Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
ICQ - 34383293
MSN - chchcobain@hotmail.com
Eux Autres
Como há tempos não indicava bandas por aqui, essa semana vai uma: o Eux Autres, que tem na sua formação Heather Larimer na bateria e Nicholas Larimer na guitarra, onde os vocais são compartilhados por ambos. Os irmãos (sim, estes são irmãos de verdade) de Portland tem na sua formação "duo garota na batera, cara na guitarra" uma semelhança com os garageiros do White Stripes, mas as semelhanças morrem por aí. O Eux Autres faz um som bem mais pop, um pouco alternativo, um pouco dançante, um pouco retrô e alguns momentos com a simplicidade direta do punk-new wave. Essas foram as receitas principais do seu primeiro disco, "Hell is Eux Autres", produzido por Janet Weiss, que antes já havia trabalhado com Sleater-Kinney.
Três canções do álbum são cantadas em francês, com um charme irrenegável de Heather Larimer, e a presença de palmas em muitas canções do grupo remete à bandas de "college girls". Extremamente assimilável às primeiras audições, o disco poderia animar muito bem qualquer discotecagem que se preze. Uma introdução ao Eux Autres pode ser iniciada com "Ecoutez Bien" e "Other Girls".
Strokes?
Fontes seguras na internet dão como certa a vindo do grupo nova-iorquino The Strokes para três apresentações no Brasil, no mês de outubro, em São Paulo, Porto Alegre e no Rio de Janeiro, sendo essa última para o Festival Tim Festival, que também deve contar com Wilco e outras bandas mais. O Tim Festival vai ocorrer na capital carioca nos dias 21, 22 e 23 de outubro.
A provável vinda do Strokes para três shows no país pode mudar meus planos para os segundo semestre. Entretanto, caso o Oasis,, Garbage e Foo Fighters, boatarias cada vez mais certas do Claro que é Rock, se confirmem no país em novembro, os planos podem mudar denovo. Como também podem mudar caso em setembro...
Segura a grana que não é muita, Carlos. E pensa direitinho.... hehehehe
No mais...
Fica tudo flexível aos ânimos e desânimos de rotina, que muda o seu eixo de acordo com os acontecimentos e as atitudes, minhas ou alheias.
E sobre projeto, eu não quero falar mais por este semestre depois da apresentação de amanhã...
ouvindo:
*Moveis Coloniais de Acaju - Swing Hum e Meio.
*Pavement - Cut Your Hair.
Distância?
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco...
O boom da globalização e o estabelecimento da Internet como um acessível meio de comunicação contribuiu bastante para o surgimento de um número maior de relações entre as pessoas, independentes das suas localidades físicas. Hoje, carrego contatos e um lugar especial comigo para algumas pessoas que são diferenciais na minha vida, mesmo estando fisicamente distantes de mim. Pessoas de diferentes cidades, diferente estados, diferentes costumes, mas de recíprocas e semelhantes idéias, interesses, amizades, necessidades e carinhos.
O que está tão longe às vezes pode estar tão perto. E poucos aspectos no mundo contemporâneo são tão lindos de se ver quanto este.
Ainda sobre distância, incógnita do futuro e outras particularidades...
Gasta-se um esforço de alguns meses no trabalho de um projeto. As tarefas são devidamente distribuídas entre a equipe, de acordo com as respectivas facilidades e dificuldades. Esse projeto então torna-se tema de sua monografia de conclusão de curso, o tão esperado passaporte para a graduação. Tudo parece caminhar em harmonia, quando de repente, na metade do projeto, 50% de sua equipe resolve abandonar o projeto, e você, por necessitar concluir sua monografia, se vê sem muitas opções de escolha e obrigado a levar o barco adiante por sobrevivência, com desfalque na equipe e sem domínio total de conteúdo. O que fazer? Responderei a pergunta quando eu descobrir a resposta.
Se o barco conseguir chegar à margem, a terra será desconhecida. Uma vez, no final do ano passado, eu descrevi por aqui como seria o meu provável 2005, e até agora o previsto tem sido em maior parte, cumprido. Entretanto vejo o meu futuro 2006 como uma bela incógnita. Caso eu chegue até lá, claro.
A partir de 31 de dezembro sou um rapaz desempregado, e teoricamente graduado. E? Sim, aí chegamos no ponto-alvo do assunto.
Pós-Graduação? Especialização? Aonde? Tentativas sempre necessárias de fazer seu futuro.
Concurso Público? Procura por Emprego? Tentativas sempre necessárias de fazer seu futuro II.
Mudança de curso? Não nego que a minha área me cansa um pouco, mas não vou pular para um barco que esteja prestes a afundar também. Ou vou?
Uma vida rockstar com Soulseeker? (Risos) Seria a mais perfeita opção se não fosse um pouco surreal. Quem sabe não dá? Mas...rockstar para quê se é tão lindo conseguir tocar o coração dos outros com uma música sua? =)
Viver em Goiânia? Ou em Porto Alegre? São Paulo,Brasília ou Londres (sim, não estou sonhando) talvez. Acho que nunca estive tão preparado para uma sonhada e planejada mudança como agora. Estou?
Tudo, tudo tem sido cogitado.Obviamente o tal $$$$ é um grande fator de restrição.
Postado ao som de:
*Flaming Lips e Justin Timberlake (ele mesmo!) - Yoshimi Battles the Pink Robots
*Violins - S. O. S (a música que mais tocou no meu winamp em 2005)
No mais, muitos albuns aqui a ouvir, mas pouco tempo para ouví-los. Espero repor tudo isso no mês que vem.
Vendedor de Sonhos
Não dá para viver só de acaso. O inesperado pode se mostrar oportuno, mas jamais consistente. Eu quero o eterno, e pouco me importa se o eterno é surreal, eu simplesmente o quero. E assim, saio ao raiar do dia como um caçador de sol, um desorientado vendedor de sonhos.
Convém lembrar que também sou um desportista da blasfêmia, aquele que se perde na praticidade dos seus planos. E a perca não se dá por timidez, por falta de desenvoltura ou excesso de sensatez. Talvez o fator relevante seja a insegurança, esta indesejada companheira do ser humano, embora a complexidade de vários fatores feche o ciclo. Todavia a paciência é regressiva, e desencadeia incansáveis embates de consciência.
Toda essa inquietação é um bom presságio de que já procuro mais, e já não cedo tanto. O escasso é sempre atrativo, e sua escalada consome perseverança. Há um desgaste eminente das demonstrações banais, pois há tempos eu já desmereço as palavras diante dos atos. As pequenas minúcias são diferenciais, e não importa o quanto seja dito, o verdadeiro sentimento sempre transparece nos pequenos atos. Atos raros, mas de estima incalculável.
PLAYLIST
B-612 - Passado
Superphones - Where Have You Been?
The Bangles - Eternal Flame
Wonkavision - Powerbossa
Beck - Go It Alone
Violins - Nada Sério
Violins - S.O.S
Death Cab For Cutie - A Movie Script Ending
Death By Chocolate - Ice Cold Lemonade
Comets on Fire - The Way Down
Chico Buarque - Gota D' Água
AC/DC - Highway to Hell
Cornelius - Brazil
Daniel Belleza - Do Amor de Morte
Denali - Lose Me
Drosophila - Canção do Abajour
Eux Autres - Other Girls
Elvis Presley - Always on My Mind
Elvis Presley - My Way
Interpol - The New
Irmãos Rocha - First Time
Iggy Pop - Nightclubbing
Good Morning Kiss - Change the Way
Kaiser Chiefs - Everyday I Love You Less and Less
Graforréia Xilarmônica - Grito de Tarzan
Johnny Cash - I Walk the Line
James Iha - Beauty
Wander Wildner - Mantra de Possibilidades
REFRÃO
As explicações eu encontro nos versos de uma música. Em uma frase localizo pesares que não ultrapassam meus lábios, mas estão impregnados em cada segundo do meu silêncio. A voz se destoa por minha cabeça e a bateria se cadencia como a minha freqüência cardíaca ao refletir o que sinto.
Suas guitarras se distorcem e sujam de ruído a melodia, a invadir minha alma, que se limpa e grita em prantos de Ré e Sol. Eles nunca entenderam a razão pela qual eu desperdiço horas da minha vida em torno desta musicalidade, e eu nunca entendi bem as razões que cercam minhas dúvidas.
Talvez a frase da canção me defina melhor do que as minhas próprias frases. Um aconchego raro encontrado em palavras escritas por quem não me conhece. Um suplício discreto que eu não consigo proclamar. O conforto em saber que a compreensão pode existir em uma canção. Então, deixe-me ao menos cantar, o afeto questionado nas linhas de um refrão.
VIOLINS - GRANDES INFIÉIS
"O que me faz bem
é o contato com o incerto
que convém ao meu próprio proveito.
é só um direito que eu tenho."
(Violins - Il Maledito)
Existe um preceito básico que diz todo o ser humano é inconstante. Ou pelo menos, é passível de mudança a medida em que se desenrolam suas experiências de vida. Uma vez que somos inconstantes, obviamente não vamos ser eternamente fiéis ao que somos em um determinado instante. Nossos anseios, desejos, aflições, companhias, interesses, sentimentos, dúvidas... mudam, oscilam, confundem. Afinal, o ser humano por si só necessita de mudanças. Necessita ser estimulado em seu emocional, ser despertado em altos e baixos com todo esse quadro de alterações. Necessita esfaquear e hidratar seu ego. Acabamos por nos tornarmos infiéis a nós mesmos, e obviamente ao que, e a quem nos abrange, já que algumas mudanças se tornam inevitáveis. Partindo disso, a escolha do nome "Grandes Infiéis", título do 2º álbum do Violins, é uma grande sacada, onde vários conceitos podem ser retirados a partir de seu provável significado.
Após ser questionado por muitas pessoas sobre as minhas impressões do disco, sem obter respostas, resolvi dar meus vereditos sobre o trabalho. Esperei por fazer isso, pois não queria cometer nenhum tipo de julgamento precipitado sobre o disco, então só após ouvi-lo algumas vezes durante a minha viagem para o Sul, que eu resolvi escrever a respeito. Afinal de contas, estamos tratando do Violins, uma banda em que na sua terra natal, desperta reações marcantes e passionais, mas que dificilmente passa batida. Ame-os ou odeio-os. Eu ainda estou no primeiro grupo, mas claro, nada me impede de passar para o segundo grupo, como muitos passaram recentemente. A razão? Estamos tratando de uma banda complicada. Complicada para o público fiel, já que a linha musical do grupo apresentou mudanças drásticas em todos os seus três trabalhos lançados: mudança de linguagem, experimentações sonoras, decremento e incremento de melancolia, alteração da temática, incrementos de peso. Sim, nada mais justo do que se afirmar que os garotos são Grandes Infiéis. Para a criatividade musical, isso é louvável, mas para o público nem sempre é fácil. Os ouvintes da banda precisam antes de mais nada ter a consciência de que a banda é a representação da inconstância, como o ser humano, sempre em busca daquilo que melhor lhe satisfaz. E antes de ouvir "Grandes Infiéis", tenha certeza de que não vais receber um novo "Wake Up and Dream" ou um novo "Aurora Prisma". Assim como a discografia de grupos como Beatles, Beach Boys, Flaming Lips e Radiohead, a discografia do Violins também exige uma mente aberta para esse requisito. Sem isso, é pré-conceito na certa.
Uma vez habilitado para audição e pronto para prováveis surpresas, eis que o álbum se inicia com aquela que talvez seja a melhor canção de todo o disco: "Hans". Bem pesada , ela dá o tom forte ao disco, seja nas letras ou nos arranjos. Na seqüência, "Il Maledito", uma das canções disponibilizadas no site da banda, que brinda a insensatez e justifica nossa necessidade da inconstância. Não é das melhores canções do álbum, mas apresenta uma letra bem-sacada. "Atriz", também presente no site da banda, é o primeiro "hit" do disco, é uma canção que aparenta tratar de uma insegurança de uma relação que vive sobre constante ameaça de uma das partes. Também segue a linha dos arranjos mais pesados, e mais crus (embora mais bem-trabalhados) se comparados ao "Aurora Prisma". Outra canção com arranjos mais pesados é "Matusalém", um dos destaques do disco. Já "S.O.S" é o provável "hit maior", a canção musicalmente de mais fácil apego do disco, junto com "Vendedor de Rins". Vale ressaltar também "Ângelus", a canção mais diferenciada, com a linha piano-vocal sussurado. "Ensaio sobre a Poligamia" e "Nada Sério" reforçam as letras mais fortes do disco, e por fim "Ok ok" decrementa o novo espírito: "Que se fodam os ofendidos". O saldo final do disco, dispensando as comparações com álbuns anteriores, é o de um trabalho forte, sincero, quase-temático mas sem abandonar as abrangências gerais, e sim, mais direto, por isso mais sujo. E se o Violins fala de sentimento, nada melhor do que representar isso na mais humana das maneiras: mudando. E uma vez que temos vários corações, é preciso abrigá-los das mais diferentes maneiras. Mexer em time que está ganhando pode fazer sentindo as necessidades. Em termos de musicalidade, às vezes é ótimo chutar esse conceito. Um viva à insensatez. Ou melhor, à criatividade dos garotos.
Mas convém lembrar. Mudanças trazem riscos. Nem sempre descem saborosas, mas a digestão vitoriosa é melhor, se conseguem fazer descer. Para isso vão ter de empurrar ainda. E boa sorte para eles.
PS: Show do Violins, MQN e Superstereosurf(DF) 11/06 às 22 horas na Imagine Rock Lan, em Goiânia. Também inclusa a discotecagem do Pedrim Malandrim.
Discotecagem
Nesta quinta-feira, dia 9, vai rolar discotecagem bacana na JUMP Club, com o Rafa (Vô do Rock) comandando as pickups durante uma hora. Discotecagem feita por quem entende de som. Seleção boa à vista. Se você estiver em Goiânia, isso não é um convite, é uma convocação. Compareçam. O line-up é o seguinte:
22:30 - 23:30 - RAFAEL aka VÔ DO ROCK (indie-rock)
23:30 - 00:30 - JANDERJANS (80`s rock)
00:30 - 01:30 - EDEN MILTZEN (electro-techno)
01:30 - 02:30 - EVOL (d`n`b)
02:30 - end - electronic jam
Filme
Guia do Mochileiro das Galáxias - A versão cinematográfia do livro de Douglas Adams, lançado nos anos 70, conta a história de um pacato homem britânico que vê a Terra ser destruída por estar na rota interplanetária de um tráfego importante. Entretanto ele é salvo por involuntariamente ser amigo do Ford Prefect, um ser extraterreste que se encontrava na Terra. E assim, por não ter escolha, passa a percorrer o espaço na companhia de seus novos amigos e de um interessante guia de informativo espacial. O filme não agradou em cheio todos os fãs mais antigos do trabalho, mas não podemos negar que o filme é uma comédia inteligentíssima que satiriza à vários lados, assuntos, costumes, personalidades e comportamentos humanos moldados por uma boa dose de humor no-sense. Fica aí mais uma dica.
Be Carefull
Em Porto Alegre, aprendi uma lição valiosa junto com o Kiko. Por mais que tu ame as suas amigas(os), não esteja por perto delas quando algumas resolverem cantar.
SUSSURRO
Os pensamentos percorriam por vários lugares e momentos, trazendo consigo alguns rostos familiares. No entanto, meu corpo estava ali, tão estático e distante daquilo que minhas idéias procuravam. O tempo urgia, mas uma dose letal de desânimo me ocultava temporariamente do mundo que me cercava. E confesso que não me esforcei em desviar das idéias que me dopavam.
Nunca tive o costume de procurar mártires para os problemas que me aflingiam. Porém, sempre tive a infeliz prática de procurar âncoras a me sustentar. Dependências complexas de um passado frágil e um presente acomodado. Eu quis estar ao teu lado antes mesmo de você gritar, ingenuamente na ânsia de despertar tuas atenções. O diferencial é que eu nunca soube gritar. Eu sussurro. Discreto e na incerteza dos meus atos.
Com o trovadorismo de quem se auto-procura, eu gosto de caminhar no escuro. De me entregar ao ar e deixar o escape percorrer por meu rosto. De pensar mudo e arquitetar o complicado. De brincar com as possibilidades inexistentes e encontrar o muro. Lamento o banal, pois já me modelaram intenso. Continuo almejando o simples, e no momento tudo que eu queria é praticar a powerbossa. Fazer os instantes e a sua companhia à minha maneira, e torna-los eternos.