Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.

Carlos Henrique de Castro Howes

04/01/83

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Sexta-feira, Janeiro 28, 2005

AUTO-JOGO

Cometes um grande equívoco ao achar que me conhece. Te enganas ao pensar que trato a sociabilidade com a facilidade de quem sabe o que faz. Teus olhos alcançam a minha face, mas nunca se aproximaram de minha alma.

Não confie em minha seriedade e não menospreze minhas fraquezas. Só sei que eu não sei o que faço e sei que corri mais uma vez. Eu fujo diante do inseguro e do estranho. Nem sempre sou fácil às primeiras impressões.

Me frustra saber que não despertei teus sentimentos mais nobres. E não era eu aquele que estava ao teu lado. Eu estava no canto. Mais uma vez no canto, onde alguns não perceberam que eu estava. E não há dúvidas: Eu ainda sinto. Mesmo quando crio minhas próprias armadilhas.

Pop'nRollStar (12:35 AM)

"Somos a última e verdadeira banda independente! Isso porque, independente de alguém gostar, a gente continua tocando."

(Bel Rocha, baixista da banda Irmãos Rocha, em uma entrevista à Folha de São Paulo)

Pop'nRollStar (12:34 AM)

Segunda-feira, Janeiro 24, 2005

"I'm coming home before you even call" (Valv - Rhyme Royal )

Com seus altos e baixos, foram quase duas semanas e meia de férias, que no final das contas, foram um melhores que a expectativa. Tempo de rever alguns parentes queridos, e outros que te soam estranhos por estarem longe o ano inteiro também. Quem mandou o sr. "Howes Pai" se mudar para o Centro-Oeste há mais de 20 anos atrás? Claro que isso teve também o seu lado bom...

Outras pessoas, não-familiares, mas amigas, também marcaram presença no meu recesso. Alguns rostos novos, e outros nem tanto. E eu posso dizer que tive companhias bacanas nos meus dias em Porto Alegre, uma cidade que visito pelo menos uma vez por ano, sem nunca me cansar.

Assim, durante uma semana, eu procurei desviar minha cabeça em lugares como a Redenção, Usina do Gasômetro, Cinema no Iguatemi, Lancheria do Parque, o velho Centrão (claro, esse urbano morador do centro não resiste). DVDs do Placebo e do Bowie ajudaram, acompanhados de brigadeiro(ou "negrinho", como dizem os gaúchos) e um interrogatório engraçado. Tão engraçado quanto discutir a idéia de fazer um filme de terror fora do clichê. Jogar sinuca com o pessoal da wonkalista também foi uma das coisas mais divertidas das minhas férias. E o impressionante é que eu consegui algumas vitórias.

E é claro que eu não ia me esquecer do rock'n roll. Aproveitei a deixa e fui conferir um show do Faichecleres no Dr. Jekyll, ainda um pouco chateado por ter perdido a Graforréia Xilarmônica na semana anterior. E hoje estaria vendo um show do Júpiter Maçã se estivesse por lá. A abertura do show que eu assisti ficou por conta do Tomate Maravilha, mais uma banda da nova onda de bandas com influência "mod/sessentista" que invadiu o sul do país. A banda não chega a ser ruim, mas também não é uma das melhores do gênero. Já o Faichecleres infelizmente acabou não tocando, uma vez que o baterista Tuba havia sido internado. As razões? Melhor nem perguntar. Vindo do Tuba, enfim...

Para substituir a banda paranaense, subiu ao palco uma banda improvisada, com metade dos integrantes do Faichecleres e metade dos integrantes dos gaúchos do Pata de Elefante. Esta banda "de última hora" foi chamada pela hilariante nome de "Sua Mãe", e mandou um jazz/blues, que não fez a alegria das "faichecletes" e nem foi o show que o público queria ver, mas serviu para quebrar o galho sem fazer feio, afinal os caras são bons músicos, isso não se pode negar. Quanto ao local do show, o Jekyll tem um tamanho semelhante ao Território Brasileiro. O local tem uma decoração legal, mas uma estrutura de palco e som que deixa um pouco a desejar, e ainda assim ninguém parece reclamar do local e do show por ali, o que me faz pensar que nosso público goianiense é demasiadamente exigente demais às vezes, que o diga a comunidade do "Goiânia Rock City" no orkut. Se isso é bom ou ruim eu não sei bem ainda. Talvez os dois.

Outra observação importante é a quantidade de casas de shows em Porto Alegre. Ainda que sejam pequenas casas de shows, ao contrário das casas de eventos rock aqui de Goiânia, elas funcionam e duram. A explicação é simples. Por lá, se fazem shows e discotecagens em dias de semana, como segunda, quarta ou quinta, e não apenas nos fins-de-semana. E além disso, esses eventos semanais abrigam público. Ainda sim, não sei se funcionaria por aqui um rock na segunda-feira. Mas nem tudo são espinhos. Embora cheios de reclames e nem sempre presente, o nosso público é um pouco mais rock'n roll. Dá mais valor ao show da banda que está no palco em si, e tem uma insanidade necessária.

E por fim, alguns dias na chácara, que não foram tão ruins quanto eu pensava. Dias de comer e dormir. Pude aplicar bem minha teoria "garfieldiana/orca" de vida. Pratiquei um pouco de leitura e algumas partidas de tênis de mesa para não dizer que não fiz nada de interessante. No mais é só a saudade mesmo. Saudades que passei das pessoas queridas daqui. Saudades que sinto de ter férias assim novamente.

Pop'nRollStar (4:05 PM)

Quarta-feira, Janeiro 05, 2005

II

Tecla Pause no blog. Por duas semanas e meia. Amanhã à noite viajo em direção a Porto Alegre, procurando rever alguns parentes, passear um pouco e esquecer de problemas rotineiros em uma cidade da qual eu gosto muito. Mesmo que por alguns dias, às vezes é importante estar em um ambiente diferente, colocar a cabeça no lugar, e claro, tentar se divertir e descansar um pouco também. Das pessoas queridas, muitas citadas no post abaixo, eu sempre sinto falta, não importa aonde vou. Mas às vezes eu preciso de uns dias distante também. Quem sabe assim eu reforço a saudade alheia por mim e vice-versa. Quem sabe assim eu retome novos ânimos. Quem sabe assim eu inicie um 2005 ainda melhor do que o 2004. Ou não. Quem sabe?

Volto em breve.

Pop'nRollStar (3:16 AM)

OBRIGADO

Às pessoas que deixaram scrapbooks no orkut, cartões por e-mail ou mensagens por aqui, em listas e no celular...

Aos pais pelo dia de tratamento com carinho...

Érika, Henrique, Cibinha, Emília, Polli e Vinicius, que me desejaram felicidade e fizeram homenagens em seus blogs, flogs ou listas de discussão...

Pedro, Mariana, Pipi, Leandro e sua namorada, Lara, Cibinha, Mariana Dinha, Ana Tereza, Marcelo, Gabi, Carol, Emília, Márcio, Lívia, Pedrinho, Rafael, Clarissa, Naíza, Caroll, Polli e Vinicius, pela presença na carinhosa na pizzaria, afinal nunca tinha conseguido reunir antes tantos amigos queridos de uma só vez...

Caroll, pelo bib's e pela cartinha...

Cibinha, Lara, Lívia e Vinicius, pela organização da reunião e por todo o carinho diferenciado...

Naíza, pela tortinha e por toda a idéia e preocupação em fazer um dia que me fizesse feliz. Tu Conseguiu. =)


Eu não acredito em alguém que diz que não gosta de se sentir amado. Eu gosto. E vocês me fizeram sentir amado ontem.

;****

Carlos

Pop'nRollStar (2:51 AM)

Domingo, Janeiro 02, 2005

Incompreensão. Um dos mais humanos e inevitáveis sentimentos presente em cada um de nós de maneira diferenciada, é a mais prejudicial das características humanas. A incompreensão, gerada pelo nosso egoísmo que na maioria das vezes insiste apenas em enxergar o que se encontra abaixo de nosso próprio umbigo, faz com que nos consideremos donos de uma razão que nem sempre temos, faz com que não enxerguemos o que se encontra nos corações alheios. E, se não enxergamos os pensamentos e anseios de outras almas, não conseguimos nos comunicar claramente, não conseguimos nos entender, e assim, não conseguimos amar. Amar como deveríamos.

E se o egoísmo é fixamente humano, temos então uma razão a mais policiar nossos pensamentos. È importante qualquer esforço em tentar compreender o lado alheio. Muitas mágoas seriam evitadas e muitas discussões seriam abortadas, algumas delas substituídas talvez por risadas, ao provavelmente percebemos que algumas vezes o outro também tem suas razões e justificativas para os seus atos. Justificativas estas às vezes parecidas e plausíveis diante das nossas.

A face mais negra da incompreensão, entretanto, se transpõe quando a incompreensão se torna intolerância. Independentemente de suas características, a intolerância é sempre cega e carente de sensibilidade, seja ela uma intolerância racial, religiosa, política ou qualquer outra. A intolerância promove guerras, desfaz famílias, marca cicatrizes. Ela soa burra e absurda para muitos de nós, mas infelizmente é uma realidade comum para alguns, talvez como fruto de uma ignorância, um ambiente, uma péssima educação ou de outra intolerância. È a representação máxima do desrespeito para com o próximo. A intolerância desperta o ódio, é extremamente letal e seu vasto de destruição é incalculável. E isso não é uma hipérbole, um exagero.

Assim, uma das coisas que eu mais desejo para 2005 é uma maior consciência na mente das pessoas para a maneira como elas se tratam. Sou bastante cético para acreditar em um fim da incompreensão ou da intolerância, mas ainda sim creio que um pouco mais de respeito para com aqueles que convivem conosco no dia-a-dia já é um grande começo. E isso vale para todos nós.

Pop'nRollStar (10:52 PM)

1º WINAMP PLAYLIST 2005

Silverchair - After All These Years
Mars Volta - Wasting My Air
Jumbo Elektro - Freak to Meet You
The Used - Noises and Kisses
Stooges - T.V. Eye
Beatles - I'm Down
Bidê ou Balde - È Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos
Mineral - February
Radiohead - Knives Out
Maybees - Erika
Maybees - Sidewalk
Mudhoney - Blinding Sun
MQN - Thirteen Nights(ao vivo Garage Café)
Le Tigre - Bang Bang
Yo La Tengo - My Little Corner of the World
Velvet Undeground - Heroin
Cooper Temple Clause - Been Training Dogs

No Momento: Bidê ou Balde - Mesmo que Mude

Pop'nRollStar (10:52 PM)