Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
ICQ - 34383293
MSN - chchcobain@hotmail.com
ILUSTRE COMODISMO
Entre o dissabor de olhar
As noites por entre as grades
Despejo meus anseios no ar
Do lado de cá da janela
No lirismo barato encontrei
Um mártir para os meus pecados
O ilustre comodismo me fez
Companhia por hoje e sempre...
GOOGLE
Com o site pesquisa Google, a empresa Google, criada em 1996 por dois universitários da universidade de Stanford e que levava o mesmo nome do site, iniciou sua "dominação mundial". Em pouco tempo, o sites superou os rivais tradicionais Altavista e Yahoo, e passou a figurar não apenas como o site de procura mais freqüentado da internet, como também como o site mais acessado de toda a rede mundial de computadores. Seu método inovador de busca foi copiado por quase todas as concorrentes.
Em 2003, a empresa Google começou uma arrojada política expansiva, iniciando uma série de novos projetos e adquirindo algumas empresas então promissoras na área da informática. Uma delas foi Pyra Labs, proprietária do Blogger, o então site de blogs e diários virtuais mais popular da Internet. E assim, nas mãos do Google, os Bloggers e Blogspots, estabeleceram um grande padrão de qualidade, se comparados a outros sites do gênero. Mais uma outra briga a ser liderada pela empresa.
Em 2004, o Google lançou suas primeiras ações na bolsa eletrônica Nasdaq, causando euforia no mercado e alçando a marca de 25 bilhões de dólares no seu dia de estréia na bolsa. Passava então a preocupar nomes grandes do mercado mundial como a Microsoft e a MSN, que iniciaram uma série de políticas para tentar barrar o crescimento da empresa, que a essa altura já visava novos domínios. Acho que não é necessário dizer que tais políticas das concorrentes até agora não surtiram resultado, muito pelo contrário...
Ainda em 2004, a Google mais uma vez toma conta do planeta virtual, e revoluciona a Internet com uma outra ferramenta: o Orkut. O site de comunicação pessoal, com formato e funções até então inéditas, levava consigo o nome do funcionário da empresa responsável por sua criação. O Orkut expandiu a comunicação entre as pessoas e tornou-se um vício mundial em apenas três meses. Hoje já é quase obrigatório a qualquer internauta que se preze. Os brasileiros, como sempre, são os freqüentadores mais ativos do site. Alguns outros sites do gênero surgiram posterormente, mas nenhum deles se aproximou do sucesso alcançado pelo Orkut.
A empresa, ainda não satisfeita ainda com a parcela significativa que tinha do mercado de Internet, resolveu então investir sua nova cartada nos sistemas de e-mail. Um mercado arriscado, muito concorrido e transposto na internet desde os seus primórdios. Sem se intimidar com a concorrência, a google lançou então o Gmail, um sistema de e-mail que causou um grande impacto, durante o seu lançamento por contar com um espaço disponível de 1 GB em caixa de mensagens, sendo totalmente gratuito. Nenhuma das concorrentes gratuitas até então, se aproximavam de 1/5 do espaço oferecido pelo Gmail. Além disso, o sistema de e-mail fornecia algumas inovação como a indexação de mensagens enviadas pelo o mesmo usuário em uma única página. E quanto mais os demais sistemas de e-mail tentavam se aproximar da google, com capacidade e inovações, mais a empresa disponibilizava ainda mais capacidade e ainda mais novidades, mantendo-se assim sempre mais interessante que a média. Não é preciso dizer que em pouco tempo o Gmail também tomou conta desse mercado, e que o Gmail é também hoje o maior servidor de e-mails do planeta.
Se a ambição da Google atingia toda a Internet, e os quatro cantos do planeta, isso ficou expressivo em mais um lançamento da empresa: o Google Earth. O novo software da Google trazia consigo a possibilidade de se ver detalhes de todos os lugares do mundo, como se estivéssemos brincando em um satélite. Operando com um sistema de zoom, você pode ter acesso a mapas e detalhes de paises, estados, cidades, bairros. O sonho de todo viciado em Sim City. Um software para se localizar o que quiser. E ainda está em fase de mais expansão. Não duvide em enxergar daqui uns dias a capela central da cidade de "São José do Passa Quatro" no Google Earth. Claro, o software já tem causado uma enorme euforia...
E assim a empresa seguiu liderando a maior parte dos mercados da Internet em que se adentrava, lançando várias ferramentas, sempre com aquisições bastante inovadoras e interessantes, como o Google News, Froogle e Google Labs. Informações extra-oficiais de especialistas de Internet dizem que a firma deve lançar até 2006 o "Google 0.X", provável navegador de internet do Google, que viria a concorrer com o Internet Explorer o Mozilla Firefox. Dizem que eles não querem parar por aí. Ano passado, a empresa contratou alguns especialistas em Sistemas Operacionais.
Agora, uma das mais novas e arrojadas cartadas do Google chama-se Google Talk. O software de mensagens instantâneas através de texto ou conversação por voz sobre IP, vem para brigar em um mercado acirrado de firmas como Mirabilis ICQ, Yahoo e principalmente Skype e MSN Messenger, respectivamente os lideres nos mercados de troca de mensagem instantânea por voz e por texto. O novo software da Google ainda está recente na internet, e não há ainda como prever o seu alcance, até porquê esse é mercado que lida com costumes, portanto demanda tempo para se expandir. Entretanto o Google Talk já tem começado a mostrar repercussões. Essa semana eu recebi pelo menos cinco convites de amigos para instalar o sistema. E honestamente, eu não duvidaria nem um pouco que a MSN vai ter uma certa dor de cabeça com eles...
Não há como negar que o casamento Google-Internet é um dos mais bem sucedidos de todos os tempos. Está aí uma empresa aonde eu realmente investiria minhas ações, se tivesse dinheiro a aplicar.
NOTAS
Na falta de um tempo para um desenvolvimento melhor de algum post, o que se faz é apelar para alguns comentários:
- Como bem disse em um post no fotolog videocliptico essa semana, acho que estou cada vez mais apaixonado pela música da cena independente brasileira. Freqüento o meio há cinco anos, e acho que nunca vi tanta banda boa, com tanta variedade musical, vinda de tantos lugares diversificados do país como vejo hoje em dia. Algumas rondaram meu winamp essa semana: Vanguart, Móveis Coloniais de Acaju, Violins, Zefirina Bomba, Superguidis, Relespublica, Volver, Madame Satã... Outras já atingem merecidamente níves mais altos como Cachorro Grande, Dead Fish e Gram.
- Já sobre cinema não tenho conseguido opinar como gostaria. Até mesmo no cinematográfico. Só recomendo a vocês por enquanto que assistam o filme argentino "Valentin", e o francês "Bem Me Quer, Mal Me Quer", com a Audrey Tatou (do apaixonante "O Fabuloso Destino de Amelíe Poulain"). Imperdíveis.
- Bom, acho que agora não é mais segredo para ninguém que sou um chocólatra. E ressalto: Ninguém precisa ser pop para aparecer no jornal. Basta ser amigo da Mariana. Mas vamos convir que as fotos ficaram bem engraçadas mesmo. Falando nisso, eu quero um Bib's de amendoin..
- Sempre há de aparecer colegas e amigos na sua vida. Alguns vão e outros voltam. Uns estão do seu lado e não te vêem. Outros estão tão longe e te enxergam por inteiro. No final sempre sobrevivem aqueles que eram mesmo para ser seus amigos. E este ano eu tive uma boa prova. E amanhã, como será? The Thrills é uma banda tão foda né? = ~
- Inteligência Artificial é mesmo uma área muito abrangente de estudo. Foge do escopo da computação, e cai na psicologia, filosofia até mecatrônica. Imaginem como anda minha cabeça. No meu projeto da monografia ainda tem conceitos de pedagogia, pois é um software educativo...
- Seja paralelo, e deixe o bozo invadir sua vida. È a melhor terapia do mundo.
- Já que comecei falando da minha cabeça, vou cair fatalmente em cinco palavras: Dúvidas, Incertezas, Futuro, Decisão, Inquietação.
- Apesar de tudo tenho estado bem, obrigado. Pelo menos por enquanto. =)
Maionese Plus
Sonho acordado. Ou acordado eu sonho? Um hábito que me acompanha desde tempos áureos da minha infância, quando eu me via como um grande jogador de futebol ou alguém não tão distante de minha família. Imagine um Bob (aquele mesmo, do "Fantástico Mundo") em plenos 22 anos de idade. Obviamente os sonhos "conscientes" foram mudando com o passar dos anos.
Diante da incrédula realidade, alguns desses sonhos tornaram-se fios de esperança. E a intensidade do desejo de realização força-me, às vezes, a confundir o real com o irreal. Quando tudo parece seguro e o que me cerca parece encantador, desperto-me e me vejo em um cômodo, em uma sala até mesmo atravessando uma rua ou pegando um ônibus. Não, eu não sou tão legal assim. Não, eu não estou tão perto deles assim. Não, eu não sou Jimi Hendrix.
Reflito por instantes as idiotices de minha imaginação. Penso se elas são normais, dada a quantidade de vezes e a abrangência de momentos das quais elas acontecem. Talvez não seja bom se iludir por demais. Certamente não é bom sonhar demais e desperdiçar um tempo um tempo precioso com a execução dos atos. E fatalmente não é louvável mascarar a realidade, assim como é desgostoso acordar e se deparar com os seus limites. E não são poucos.
E para que almejar tanto o inatingível? E por que travar tanto as tentativas? Seria tudo isso, uma necessidade? Se sonhar é viver, e se fome de vida, essencialmente a que nunca tive, é o que me domina, resta-me concluir que serei obrigado a alterar uma frase famosa. Assim, eu penso, logo sobrevivo.
A justiça só é realmente válida se for aplicada de forma abrangente, atingido a todos regidos por ela, de maneira igualitária. Do contrário, ela passa a se tornar uma grande injustiça.
Deixo claro que isto é apenas uma opinião minha.
VISIBILIDADE
Outra vez, em reviravolta. O óbvio se escondeu atrás da ilusão e eu me ceguei do previsível. Quem estava por perto, se foi. Quem sumiu, voltou. O que eu disse, não condisse. O que não faria, fiz. O que não esperava, aconteceu.
Em semanas, em dias, em horas, em segundos. Tudo tornou-se novo, e o novo é deveras antigo. Incrédulo da chegada de um fim, me vi novamente no começo. E você sempre esteve ali, tão firme e avessa a tudo que mudava. Tão constante nos deslizes que me cercava. Tão imune às reviravoltas.
Eu não me ative de tal detalhe. E tu, discretamente, estava ali a me segurar. Se fosse mais astuto, teria te valorizado mais, num valor intenso da qual tu sempre foi digna de ser valorada. Mas de uma coisa, hás de ter certeza. Teu sorriso nunca passou desapercebido. E o brilho que ele carrega consigo, é um brilho que meus olhos nunca possuíram.
Utilidade Cultural: Show de lançamento do cd "Grandes Infieís", do Violins, dia 13/08, no Teatro da Cambury, às 21:00 hrs. A banda vai tocar músicas de todos os seus CDs/EPs lançados, com a presença de músicos de apoio, de cordas e metais. Ingressos limitados. Pontos de vendas, especificados no site da banda. Simplesmente imperdível.
Obs: Clipe do Réu e Condenado, "União Soviética" já está vinculado na programação da MTV. A banda resolveu fazer uma promoção para os fãs que ajudarem a colocar o vídeo no Disk MTV. Confiram aqui.
GO MUSIC - Quinta-Feira, 04 de agosto.
Com diversos patrocinadores, e um altíssimo investimento em atrações e divulgação, o GO Music iniciava sua terceira edição, desta vez com sua estrutura ampliada para se localizar no Autódromo Internacional de Goiânia, cujos ingressos saiam a 35 reais por dia do evento. Com tal preço, evidentemente decidi por ir em apenas um dia desse evento, e como na verdade apenas dois dias me interessariam (quinta e sexta), resolvi assistir o da quinta-feira por julgar a escalação mais interessante. O festival, desta vez localizado em um lugar aberto e mais espaçoso, tinha os seus shows rolando alternativamente entre o palco alternativo e principal. Assim, por volta das 21:00, o Ludov adentrava ao palco alternativo para fazer o primeiro show da noite.
Os paulistas tocaram para um público muito pequeno, que ainda começava a chegar no autódromo. O guitarrista Mauro Motoki, apesar de se apresentar no palco tocando de muletas, era só esforço e sorrisos. A vocalista Vanessa Krongold, um pouco rouca porém com muita simpatia, se esforçava para não deixar a peteca cair e interagia com os poucos presentes. A banda mostrou seu pop fácil, que tem tudo para ser tocado em todas as rádios e programas de tv do país. Competentes no palco e afiados no carisma. Entretanto o show começou morno, predominado pelas músicas do novo disco, mas foi se agitando com o decorrer da apresentação, que terminou com os hits "Krytponita" e "Da Primeira Vez". Não foi a melhor das apresentações do Ludov que eu vi, mas não há como negar que eles fizeram muito bem o seu papel. Dever cumprido. Na seqüência, o Dead Fish subia ao palco principal, e eu tinha lá minhas dúvidas se o Ludov não tinha mais renome que eles para estar no palco principal. Mas não dá para desmerecer a experiência dos capixabas. Mais de uma década de banda serviu para eles mostrarem um show com vigor, que certamente agradou a quem foi lá para vê-los com seu hardcore acessível. Sua presença na grande mídia causa um descontentamento dos fãs mais antigos, mas a temática de letras sociais e pesadas que a banda apresentou no seu show não difere em nada de qualquer show do Dead Fish que alguém tenha assistido há mais de dois anos atrás.
As atenções se voltam para o palco alternativo novamente, desta vez para o show do Gram. A banda paulista, em escala de ascensão, apresentou o seu rock moldado nas influências melancólicas britânicas, em um belo show com todas as músicas do seu álbum de estréia (exceto por "Sonho Bom"). Nem é preciso dizer que "Você Pode ir Janela" foi recebida com ares de banda famosa. O grupo seguia o vocalista/guitarrista/tecladista Sérgio, o condutor, que vestido no melhor estilo "Wander Wildner", se mostrava envolvido com a apresentação, tocando emocionado a cada música e conduzindo um belo show. O grande obstáculo da apresentação ficou por conta de um dos guitarristas, que, mais parecendo um guitarrista do Charlie Brown Jr. do que realmente do Gram, parecia desconexo da banda, tecnicamente e principalmente em termos de presença. Rolava no chão, chutava a guitarra, ensaiava passo de rap. Acho que este realmente não é o espírito da banda. Se ele não era um guitarrista substituto, provavelmente estava ali de camaradagem. Provocou algumas risadas. Mas não comprometeu a ótima apresentação dos outros quatro, e foi o segundo melhor show da noite.
Acho que o show dos Paralamas do Sucesso, quase todo mundo já assistiu pelo menos uma vez na vida. Não vou me reter a falar deles, pois a apresentação deles no palco principal não foi muito diferente das outras apresentadas na cidade, após o acidente do Hebert Vianna. Eles sabem muito bem conduzir o público, e tem um histórico de músicas para poder tocar por 3 horas seguidas sem parar. Não chegaram a tocar tudo isso, mas o show foi longo, fato que chegou a cansar os próprios integrantes da banda. O "ogro" Jimmy e os seus "caminhoneiros" do Matanza vinham então para o palco alternativo, para fazer o primeiro daquele palco a realmente embalar o grande público. O Matanza toca em Goiânia como se tocasse em casa. E já se sentem tão à vontade que convidavam as pessoas para beber com eles no "Bar do Kuka" após o espetáculo. Com isso, não importa o que fizessem, iam agradar. E agradaram muito, com caminhões, mulheres, Johhny Cash, contry-core e letras engraçadíssimas. Após os cariocas, o esperado Cake vinha ao palco principal.
Convenhamos que o Cake no GO Music é um caso a parte. Primeiramente, pelo o fato do som deles não ser digamos, embalado e energético, assim não sendo de tão fácil assimilação. Segundo porquê eles trabalham com instrumentos, arranjos e efeitos estranhos demais para o grande público, acostumados a "Avril Lavigne", que marcava presença no festival. Assim, ao contrário de suas outras apresentações no país, aonde as pessoas iam para realmente assistir ao Cake, no palco principal do GO Music apenas alguns estavam ali para assistir os californianos, enquanto a maioria queria mesmo assistir o festival em si e as suas bandas nacionais. O resultado foi que, exceto pelas conhecidas "Never There" e "I Will Survive", a maior parte das pessoas não cantavam as músicas do grupo, como o esperado pelo vocalista em alguns momentos. Entretanto, ele não desanimou com sua viola, e sua banda tão pouco, com as influências de pop, rock, eletrônica, alternativo e jazz. Começaram com "Sheep Goes to Heaven" e seguiram em um curto show de mais umas 10 canções. Não fizeram um baita show, mas também não se comprometeram. Até valiam os 35 reais investidos no ingresso. Mas não valiam de forma alguma os 60, 80 e 120 reais que as pessoas dos outros estados do país estavam pagando para vê-los. Apesar de que não se sabe ainda como foram as outras apresentações do Cake.
O palco alternativo então voltava para abrigar o seu último show da noite. E quem ia fechar o palco eram os também ascendentes gaúchos do Cachorro Grande, que famosos por serem definitivamente uma "banda de palco" e de apresentações marcantes. Fizeram o esperado: muita explosão, muita presença e muito, mas muito rock'n roll. Devido aos atrasos de horário do festival, os caras foram obrigados a fazer um curtíssimo show de 7 canções, ainda sim dando uma aula de show para diversas bandas experientes que ali se apresentavam, com direito a tietagem do Bi Ribeiro (Paralamas) e despedida muito ovacionada pelo público. Com duas a três músicas de cada um dos seus três álbuns, bastava assistir "Dia Perfeito", para ter certeza de que eles fizeram a melhor apresentação de toda a noite do festival. Na seqüência, duas apresentações para fechar a noite no palco principal: Nando Reis e IRA!. O primeiro, guiando sua viola, fez um show para as massas, fazendo o grande publico cantar do inicio ao fim, sendo na maioria com composições suas, mas que ficaram famosas nas vozes de outros artistas como "Do Seu Lado" e "Resposta". Tenho um grande respeito pelo Nando como compositor, mas de fato uma certa previsibilidade no show dele me desanimava. Além do sono, claro, que fez com que eu não assistisse o IRA!, embora eu quisesse. Mas acho que naquele momento eu não queria nada mais do que a minha cama. E para quem hoje vai assistir Pitty, Shamaan, Autoramas, D2, Violins, Astronautas e MQN hoje...boa sorte. Já no sábado a escalação está detestável. Pois o Go Music sempre foi assim. Bandas muito boas e muito ruins também. Mas não há do que se reclamar, não é todo dia que eu ver boas apresentações como vi ontem em uma noite só. That's all.
PS: Mercury Rev e Raveonettes confirmados para a terceira edição do Curitiba Pop(Rock) Festival.
WINAMP PLAYLIST
Gram - Quase Ilusão
Notwist - Chemicals
Cachorro Grande - Me Perdi
The Variant's - Inércia
K's Choice - Everything For Free
Louis XIV - Hey Teacher
Lou Reed - Dirty Blvd
Superphones - Grows Up
Moveis Coloniais de Acaju - Menina-moça
Móveis Coloniais de Acaju - Perca Peso
Violins - Glória
Madame Saatan - Vingança
Oasis - Let There Be Love
Aimee Mann - Save Me
Foo Fighters - Best of You
Foo Fighters - What If I Do
Sidney Magal - Lambada
Starsailor - Four to Floor
Starsailor - Way to Fall
Weezer - Peace
Weezer - Hold Me
Weezer - Haunt You Every Day
Lemonheads - It's About Time
Trail of Dead - Classic Arts Showcase
Trail of Dead - Lost City of Refuge
System of a Down - Violent Pornography
System of a Down - Sad Statue
Muse - Showbiz
Jeff Buckley - Mojo Pin
Jeff Buckley - So Real
Ludov - Estrelas
Censura?
A papagaiada realmente não tem limites. Algumas semanas após a discussão sobre liberdade de expressão gerada no episódio da jornalista norte-americana Judith Miller, que foi presa em seu país por ter-se recusado a revelar suas fontes anônimas no caso do vazamento da identidade de uma agente da CIA, um novo episódio a ressaltar a discussão reaparece, desta vez em terras brasileiras.
Por aqui o tema se aplica ao grupo de rock gaúcho Bidê ou Balde, acusado de incentivar o incesto através de sua música "E Por Que Não?", presente tanto no álbum "Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor", quanto no recente "Acústico MTV Bandas Gaúchas". Grupos não-governamentais e entidades ligadas ao direito da criança entraram com requerimento no Ministério Público do Rio Grande do Sul pedindo o recolhimento do CD e DVD "Acústico MTV Bandas Gaúchas" e o impedimento da veiculação da música, alegando que a canção, da Bidê ou Balde, "incita à violência sexual , banaliza e incentiva o incesto".
A banda, por outro lado, se pronunciou na imprensa juntamente com seu empresário:
"A Bidê ou Balde considera hipocrisia achar que fatos como esse não acontecem, e solicitações como essas provam que o pensamento, conseqüência da interpretação pessoal de cada ouvinte, é mais vil do que se costuma achar", segue a nota. "A banda acredita que os questionamentos (são) infundados, a ameaça de apreensão de CDs e de impedimento de veiculação da música restringem a liberdade de expressão e podem ser classificados como uma tentativa de censura, um dos maiores temores da imprensa e dos artistas desde os tempos da ditadura. Vale a pena frisar que a Bidê ou Balde repudia e recrimina qualquer tipo de violência contra crianças, adolescentes ou adultos. E não quer voltar a ver artistas enviando letras e músicas para prévia aprovação governamental. A gente nem se encontrou ainda para conversar sobre o assunto, para dizer o que a banda pensa, e as entidades já estão na mídia falando sobre isso. Isso mostra que o pensamento é mais vil do que eu pensava. Filmes como 'Assassino por Natureza' (de Oliver Stone) são uma obra de arte e nem por isso incitam o genocídio. Na música, é a mesma coisa, as letras são arte."
È realmente lamentável que após alguns anos de avanços de idéias, conquistas humanitárias, acesso à educação e principalmente, uma maior conscientização das pessoas acerca do mundo que nos rodeia, a nossa atualidade ainda se preencha com episódios de tal calibre. È evidente que os limites devem existir para se regular a convivência social, e quem estuda direito e sociologia sabe disso muito bem. Entretanto deve-ser tomar o cuidado para até onde esse limites aflingem a liberdade de expressão e até onde tais episódios não se perdem da sensatez e caem no absurdo do ridículo, como é o caso acima, e também o da jornalista norte-americana, que insistiu em não pronunciar sua fonte, por acreditar piamente na liberdade de imprensa e na defesa do anonimato de quem se presta a dar informações de utilidade pública.
No caso da Bidê ou Balde, é de se estranhar o fuzuê momentâneo em cima da canção da banda, uma vez que tal música já veiculava na mídia gaúcha e nacional desde meados de 2000, sem que qualquer um se manifestasse contra a mesma. Imaginar que a audição da canção estimularia e banalizaria a prática do abuso infantil é um pensamento pífio e pouco abrangente da mentalidade humana, tal qual culpar desenhos animados e jogos de videogame por barbarias cometidas por adolescentes nos últimos anos. È levar a sério casos isolados em meio a um todo, e procurar réus para problemas que atingem um escopo muito maior do comportamento humano, e que envolvem causas, convivências e influências muito mais sérias do que simplesmente meros detalhes . E Michael Moore, cineasta norte-americano, trata bem do tema no seu filme "Tiros em Columbine", com dados mais específicos sobre o assunto.
Por mais nobre que podemos supor ser a intenção das ONGs citadas nesse caso da Bidê ou Balde, ainda sim, creio que há coisas muito mais práticas a serem feitas em pró da contenção do abuso sexual infantil, do que se ater a detalhes e interpretações distorcidas de uma forma de expressão e arte. Há muito a ser divulgado sobre o abuso sexual infantil, muito a ser conscientizado, muito a ser fiscalizado, muitas normas a serem sugeridas. Assim, só me resta pensar que o tempo consumido contra a temática indireta da letra do grupo gaúcho, não passa sim, de uma grande papagaiada.
My Precious
Eu simplesmente não consigo parar de ouví-los. Desde o dia que a Roberta me entregou num pacote. Eu já previa as emoções que estariam ali.