Yeah
Soulwax - Push It/No Fun
Solo Deluxe - Diz-Sabores
Arcade Fire - Maps (Yeah Yeah Yeahs Cover)


E o grupo paulistano Cansei de Sexy assinou com o tradicional selo norte-americano Sub-Pop, que já revelou bandas como Nirvana e Sunny Day Real Estate. Tudo isso com direito a turnê nos EUA e Canadá. Mais sobre a notícia aqui.

E pensar que há um ano atrás eu me arrisquei como repórter e entrevistei as meninas no show delas no Martim Cererê.... Seja como for, boa sorte para elas.

Pop'nRollStar (8:03 PM)

Terça-feira, Março 21, 2006

A VIRADA

Um feitiço sutil se esconde em seu sorriso. Dotado de uma pureza incondicional, ele me desperta um calor incandescente que nenhuma vela em brasa ousaria igualar. Seu olhar apreende atenções, cativa, enaltece o que há ao redor. De tão singelo, soa verdadeiro. De tão honesto, acompanha destreza, pede por proteção e acalento.

Em seus braços, encontro sentimento, realizo vida. Perco-me na marcação dos ponteiros e me completo em um beijo. Concluo sobre as viradas da vida, e lamento pelos instantes em que ela me virou para longe de você. Dentre meus tropeços, a surpresa em encontrar tua mão para me buscar de onde eu jamais deveria ter estado.

Pop'nRollStar (1:26 PM)

Quinta-feira, Março 16, 2006

Dia desses, em um consultório médico, a secretária chama um paciente para ser atendido:

- Carlos, é a sua vez!

Então, dois rapazes se levantam, e um segundo depois olham um para o outro com cara de atordoados. Em seguida, olham para a secretária, como se dissessem: "Qual Carlos?".

A secretária então, olha para a ficha cadastral do paciente e diz:

- È o Carlos Henrique!

Após isso, os dois rapazes dão um passo firme em direção ao corredor, mas recuam logo em seguida ao perceberem que a dúvida não foi sanada. Em seguida, olham para a secretária, como se dissessem: "Diga o sobrenome, por favor!".

A secretária, com uma cara de leve incômodo, olha novamente para a ficha e diz com firmeza:

- Carlos Henrique de Castro.

Os dois confusos rapazes, dessa vez certos de seu triunfo, dão outro passo em direção ao corredor, dessa vez seguido por uma "freiada" brusca no passo. O consultório inteiro parece cair na risada, e o mais charmoso deles diz para o outro:

- Você tem um bonito nome, rapaz!.

È retribuído:

- Você também!

Mais risadas no consultório.

Desta vez, o consultório inteiro olha para a secretária, como se dissessem: "Caralho, fala logo essa porra do nome completo, merda!".

A secretária, com a cara de quem foi para a Terceira Guerra Mundial e perdeu, vira-se com um leve sorriso e diz:

- Carlos Henrique de Castro Roves!

E ouve em seguida de um dos rapazes:

- È Howes, moça!

Ela responde:

- Isso, você. A doutora Lúcia fica na sala à direita.

Por fim, o triunfante rapaz que iria ser atendido vira-se para o seu chara de tríplice nome:

- Se você tiver esse sobrenome aí também, trate de ir no cartório trocar.

Ouve a resposta dele:

- Eu nem sei soletrar isso.

A réplica vem de imediato:

- Ainda bem. Bom sofá. Não demoro.

Pop'nRollStar (8:44 PM)

Domingo, Março 12, 2006




Após algum tempo de procura, e me usufruindo desta maravilha que é a Rede Mundial de Computadores, finalmente consegui assistir ao polêmico documentário "Muito Além do Cidadão Kane", produzido em 1993 por Simon Hartog, para a BBC de Londres.

O documentário, dividido em quatro partes, faz uma alusão de Roberto Marinho, criador da Rede Globo de Televisão, com Charles Kane, personagem de Orson Welles criado no final da década de 40, como protótipo do magnata dono de um império de comunicação. Nessas quatro partes, é mostrada desde a ascensão da Rede Globo, nos anos 60, até o início da década de 90, mostrando o caminho percorrido pela emissora de Roberto Marinho até chegar ao estágio de maior veículo de comunicação do Brasil.

Intrigante é a maneira como o filme relata o histórico da emissora carioca, mostrando a parceria com o governo e a omissão de informações por parte da emissora durante os anos 70, durante o período da ditadura militar. E assim, com o passar do tempo, mostra o poder financeiro e principalmente, político de Roberto Marinho, através da figura de políticos como Tancredo Neves, Antônio Carlos Magalhães ou José Sarney. Fica evidente a forma pela qual os aliados políticos de Marinho se beneficiaram através da força de comunicação do mesmo, bem como ele também se beneficiou da força que impunha sobre alguns governantes nacionais.

Na última parte do documentário, a manipulação de informações na emissora é cruamente ilustrada através do exemplo de como a emissora conduziu a exibição de notícias na primeira eleição presidencial brasileira, em 1989. È questionado também o objetivo de muitos programas de sua grade, e Simon vai às ruas comprovar a influência da Globo no dia-a-dia do brasileiro. È mostrada também a forma pela qual muitos de nós assimilamos determinadas notícias. O resultado é assustador.

Em 1994, uma ação judicial da emissora proibiu a exibição do filme no nosso país. Fora do Brasil, o documentário foi exibido e razoavelmente repercutido. Apesar da proibição, o filme pode ser encontrado em muitas universidades brasileiras, no CMI, e claro, na Internet. Mesmo com uma década de existência, "Muito Além do Cidadão Kane" ainda é um bom retrato dos bastidores da mídia nacional, além de um excelente acervo histórico da comunicação no país.

Pop'nRollStar (9:23 PM)

Terça-feira, Março 07, 2006

Refúgio

A respiração silenciosa é grande companheira. Na ausência das movimentações, faltam-se também as palavras. Os dias seguem sua cronologia, mas suas emoções não acompanham o mesmo ritmo, se mantendo no estado de inércia. As pequenas relatividades do cotidiano tornam-se mórbidas, fato que não repele o vago e nem mesmo o oculto, que insistem em queimar.

Na última estação, avistou uma tempestade. Fria, densa e de impacto, como há muito não presenciava. Entre raios e sustos, sobreviveu às nuvens que se punham ao horizonte. Entre águas e prazeres, via também o sol se esconder. E quando o reflexo mirou novamente em seus olhos, ele estava no mesmo lugar. Não lembrava mais o rumo de casa. Ou talvez não quisesse mais voltar. Por fim, percebera que já não sabia nem mesmo para onde deveria ir.

Pop'nRollStar (7:10 PM)

Quinta-feira, Março 02, 2006

Relato de Um Chocólatra


*Relato feito por mim mesmo, há quase um ano atrás, na ocasião em que a Mariana me solicitou a escrever sobre o meu "vício" por chocolates, para uma matéria que ela faria então no Diário da Manhã. O relato não foi utilizado, mas sabe-se lá porquê eu resolvi descrevê-lo aqui agora....*



"Há algum tempo atrás, ainda na minha infância, eu gostava muito de brincar, como qualquer outra criança que se preze. E também, como qualquer criança comum, eu adorava doces e guloseimas. Especialmente aquelas de cores pretas ou brancas, e feitas de cacau. Assim, sempre ficava feliz quando meu pai voltava da padaria com um "Prestígio" para mim. Naquela época, eu não era de comer chocolate em exagero, mas sempre que tivesse algum disponível, eu ficava feliz, claro.

Posteriormente, nos primeiros anos de minha adolescência, continuei meu agrado pelos chocolates. Era perceptível que eu gostava mais deles do que a maioria dos meus amigos. Comecei a ter hábito de come-los em quantidades maiores, como preferir uma caixa de bis inteira ao invés de um simples tablete de chocolate. Entretanto, eu ainda comia chocolate apenas de vez em quando, ou como dizem, socialmente. Não sei se este é um termo correto para este caso, mas ficamos com ele. Algumas espinhas surgiam, e embora muitos dissessem que isso era culpa das minhas caixas de bis, eu tinha lá minhas dúvidas...

Os anos foram passando, e com eles as minhas espinhas foram desaparecendo, felizmente. Eu ingressava em uma universidade, adquiria novos amigos e experiências, e comia mais chocolate. Não conseguia ficar sequer dois dias sem qualquer tipo de chocolate, bolacha ou derivado sem ficar um pouco perturbado. Caso não comesse, ficava inquieto, apreensivo, tinha vários desejos de gula. Foi então que eu me atentei que eu nutria uma espécie de vício por chocolate, me tornando aquilo que alguns chamam por chocólatra. Nada sério ou relevante se comparado com viciados em nicontina, álcool ou qualquer tipo de droga, até porquê a falta de chocolate não era suficiente para me virar de ponta cabeça a me fazer ter comportamentos extremamente alterados ou a ponto de me prejudicar socialmente. Nada disso. Só me incomodava um pouco, e ficar sem eles por muito tempo não me provocava alterações muito diferentes de uma mulher com TPM, por exemplo. Se bem que uma mulher com TPM às vezes assusta, não é mesmo? Enfim...

Há quase três anos arranjei um emprego, e com ele, um pouco de dinheiro extra para alguns, digamos, "excessos" que eu não tinha antes. Com mais dinheiro no bolso, as manias de chocólatra foram-se nutrindo. Em muitas das vezes em que eu passava na frente de uma lanchonete ou mercado, eu não resistia em comprar ao menos um "sonho de valsa". Ou dois, talvez. E às vezes fazia isso uma duas vezes por dia. Ou três, talvez. Alguns dos meus trocados já foram embora algumas vezes nisso. Menos mau que chocolate não é tão caro assim, nem ilícito. Claro que comer deste tanto não lá muito bem. Mas é bom. Realmente, como é bom..."

Pop'nRollStar (7:50 PM)