Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
ICQ - 34383293
MSN - chchcobain@hotmail.com
ORGULHO
Abrir a caixa de e-mails na semana passada e se deparar com:
"Cara, o pessoal me passou teu link ... Parabéns pelos textos; coisa de quem sabe do que está falando ... Bem escritos, inteligentes e respeitosos com as bandas. Quem legal seria, como diz a música da Volver, se todo o povo escrevesse por ai ...
abs, Fernando Rosa"
Para quem não sabe, Fernando Rosa é homem responsável pelo Senhor F, um dos meios de comunicação musical mais conceituados do país. O Senhor F é uma verdadeira bíblia de conhecimento musical (nos moldes dos grandes Fábio Massari e Rafael "Vô do Rock") e apoiador nato da cena musical independente brasileira. Receber elogio dessa "entidade" é algo mais do qeu satisfatório e honroso. Muito obrigado. =)
REGRESSO
Após quase 35 horas de viagem regadas à CD-player, sono, mais sono, idéias, mais idéias, rango, mais rango e uns instantes de choro (Antes que perguntem, os motivos se misturam tanto que não compensam ser citados. De qualquer forma, são banais eu acho), enfim estou de volta.
Durante uma semana eu encontrei pessoas queridas, senti saudade de algumas outras também, me diverti bastante, como ao mesmo tempo adiantei monografia (até distante eu não me livro disso). Ficar longe é sempre bom para se entender o que acontece por perto. Presenciei dois shows. Um do Superphones, que me frustrou um pouco. Tudo bem que ocorreram algumas adversidades, como o set list curto, e a ausência de um guitarrista, que prejudicou um pouco a performance do vocal Foguinho, que acabou por subir no palco fazendo também as funções do guitarrista ausente. De qualquer forma esperava um pouco mais da apresentação. Às vezes foi azar, quem sabe na próxima...
Já a do Wonkavision foi impecável. Integrantes entrosados e afiados, público cativo, set list abrangente (desfilou o cd sem abrir mão das músicas do preview) e o powerpop crocante feito para cantar junto. E sem me esquecer, o que predominou no CD-player da viagem:
- Superphones (Superphones): Apesar de não ter gostado muito da apresentação do grupo gaúcho, não dá para negar que o cd é um bom apanhado de canções, na linha da melancolia britânica, para se ouvir em dias tristes e nublados.
- Móveis Coloniais de Acaju (Idem): Primeiro álbum do grupo brasiliense que hoje é a melhor banda de ska do país. Talvez por fugir o máximo possível das restrições do próprio ritmo. O MCA, na verdade, vai muito além de qualquer definição sonora. Trabalha com doses de jazz, swing e música brasileira. Faz dançar e pensar. Naipe de metais afiado e letras criativas são marca-chaves do cd, produzido por Rafael Ramos (que já trabalhou com grupos como Los Hermanos, Video Hits e Raimundos).
Outro disco bastante escutado na viagem será relatado em breve aqui nesse blog.
Surpresas acontecem.
Viajo hoje à noite para Porto Alegre. Volto em uma semana.
BANANADA
A sétima edição do festival bananada, realizado no tradicional Martim Cererê, recebeu um bom público, presente e cativo nas três noites do festival, apesar do aumento nos preços dos ingressos e do número menor de "bandas de renome" da cena independente nacional no festival. Entretanto, uma sucessão de shows de boa qualidade provaram mais uma vez que quem faz o show não é o nome, mas sim a presença e o som bem-mandado no palco. E assim, bandas dos mais diversos cantos do país vieram a "Goiânia Rock City" para se apresentar no festival. Infelizmente, não assisti a todos os shows, mas conferi uma boa parte das apresentações, a começar por:
Sexta- Feira, dia 20.
Os Legais (?) - Sem-noção. Ao entrar no Teatro Pyguá e me deparar com 4 sujeitos vestidos da forma mais esdrúxula possível, a primeira reação foi a de alguns risos. A segunda reação foi a de espanto, afinal de contas há tempos eu não via um show tão cretino assim. Mais bêbados do que tomar álcool puro no posto de gasolina, os caras seguiram o seu show atirando placas de isopor no público, falando nada que fizesse sentido, mentindo serem catarinenses (quando na verdade são goianos do pé-rachado) e cantando músicas no estilo de "Eu Caí de Ponte" (esqueceram de falar que bateram a cabeça quando caíram da ponte). O saldo final foi de uma tosquice tão absurda, que foi um show sim, engraçado.
Fuzzly (MT) - Desde o Deefor, banda também do Mato-Grosso a tocar na edição anterior do Bananada, cada vez mais eu tenho certeza que o estado é um bom celeiro para bandas. O pessoal do Fuzzly mandou um som pesado, moldado no grunge, e influenciado também por stoner rock e hard rock. O vocal deixou um pouco a desejar, mas não comprometeu o show de forma alguma. Bom começo. Bom som.
Cadabra (DF) - A proposta dos brasilienses é interessante, porém o som não correspondeu na medida. Faltou se livrar um pouco de algumas amarras do "rock Brasil 90's" que prende a banda de deslanchar no stoner rock, que é o som que os integrantes dizem fazer.
Réu e Condenado (GO) - Fizeram o dever de casa. Com a experiência de shows bem-repercutidos na cena independente nacional, eles mostraram as piadinhas, os hits, a hilariante paródia de "I Will Survive", da Gloria Gaynor, e tudo que os fãs do grupo esperavam no show da dupla, que agora toca como uma banda.
Barfly (GO) - Também fizeram o dever de casa. Começaram estáticos, mas foram melhorando gradativamente e fecharam bem a apresentação, que foi marcada pela apresentação de músicas do novo disco, ainda a ser lançado, e pela bateria firme do produtor Iuri Freiberguer. Surpreenderam com um cover de Meat Puppets.
Moptop (RJ) - Na linha cantarolável do rock 60's pop e de outras influências, a banda prometia fazer um grande show. Vencedora da etapa carioca do festival "Claro que é Rock", e com músicas bem distribuídas no Trama Virtual, a banda acabou por ir abaixo da expectativa com um show morno. Faltou empolgação.
Canastra (RJ) - Muito acima da média. Visual bacana, músicas bacanas, apresentação bacana. Nem mesmo as falhas na guitarra do guitarrista/vocalista Renatinho (ex-líder da banda Acabou La Tequila) atrapalharam o excelente show do banda, que conquistou o público com um som influenciado por country, surf music, rock latino, rockabilly, jazz e mpb. Tanta mistura boa não podia falhar. Destaque para as canções "Diabo Apaixonado", "Cada um por Si" e "Nuvem Negra".
Zeferina Bomba (PB) - A boa surpresa do dia. Cheios de vontade, o trio, impulsionado pela viola distorcida do vocalista Ilsom, mostrou o show que arrancou elogios na etapa pernambucana do "Claro que é rock" com uma mistura de rock'n roll, hardcore, garagem e música brasileira regional. Quem ficou no teatro, se divertiu.
Violins (GO) - Necessitam urgentemente de um pai-de-santo. Há coisas que realmente só acontecem com o Violins nos festivais promovidos pela Monstro Discos nos últimos três anos. Latas que acertam integrantes, quedas de energia no show, falha nos pedais... Desta vez foi a vez da guitarra do vocalista Beto cair no chão e despedaçar uma tarracha. Sustos à parte, o show foi bom, embora curto. Foi amostra prévia do disco "Grandes Infiéis" que acabou de ser lançado recentemente pela banda.
Autoramas (RJ) - Nada Pode Parar os Autoramas, já dizia o título do último cd do grupo. E com razão. Fecharam a noite em alta, provando juntamente com o Canastra, que a noite realmente foi dos cariocas. A nova baixista do grupo segurou bem os trancos na dificílima missão de substituir a carismática Simonne, mas fez isso com uma boa dose de sorrisos e um backing vocal afinadinho. De resto, o que se viu foi uma seqüência inacabadas de hits dosados em letras sarcásticas e bem-sacadas, e uma presença de palco como poucas bandas no Brasil têm igual.
Sábado, dia 21.
Motherfish (GO) - Chateado por perder o show do promissor Technicolor e chegar apenas ao final do The Ugly (a tempo de me arrepiar com o cover de "Showbizz", do Muse) fui conferir mais um retorno de uma das bandas mais clássicas da cena de rock goianiense. Liderados pelo vocalista/guitarrista Túlio, o power-trio deu uma aula de indie rock, bastante guitar, bastante competente. È muito bom vê-los na ativa novamente.
Ästerdon (SP) - Mezzo stoner, mezzo rock'n roll, mezzo hard rock. Entretanto não consegui tirar muitas conclusões da apresentação que não fossem a de ser uma banda mediana.
Vanguart (MT) - Uma formidável surpresa. O Bob Dylan da nova geração é brasileiro e mora no Mato Grosso. Exageros à parte, o que se viu um fui belo show, sincero e comovente, mandado por um trovador (no tradicional estilo gaita-violão) e sua banda, seguindo sem erros a cartilha do folk, do country e dos 60's. Provavelmente candidata a revelações do festival. Realmente muito bom.
Iguanas (RJ) - Punk-rock, puxado por um trio, que sem firulas fez um som direto, sem grandes novidades, mas ideal para diversão nas rodas. Fizeram seu dever.
Deceivers (DF) - Peso. Muito Peso. Com influências de Hardcore, Trash Metal e New Metal, a banda, que é uma das mais renomeadas no Brasil em termos de som pesado, fez um show firme e impecável para quem queria bater um pouco de cabeça.
Continental Combo (SP) - Montados por 2 ex-integrantes do grupo "Momento 68", a mais nova banda contratada pela Monstro Discos fez um dos melhores shows da noite, com um rock alternativo, psicodélico e pós-punk. Para fechar os olhos e viajar na guitarra de 12 cordas do vocalista/guitarrista Sandro Garcia.
Daniel Belleza (SP) - Explosivo. A correria para se assistir a apresentação do grupo, e a reação alucinada do público têm as suas explicações: Glam Rock, Hard Rock, Punk Rock, Androginia. Não há como não ficar boquiaberto com o domínio de palco dos integrantes, e a receptividade do público. "I'll be a cow for you" já é um hit. Rivalizaram com o MQN o título de apresentação da noite.
Abimonistas (SP) - Saí do teatro após duas músicas. Há quem diga que o show foi bom, e eu realmente não posso julgar pelo o pouco que vi. Mas o pouco que vi me cansou razoavelmente.
MQN (GO) - Posso estar cometendo um abuso ao afirmar isso, mas fato é que eles nunca decepcionam. Pelo menos em termos de festivais. Hard Rock, Stoner Rock, Punk Rock e Farofada. A receita de sempre. E que sempre acabam em show explosivos, dedos para cima, e muito rock'n roll. Aquele que a gente gosta, sabe? "Hey...hey...hey. Hey..hey..hey..hey NOW".
Rollin Chamas (GO) - Que eles já se tornaram uma banda de grande porte da cena goiana em pouco tempo isso todo mundo sabe. Fazer o penúltimo show da noite de sábado na Bananada comprovou isso. E pensar que no ano passado, eles abriam a noite de sábado do mesmo festival. E nem mesmo a saída do divertido baterista Homero prejudicou a banda. Desta vez, fantasiados de cowboys em "homenagem" à pecuária, a banda fez a divertida farra tradicional, com videogames, churrasco e piadas. Porém desta vez com algumas músicas novas e um pouco mais de peso.
Astronautas (PE) - A mais nova menina dos olhos da Monstro Discos é uma banda em ascensão. Fechou a noite para um público não tão grande, porém digno de uma apresentação muito boa. O Astronautas é sem dúvida, uma das bandas mais originais do país hoje, fazendo um som conceitual pela tecnologia, presente nas letras, no visual e nos ruídos eletrônicos intercalados por muita distorção rock'n roll. Carisma também não falta a eles.
Domingo, dia 22.
Dead Rocks (SP) - A banda instrumental fez um show competente. O som? Surf-music. Aquela que o Tarantino gosta. È impressão minha ou todo festival da Monstro Discos sempre tem uma banda instrumental de surf-music a fazer um show legalzinho?
Madame Saatan (PA) - Um show realmente impressionante, dando as evidências de que esta seria a melhor noite do festival. A banda paraense subiu ao palco fazendo som claramente pesado, reunindo influências de trash metal, heavy metal e hardcore com uma levada de influências regionais, como o baião. A mistura foi poderosa , e juntamente com a técnica afiada dos integrantes e o carisma da vocalista Sammliz, a banda se mostrou uma grande revelação.
Mordida (PR) - Se imagem é realmente um quesito relevante, o Mordida iniciou sua apresentação com boas impressões. O visual "cool" dos integrantes do grupo e o charme da vocalista Isis Vareschi precederam um série de músicas influenciadas por Jovem Guarda, 60's e pitadas de psicodelia. O resultado vicia. Tente parar de cantar "Sinais de Fumaça". È uma missão difícil. Show bacana.
Volver (PE) - Outra grande revelação do festival, senão a maior de todas elas. Cantando em português, a banda mostra suas influências de rock dos anos 60 e de rock gaúcho, ao mesmo tempo que em determinados momentos beira o chiclete do powerpop e a melancolia alternativa de bandas como o Los Hermanos. Um show interessante do primeiro ao último minuto. Você ainda vai ouvir falar bastante destes pernambucanos.
Fr!la (SP) - Vontade não faltou para os integrantes do grupo que vem se destacando na cena paulistana de harcore. Entretanto isso não salvou o show de ser um pouco monótono. Me disseram que o Resistentes foi melhor. Não conferi, de qualquer forma. Como também infelizmente, não conferi o Valentina.
Sapatos Bicolores (DF) - Algumas semanas após tocar na Ambiente Skate Shop, o Sapatos Bicolores voltou à Goiânia para fazer um dos melhores shows da banda já feitos na cidade. Com um público bastante receptivo e muita empolgação por parte dos integrantes, foi uma moleza fazer as pessoas dançarem com a jovem guarda, 60's e rockabilly de canções como "Tabu se Esvai" e "Garota Cor-de-Fogo". Só não foi o melhor da noite, porquê o Júpiter Maçã ainda estava por vir.
Júpiter Maçã (SP/RS) - Flávio Bassos. Ou simplesmente Júpiter Maçã. Ex-integrante da banda gaúcha Cascavelletes, Júpiter se tornou um nome respeitadíssimo na cena musical nacional, dono de trabalhos cultuados nos anos 90. Desta vez, se apresentou no Bananada acompanhado de uma superbanda: Cleyton (baterista do Detetives), Thunderbird (no baixo, ele sim, amiguinhos!), e Astronauta Pingüim (tecladista do Wander wildner). Além disso tudo uma co-vocalista de um belo sorriso. Time montado, a banda fez um set-list de delirar, com todas as referências tropicalistas, de jovem guarda e psicodélicas que se pode imaginar. Qualquer influência do Mutantes ou dos álbuns geniais dos Beatles não é mera coincidência. Daí basta tocar "Eu e minha-ex", "Querida Superhits x Mr. Frog" e "Lugar do Caralho" para se fazer, fácil, fácil o show do festival.
Teste do Sofá Existe!
Mais um daqueles episódios da qual todo mundo já ouviu falar, mas que você não presencia ao vivo todo dia. Em uma manhã de serviço rotineiro no órgão onde trabalho,fui solicitado para configurar um aplicativo no notebook de um dos diretores da empresa. Até então, todo o quadro transcorria absolutamente normal, até que o diretor me avisou de que precisava sair da sala para se dirigir a uma reunião estratégica. Ele então pede para que eu fique a vontade, e também para eu deixar uma mensagem em cima da mesa avisando se teria ou não conseguido configurar o aplicativo quando fosse embora. E antes de sair da sala, me deixa o último recado: "O programa está na pasta Wtemp". Faço um sinal afirmativo com a cabeça e sigo com que deveria fazer.
Sozinho na sala,abro a tal pasta indicada e me deparo não apenas com os arquivos do aplicativo na qual eu deveria configurar, como também com uma série de fotos no mínimo, inesperadas. Então, eu me questionei se o diretor me mandou abrir aquela pasta de sacanagem (o que não fazia sentido uma vez que o aplicativo que eu deveria mexer estava realmente naquela pasta) ou se ele realmente tinha esquecido aquelas fotos por ali. Seja qual fosse a razão, eu já tinha visto o que não deveria ver, e antes que vocês concluam alguma coisa, eu não estou me referindo a fotos de pornografia, isso eu acharia algo até normal caso encontrasse no computador do cara, afinal de contas, ele realmente tem cara de "quem trabalha muito". Mas digamos que as tais fotos não fugiam muito do tema da qual estamos tratando.
Depois de rir abruptamente durante uns três minutos, eu encarava o fato: tinha acabado de achar fotos da secretária do diretor vestida apenas de lingerie e em poses digamos um tanto quanto, sugestivas. Um pouco mais calmo após respirar um pouco, eis que na mesma pasta, eu pareço encontrar um outro rosto familiar em outra série de fotos nos thumbnails da mesma pasta. Ao mandar visualizar a foto, um susto. Acabava de ver a coordenadora da sessão de atendimentos da firma, e adivinhem: também "vestida" fazendo poses de quem realmente sabe o que faz. Após isso, foi realmente complicado continuar trabalhando ali sem parar de imaginar um monte de bobagens. Mas sou um profissional sério e continuei (ou pelo menos tentei) a meu serviço até o fim. Deixei o tal recado para o diretor em cima da mesa e saí da sala.
Sugestivamente, ao sair da sala me deparo com a tal coordenadora, vestida de maneira elegante e carregando consigo uma série de documentos da firma, transparecendo uma face séria. Neste momento, eu realmente não fiz papel de ridículo por muito pouco. Pensava: "Se segura, Carlos, não ria, por favor. Mantenha a compostura". Convenhamos que era realmente difícil não ter vontade de rir ao me deparar com toda aquela pose de "mulher profissional do século XXI" e imaginá-la com o diretor, fazendo todas aquelas caras e bocas que eu tinha visto há minutos atrás. Sim, era uma imaginação deveras nojenta.
O que eu não conseguia era parar de me questionar como duas mulheres na faixa de idade dos seus trinta e alguma coisa, uma delas dizem que comprometida, não apenas estavam fazendo aquilo que eu pensava que elas estavam fazendo, como ainda se deixavam ser fotografadas pelo cara. Será que imaginam o risco que correm? Qualquer dia desses, quem sabe o tal diretor não resolve largar-las na Internet? Se é que já não...
Quanto mais eu conheço a humanidade, mais eu tenho certeza de que ela é insana. =o
Playlist
Travis - You're a Big Girl Now (Bod Dylan Cover)
Pic Nic - Talvez
Mew - Saliva
Sleater-Kinney - Get Up
Superstereosurf - Tango e Cash
Teenage fanclub - Your Love is the Place Where I Come From
The Dears - Lost in the Plot
Notwist - Pilot
Rentals - Must be Wrong
Sapatos Bicolores - Marcela
Ash - Candy
Mordida - Sofá Psicodélico
Violins - Atriz
Charlotte Hatherley - Bastardo
CHAPLIN E REENCONTROS
2004 foi um ano especial para as novas amizades. Nunca em tão pouco tempo fiz tantos amigos, e eu não digo amigos em termos de coleguismo. Eu digo AMIGOS de verdade mesmo. Aqueles que se fizeram presentes em todos os momentos possíveis e conquistaram meu carinho de uma maneira rápida e forte. Eu poderia citar vários nomes aqui, mas eles sabem quem são e sabem o quanto eu gosto de cada um....
2005 tem se revelado o ano dos "grandes retornos". Sabe aquelas amizades antigas, que se separam com o tempo, com as mágoas, com os desencontros? Aquelas que muitas vezes tu jura como "perdidas", mas que sempre sente falta? Pois é, eu nunca esqueço de cada pessoa que passou e fez marca na minha vida. Por isso, eu sempre tive dificuldades em olhar para alguém que um dia representou muito para mim e vê-lo apenas como mais uma pessoa. Por isso eu tenho estado muito feliz com grandes retornos de amigos(a) antigos que tive nesses últimos meses. Claro que o caminho por essa volta tem sido meio tortuoso, passou por alguns desentendimentos em sua passagem, mas vê-los por perto hoje é muito satisfatório para mim! E eu tive um exemplo disso há poucas horas atrás. =)
O post abaixo, que por sinal não foi direcionado a ninguém especial, foi apenas uma maneira de citar a "descartabilidade" das pessoas de uma maneira geral. Claro que eu me utilizei de uma forma muito metafórica e com uma certa dose de exagero, ambas propositais para causar sensação de impacto. Não que eu pense que todo mundo seja descartável, embora realmente muitas pessoas se mostrem assim com o passar das nossas experiências, mas realmente eu tive e tenho pessoas que me provam o contrário também.
Afinal de contas, depois da tempestade sempre vem a bonança.
E hoje eu dei uma pausa na monografia para rever um filme do Charles Chaplin. Escolhi "Tempos Modernos", especialmente por sua inesquecível cena dos parafusos na fábrica. Os filmes do Chaplin são de uma inteligência, perspicácia e humor como poucos. Não é a toa que o rapaz é um mito da sétima arte. Estou afim de descansar uns dias, e fazer uma sessão com filmes na linha dos trabalhos do Chaplin, pois os filmes dele sempre me animam.. E aí? Quem se habilita a me convidar?
Ah sim, já ia me esquecendo. Há uma outra coisa que sempre me anima tanto quanto os filmes do Chaplin. Sabem o que é? Então continuem sem saber. Às vezes é divertido deixar os outros curiosos...E esse é um segredo que eu não gosto muito de partilhar, sabe? ;)
Qual é o meu prazo de validade para você?
Estou no mercado há 22 anos. Sobreviver durante este tempo diante de todas as artimanhas, articulações, oscilações, concorrências e fatores externos do ramo me garantiram uma certa experiência. Assim já não iludo mais com qualquer propaganda atrativa.
Baseado nesta experiência,estou presente nos dois lados da moeda: sou consumidor, mas também sou produto. Como produto, senti toda a voracidade do ciclo clássico do sistema capitalista. Conquisto a clientela e estabelecemos uma bela relação de satisfação mútua. Pelo menos até o dia em que já não passo a atender mais as suas necessidades. Ou me tornei um produto desgastado, da qual a concorrência já se mostra mais interessante. Meu prazo de validade estoura. Vou para a lixeira.
Alguns clientes se mostram de uma fidelidade surpreendente, e assim nos mantemos juntos por anos. Outros, já mais tendencionados a seguir a moda da estação, me trocam antes mesmo de eu mostrar minhas qualidades de fábrica. Sim, tenho meus defeitos também. Mas nenhum produto é infalível. Ou você acredita mesmo em ISO 9001? Hoje, tenho clientes especiais. Estes depositam sua confiança e seus investimentos na Howes Company S.A. E graças a eles, a minha marca sobrevive às duras penas do mercado. Não penso duas vezes em oferecer descontos, promoções e tratamentos diferenciais para mantê-los comigo e por perto.
Um ponto, porém, é inevitável. Cedo ou tarde, meu prazo de validade se vai. E aí, eu vou ter de amargar a concorrência ali presente na sua estante, em um canto onde um dia eu ali já me fiz presente. Afinal de contas, cedo ou tarde sempre aparece um produto mais interessante que o seu. Então é impossível não perguntar: Até quando vou ser aquele que chama sua atenção na hora da compra, meu caro consumidor(a)?
Para finalizar, lembrei o aspecto citado no início deste escrito. Eu também sou consumidor. E geralmente eu detesto trocar de produto. Quando eu escolho um produto, gosto de me manter com ele, valorizo sua confiança. Sou do tipo sistemático nesse sentido. Porém, tenho estado mais esperto aos enganadores do mercado. Ao sentir que vou ser deixado na mão, pelo descaso que recebo diante do meu suado investimento no produto, infelizmente vou acabar por trocar a marca também. Eu abomino essas trocas. Mas sabe como é, já me cansei de reclamar para o PROCON em vão.
Uma dupla que daria um baita casal na telona.
Estranha sensação de se sentir falho...
eu já consegui ser mais presente com a minha família.
eu já consegui ser mais próximo dos meus amigos.
eu já consegui ser melhor com eles também.
eu já consegui ser mais interessado nos estudos.
eu já consegui ser um melhor profissional.
eu já fui mais cuidadoso com minha aparência.
eu já me senti melhor como pessoa.
eu já consegui escrever melhor sobre as coisas que eu sentia.
Cansaço. Desânimo. Falta de perspectiva e confiança.
Apesar de tudo, não vejo isso como algo sério. Acho que eu só preciso mesmo é de coisas bastante básicas e simples por enquanto...
BANANADA 2005
Acabou de sair a lista de bandas que vai tocar na 7ª edição do festival Bananada, que vai ocorrer nos dias 20, 21 e 22 de maio no
Martim Cererê, em Goiânia. Tradicionalmente, o Bananada costuma a abrigar muitas bandas novas ou desconhecidas, apresentando um número menor de grandes atrações do que o Goiânia Noise, o festival de fim-de-ano da Monstro Discos, a mesma idealizadora do Bananada. Esse ano o número de bandas novas egressas no festival é ainda maior, especialmente em relação às bandas locais. A lista de bandas a se apresentar no festival è a seguinte:
20/05/2005 (SEXTA)
1:00 Autoramas (RJ)
00:30 Hang The Superstars (GO)
00:00 Violins (GO)
23:30 Zeferina Bomba (PB)
23:00 Canastra (RJ)
22:30 Mop Top (RJ)
22:00 Barfly (GO)
21:30 Réu e Condenado (GO)
21:00 Cadabra (DF)
20:30 Fuzzly (MT)
20:00 Os Legais (SC)
19:30 Demosonic (GO)
19:00 Actemia (GO)
18:30 SpinApple (GO)
21/05/2005 (SÁBADO)
01:00 Astronautas (PE)
00:30 Rollin' Chamas (GO)
00:00 MQN (GO)
23:30 Abimonistas (SP)
23:00 Daniel Belleza (SP)
22:30 Continental Combo (SP)
22:00 Deceivers (DF)
21:30 Iguanas (RJ)
21:00 Olho de Peixe (GO)
20:30 Vangart (MT)
20:00 Ästerdom (SP)
19:30 Motherfish (GO)
19:00 The Ugly (GO)
18:30 Technicolor (GO)
22/05/2005 (DOMINGO)
00:00 Júpiter Maçã (RS)
23:30 Valentina (GO)
23:00 Mechanics (GO)
22:30 Sapatos Bicolores (DF)
22:00 Frila! (SP)
21:30 Volver (PE)
21:00 Resistentes (GO)
20:30 Ressonância Mórfica (GO)
20:00 Mordida (PR)
19:30 Madame Saatan (PA)
19:00 Dead Rocks (SP)
18:30 WC Masculino (GO)
18:00 Seven (GO)
17:30 Peregrinos (GO)
Dica do Dia: Confiram a última charge sobre orkut postada no blog da Roberta. Engraçadíssima, no mínimo.
As dicas circulares da temporada:
AM RADIO
Powerpop viciante sem abrir mão das guitarras distorcidas. Indicado para os fãs do Weezer. Qualquer influência em comum não é mera coincidência se pensarmos que o vocalista Kevin Ridel foi colega de segundo grau de Rivers Cuomo e que ambos já tocaram juntos em um projeto próprio.
Músicas Recomendadas: "Holiday With You", "Dream Girl", "Taken for a Ride".
THE KILLERS
Uma das novas revelações do rock mundial, que já têm tido presença até em algumas rádios brasileiras. Fazem um som cru, com alguns elementos eletrônicos, influenciado por anos 80, acrescido do peso dos anos 90. O álbum de estréia "Hot Fuss" já apresenta hits como a divertidíssima e dançante "Somebody Told Me".
Músicas Recomendadas: "Somebody Told Me", "Smile Like You Mean It" e "Mr. Brightside".
ARCADE FIRE
Depois de lançar um EP de estréia de forma independente, a banda canadense apareceu em 2004 com o elogiadíssimo álbum "Funeral", um apanhado de canções sombrias e existencialistas, exaltando a dor e os sentimentos estilhaçados. Dotada de muita personalidade, a banda mostra arranjos caprichados, moldando harpas, violinos, xilofones, sintetizadores, órgãos em cima da base guitarra-baixo-bateria. Tudo em pró de se criar um clima estranho para lindas canções.
Músicas Recomendadas: "Crown of Love", "Wake Up", "My Heart Is An Apple".
AMBULANCE LTD
Banda Nova-Iorquina bastante influenciada pelo som shoegazer da virada dos anos 80 para os 90, que promete agradas aos indies mais fãs de Ride, Galaxie 500 e Teenage Fan Club.
Música Recomendadas : "Young Urban", "Stay Where You Are" , "The Ocean", "Sugar Pill".
Achei essa tira em algum lugar da internet da qual eu não me recordo agora. Me lembrou o meu amigo Leandro Mainardi, que enlouqueceu depois de alcançar o "Pearl Jam". Estagnou e não chegou no Nirvana...