Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.


Carlos Henrique de Castro Howes

04/01/83

chowes@bol.com.br

ICQ => 34383293

MSN => chchcobain@hotmail.com
Quarta-feira, Outubro 27, 2004

A EMBARCAÇÃO

A tempestade veio e com ela a maré tomou rumos perigosos. A ventania empurrava as ondas, que se debatiam à embarcação com extrema força. A chuva parecia não ter tempo para cessar, e a tripulação estava em polvorosa com a inundação da barca. O comandante viu-se em temor por algumas horas, mas sobreviveu ao clima tempestivo. Mais uma vez, ele se viu balançar por diversas vezes e não cair. Ainda não foi desta vez que viraram o seu barco.

O comandante sabia que, mesmo superando ao último susto, ele não tinha tantas razões para se animar. Não havia dúvidas de que a cada tempestade superada ele se tornava um comandante mais experiente e preparado para lidar com os desafios que o confrontavam. Todavia, seu barco já apresentava algumas rachaduras que sinalizavam o seu desgaste. Desta forma, não havia como se prever por quantas tempestades a embarcação ainda resistiria.

Uma esperança motivava o comandante a se manter em alto mar. Apesar do longo tempo perdido em navegação, ele nunca desistiu de encontrar as Ilhas Encantadas. Mesmo sem conhecer o caminho para se chegar às sonhadas Ilhas, ele ainda persistia na caça de sua rota, pois aquele seria o único lugar onde ele encontraria o encanto necessário para repousar até o fim dos seus dias. Pensava mais uma vez nas rotas em que ele seguiria, e desta vez, tinha certeza de que seria importante tomar uma direção de busca diferente, mesmo que não soubesse aonde esta direção o levaria a desembarcar.

12:41 AM | Pop'nRollStar |



DRESDEN DOLLS



Uma dupla de músicos norte-americanos que dão um grande valor para estética musical e fazem um som bastante cru e incrivelmente assimilável. Essa dupla é composta por um homem e uma mulher. Não, não é o White Stripes. E nem muito menos uma imitação barata da dupla de Detroit. Estou falando do Dresden Dolls, que apesar de algumas semelhanças com a dupla famosa de "branco-vermelho", têm bastante originalidade em seu som e traz uma proposta bem interessante.

O Dresden Dolls é composto por Amanda Palmer (Piano e Voz) e Brian Viglione (Bateria), e faz um som que mescla rock alternativo, jazz, clássicos musicais e música de Cabaré. Mas não se engane, a crueza bateria-piano é punk, apesar da falta das cordas. Outro ponto interessante da dupla é o fato de que sua postura sonora e de palco é bastante influenciada por artes cênicas, especialmente por Bertolt Brecht, uma conhecido dramaturgo alemão. Outras referências diretas para o som da banda seriam PJ Harvey, David Bowie, Keane, Nick Cave, Cure, Fiona Apple e Violent Femmes, além do próprio White Stripes.

A banda, que vem de Boston e já tem um certo reconhecimento no Underground norte-americano lançou seu disco em 2003, intitulado de "The Dresden Dolls", produzido por Martin Bisi (Sonic Youth, Courtney Love). Algumas canções já se destacam no disco, como a bela "Good Day". Também se destaca "Coin Operated-Boy", que tem uma melodia que lembra música infantil e é a mais viciante do grupo, além de "Bad Habit", uma música de condução forte no piano, e de letra igualmente forte. Há também "Girl Anachronism", o hit do disco, e prova da variância do vocal de Amanda Palmer. A banda é bastante boa, e seu estilo diferente atesta que ela vai virar hype logo logo...


NADA SURF - SHOW



O Nada Surf, trio nova-iorquino composto por Matthew Caws (guitarra e vocal), Daniel Lorca (baixo), e Ira Elliot (bateria) está agendando shows para uma turnê brasileira em Novembro. Eles vêem ao Brasil para divulgar o seu 3º álbum, intitulado "Let GO", mais um excelente apanhado de canções que fariam a alegria de qualquer indie viciado em guitarras pesadas e melodias fáceis. O grupo, que por vacilo não foi aproveitado pela Gravadora Elektra (que os dispensou por não fazerem um álbum ao seu gosto) se mantém no meio underground fazendo o que há de melhor em termos de Garage Rock e Power Pop, influenciado por bandas como Weezer, Guided By Voices e Flaming Lips. Uma passadinha por Goiânia ou Brasília fariam a alegria deste blogueiro e de algumas outras pessoas, que adorariam conferir canções como "Inside of Love" e "Popular" ao vivo.


* postou ouvindo: Bush - Inflatable/ Jeff Buckley - Last Goodbye / Johhny Cash - When the Man Comes Around

12:40 AM | Pop'nRollStar |


Sábado, Outubro 23, 2004

Como já se é sabido, a Monstro Discos anunciou o cancelamento do show exclusivo que o grupo DKT/MC5 faria no Goiânia Noise. Os motivos financeiros, já tão comuns devido a falta adequada de patrocínio, foram o grande estopim para este cancelamento. Uma triste notícia para os fãs da banda, e uma notícia mais triste ainda para cena da cidade. Felizmente, numa sábia decisão, a produtora resolveu continuar o seu festival, que sempre foi de qualidade com as melhores bandas independentes do país, independente da presença de bandas gringas. E assim, "Goiânia Rock City" sobrevive aos deslizes de se fazer rock independente e sem apoio graças à valentia de pessoas como o quarteto esperto que administra a Monstro Discos, além de todos aqueles que também organizam eventos ou têm produtoras que fazem o rock sobreviver por aqui. È preciso ressaltar o trabalho, a garra e a importância dessas pessoas, muitas vezes não-reconhecidos como deveriam. O Pensamentos Circulares dedica o seu post, e o seu respeito e admiração por Fabrício Nobre, Léo Bigode, Márcio Júnior, Léo Razuk, Segundo, Daniel Drehmer, Pablo Kossa e todas as outras pessoas que de alguma forma mantém a cena acontecendo, mesmo apesar dos diversos contratempos. Que venha o 10º noise!

1:56 AM | Pop'nRollStar |



TEMEI!



Não é preciso ser muito esperto para perceber que boa parte das pessoas ligadas às áreas de Educação, Saúde, Tecnologia e Cultura não votam de jeito nenhum no sujeito acima. Será pelo o fato de que seus mandatos como Governador e Prefeito foram desastrosos nessas áreas?

Dar qualidade ao ensino, incentivar atividades culturais, financiar uma pesquisa ou prover atendimento médico público de qualidade não são obras, e assim, não rendem plaquetas e inaugurações. Não servirão como posterior propaganda eleitoral, como por exemplo: asfalto (porquê será que eu escolhi este exemplo?), onde pode-se dizer "Eu asfaltei xxxx m²". Aliás, a julgar pelo o estado de algumas estradas no interior do Estado, eu diria que neste caso até mesmo a qualidade do asfaltamento é questionável. Temos duas semanas para as eleições municipais de segundo turno. Os paulistas já se livraram do Maluf logo no primeiro turno. Os norte-americanos já começam a dar sinais de que Bush pode não ganhar a sucessão presidencial. E nós? Vamos ser os únicos bobos nas urnas?

RECOMENDAÇÃO



Eu, o Alien. Primeiro EP da banda do SOMA, uma as melhores bandas já surgidas em terras bahianas. Músicas sinceras, atmosfera intimista e som de emocionar. Interessados em mp3s, procurem o site da banda nos links ao lado.


*Post ao som de At the Drive-In - Rolodex Propaganda/Jeff Buckley - Last Goodbye

1:53 AM | Pop'nRollStar |


Quarta-feira, Outubro 20, 2004

COVERS INUSITADOS

Impulsionado pela audição de "Crazy in Love", música da cantora norte-americana Beyónce na versão do grupo Snow Patrol, resolvo então levantar em pauta os covers inusitados. Quando eu me imaginaria ouvir "Crazy in Love"? E gostar? Culpa das guitarras dos escoceses, que assim praticamente recriaram uma canção.

E casos assim se estendem aos montes pela meio musical. Um outro bom exemplo é a versão dos também escoceses do Travis para a música "One More Time", famosa na voz da cantora "pop-financeiro" Britney Spears. A versão do Travis nem de longe parece a original. O resultado é uma bela balada de voz e violão, e acreditem, na voz doce do vocalista Fran Healy a letra chiclete parece soar como um grande poema de amor. E se as músicas da Britney Spears podem tornar-se britpop, porquê não se tornariam também um hardcore? Então escutem a versão pesada que as garotas do Sugarcoma fizeram para "You Drive Me Crazy", outro sucesso da cantora. Pancadaria sonora na música da Britney.

Há também covers que soam engraçadas. Como não rir de "With Arms Wide Open", canção do Creed, gravada em uma versão esculhambada por Dave Grohl e seu Foo Fighters. Até o vocal "quero-ser-grunge" de Scott Stapp foi imitado pelos Foo Fighters de uma maneira hilária. Mas se o quesito inusitado é o que pesa, citemos então o extinta banda Faith No More, uma das precursores do rap-metal, tocando "Glory Box", a canção-máxima do grupo de trip-hop Portishead. E que tal o ícone country Johhny Cash cantando "Hurt", uma música da banda de metal-industrial Nine Inch Nails? È linda a versão, acredite. No Brasil, temos no cantor de mpb Zeca Baleiro um outro exemplo. Ele regravou "Proibida Pra Mim", do Charlie Brown Jr., em seu álbum "Líricas". Originalmente líricas e Charlie Brown Jr. são duas coisas que não se combinam. Para Zeca Baleiro, elas combinaram.

Claro que nem todas as covers inusitadas ficam interessantes. Às vezes podem ser catastróficas. Em um exemplo recente, temos a versão de "Come As You Are", do Nirvana, gravada por Caetano Veloso. Seria melhor se ele tivesse ficado com as suas próprias músicas. O seu "memoria" preguiçoso não convenceu. Entretanto, não tenho dúvidas de que uma cover inusitada é realmente uma espécie de nova canção, que, melhor ou não que a original, é sempre interessante pelo seu quesito inusitado. Confesso que até eu mesmo adoraria gravar, por exemplo, uma versão Hard Rock para uma canção do Sidney Magal. E por quê não?

11:40 PM | Pop'nRollStar |



SEGREDOS

Vasculhando teus rastros em minhas memórias, procuro entender o que te faz tão sublime sobre todos os pesares. Questiono-me se você é que capaz de imaginar que eu lhe daria até mesmo o inatingível em troca de sua ternura. Nem todas as palavras hão de ser ditas, e esta é a provável motivação para todo este encanto.

Traço imaginações sobre os teus sentimentos. Adoraria saber os segredos que escondes atrás de teu olhar. Tua voz pode não condizer com o que sentes, e talvez você também tenha palavras a serem ditas. Talvez não as tenha, e essa dúvida faz parte do jogo. Os meus segredos eu te venderia por carinho. Assim, alimentamos inconstância e expectativas. E de forma inconseqüente, brincamos de amar.

11:38 PM | Pop'nRollStar |


Sábado, Outubro 16, 2004

Impasse.Insegurança.Medo.

Gostaria de abstrair a complexidade de certos problemas. Gostaria de soluções práticas, fáceis, acessíveis. Gostaria de aprender a ser um pouco frio às vezes. Gostaria de que o ímpeto dos sentimentos humanos não fosse tão forte. Gostaria de não ter tantas dúvidas. Gostaria de não pensar tanto. Gostaria de ter controle sobre o que eu sinto.

CULTURA LOCAL

Destaco as ótimas performances que domingo pude presenciar de Valentina e Computers(que se apresentará neste sábado ao lado do Violins, no Martim Cererê) na última edição do Festival Vaca Amarela. Lamento não ter comparecido aos demais dias do festival, bem como lamento não estar podendo assistir a 4º Goiânia Mostra de Curtas, que vem ocorrerá até este domingo no Teatro Goiânia. Mais informações neste site.

Outro projeto a ser citado é o Low Amp, um projeto que abriga todas às quintas-feiras shows em versões eletro-acústicas de bandas da cena alternativa local. A iniciativa é nova, e os shows ocorrerão no Martim Cererê pelo preço simbólico de R$ 1,00. O Projeto se iniciou nesta última quinta-feira, com os novatos do The Ugly e com a nata de influências do rock britânico tocada pelos conhecidos do Barfly, que estão se tornando verdadeiros "experts" em apresentações neste formato. Não sei se poderei marcar presença constante devido aos meus horários de faculdade, mas pretendo passar alguns dias por lá se possível, para apoiar essa válida iniciativa e algumas das novas bandas da cena que se apresentarão. A programação do Low Amp é a seguinte:

21/10 - Skyfuzz/Lake
28/10 - Violins/Spin Apple
04/11 - Memes/Skavoka
11/11 - Computers/AFNT
18/11 - Havoc/Actemia
25/11 - Rústica/Tecnicolor

WINAMP PLAYLIST

The Clash - London Calling
Dr. Cascadura - Queda Livre
At the Drive-In - Rolodex Propaganda
Brazil - Io
Aimee Mann - I Could Hurt You Know
Wilco - Say You Miss Me
Green Day - American Idiot
Grenade - Love Curse
Vermelho 40 - Noite Pálida
The Thrills - Not For All The Love in the World
Detetives - Ela Pirou
Velvet Underground - I'll Be Your Mirror
Violins - Deus Você
Steriogram - Walkie Talkie Man
Madeixas - Narciso
Rainer Maria - Atropine
PJ Harvey - Pocket Knife

11:34 PM | Pop'nRollStar |


Segunda-feira, Outubro 11, 2004

Em alguns momentos sinto vontade de me esconder.
Vontade de ficar nas sombras, num raio onde a visibilidade das pessoas não me
alcance. Gostaria de sumir, pois assim saberia quem realmente sentiria a minha
ausência e para quem eu realmente tenho uma verdadeira importância além das
palavras rotineiras. Talvez poucos me procurassem, mas neste caso a minha decepção
seria consolada com a distância, com um pouco de paz.


4:13 AM | Pop'nRollStar |



SOULWAX



Talvez alguns conheçam o "2 Many DJ's". Uma das atrações da edição do ano passado do TIM Festival, o 2 Many DJ's é composto pelos irmão belgas Stephen e David Dewaele, que ficaram conhecidos no meio musical eletrônico por com suas incríveis colagens musicais. Vários remixes inustiados já passaram pelas mãos da dupla, como por exemplo Beastie Boys, Nirvana, Stooges, Lake & Palmer, Breeders, Peaches, Kylie Minogue, Garbage e outros mais. O que alguns não sabem é que, antes mesmo do renomeado trabalho com o 2 Many DJ's, a dupla lidera desde 1995 um grupo chamado Soulwax.

A formação do Soulwax hoje conta com Setphen Dewaele nos Vocais, David Dewaele na guitarra, Steve Slingeneyer na bateria, Inge Flipts nos teclados e Stefaan Van Leuven no baixo. Tão ousado quanto o 2 Many DJ's, o Soulwax consegue ser ao mesmo tempo barulhento e dançante. A banda consegue fazer um coquetel de disco music, punk rock, rock' n roll, pop, cultura bootleg e electro, ganhando um caráter próprio no som que muitos artistas procuram durante anos. Eles já lançaram quatro álbuns: "2nd Handsome Blues"=", "Leave The Story Untold" e "Much Against Everyone´s Advice". O quarto, Any Minute Now, lançado recentemente e produzido por
Flood (que já trabalho com PJ Harvey, U2 e Nine Inch Nails) é tão modernista quanto qualquer outro álbum anterior, e atingiu um público razoável a ponto de colocar o grupo como um dos destaques do Reading Festival deste ano.

"Any Minute Now", a canção título do último disco é uma música pop e pesada na dosagem certa. Outras boas boas dicas para quem deseja procurar o som da banda são a dançante "Saturday" e a bela "Scream!, uma canção que, levada por pianos, mas sem abrir mão das guitarras e dos ruídos eletrônicos é quase um trip-hop. Destacam-se também "Funny" e sua letra irônica, além de "Too Many DJ's". A canção, que sugestivamente leva o nome do projeto eletrônico dos líderes da banda é uma das mais roqueiras do grupo, com distorções caprichadas e bateria forte, porém com um refrão digno de disco music. O Soulwax é uma das atrações da edição deste ano do Tim Festival, que acontece em Novembro, em São Paulo.

RIDE



Já que na semana passada este blog falou do álbum Definetely Maybe, do Oasis, esta semana falo de uma banda britânica chamada Ride. Mas qual é a ligação? O atual baixista do Oasis, Andy Bell, é o líder deste extinto grupo de Oxford que começou suas atividades 1988 e as encerrou em 1996. Mais do que a ex-banda de um dos integrantes do Oasis, o Ride influenciou muitas das bandas de rock alternativo após o início da década de 90 , além de ter admiradores de respeito, como Damon Albarn, do Blur.

O Ride tem na sua biografia diversos EP's lançados e 4 álbuns: "Nowhere"(1991), "Going Blank Again"(1992)," Carnival of Light"(1994) e "Tarantula"(1995). Durante todos esses discos, o Ride flertou em fases diferentes com estilos que começavam a se destacar nas respectivas época, como Grunge e Britpop. Entretanto, uma das grandes influências sonoras da banda derivava do rock alternativo americano e de guitar bands com o Sonic Youth e My Blood Valentine. Essas influências eram realçadas com um toque de pop britânico dos anos 80, especialmente nos vocais de Andy Bell. Além dele, os outros integrantes do grupo eram Laurence Colbert (Bateria), Mark Gardner (Guitarra) e Steve Queralt (Baixo). Após o fim da banda, Colbert e Gardner montaram um grupo chamado "The Animalhouse". Hoje, o Ride é mais uma daquelas bandas das quais muitos vão se arrepender de terem conhecido apenas após o seu fim. Destaque para as canções "Leave Them All Behind", "Dreams Burn Down" e "Time Machine".


*Mars Volta confirmado no TIM FESTIVAL. Quem dera ver a turma de "Omar Rodriguez" e Cia....

*Música da semana: Dissociatives - Horror With Eyeballs

4:13 AM | Pop'nRollStar |


Sexta-feira, Outubro 08, 2004

PALAVRA DA SEMANA

Distância. São incríveis as reações adversas que esta palavra tem me causado nos últimos dias.

RECOMEDAÇÕES

Devido à posts que eu comecei a fazer mas que ainda estão inacabados devido ao "fator sono", vou me reter à ficar em recomendações neste post. E então três recomendações de leitura:

Preconceito e Xenofobismo em "bar alternativo" de Goiânia: Um relato absurdo sobre um episódio acontecido no Bar Bolshoi. Em uma festa de aniversário de amigos, um dos convidados é barrado de entrar na casa por ser de cor negra e usar um "black power". Um detalhe interessante é o de que o tal bar nesta cidade tenta atingir um público considerado alternativo. Falta de respeito ao cliente é absurdo. E preconceito é crime. Leiam mais sobre o episódio lamentável em http://www.shivering.blogger.com.br/, e divulguem se possível.

VMB 2004: Vocês ainda assistem as premiações de videoclipes do Vídeo Music Brasil? Após o ano passado, prometi não perder mais tempo com uma premiação que tinha Charlie Brown Jr. e Marcelo D2 como vencedores de melhores clipes do ano. E assim não vi este ano. Lamento apenas ter perdido as premiações de Ludov e Dead Fish, bem como oz showz de Arnaldo Baptista, ex-Mutante, e dos Replicantes. Mas para quem se interessa pelo assunto, há uma ótima e divertida descrição do que foi esta premiação, no blog do Davi Trombela, um dos sujeito mais sarcásticos e sinceros do ambiente dos blogs regionais. Uma amostra grátis das pérolas de Trombela:

"...sempre achei essa coisa de "heavy metal" muito parnasiana: técnica demais, expressão de menos. Arte serve para expressar sentimentos, idéias, emoções.. c vc ker pura e simplesmente mostrar sua habilidade, vá jogar ping pong."

"Dinho Ouro Preto é o maior traidor da história do rock'n roll! E qq é akele clipe? Uma versão vulgarizada de um showzinho underground, onde ele toca akela guitarrinha vagabunda dele no meio de um monte de bundas, e imita o na na na do Oasis..."

"Marcelo D2 ganhou tudo pq ele é um ex-pobre coitado da periferia e "nós temos q homenagear pessoas assim pra mostrar q nós não temos preconceito..."

"...David Byrne fazendo violão e vocal "eu keria ser o frank Sinatra mas eu pareço mais o baterista do catedral".

È isto. Discordo de algumas coisas que ele escreveu no texto sobre o VMB. Mas os seus acertos, são em cheio e direto ao ponto. E polêmicas a parte, ele é bom nisso.


Fotolog da Emília: Por que o Fotolog da Emília?
Razão 1: Ela é popular. Enche o seu limite de dez comentários em menos de doze minutos. Aliás, a recomendação por aqui é uma perca de tempo, pois a maioria sabe quem é a senhora ervilha. Não sabem? Em que planeta você vive?
Razão 2: Ela desenha bem. E crias os personagens mais "alienígenas" e engraçados que você pode imaginar.
Razão 3: Tenho de divulga-la. Ajuda-la a conseguir rendas para bancar nossa silver-pamonhada! =D

MÚSICA DO DIA

Portishead - All Mine. È sabido pelas pessoas que me conhecem bem, que eu não gosto muito de Portishead, embora ache o trabalho solo da Beth Gibbons bem interessante. Mas esta música eu aprendi a gostar com a Manu, por isso é uma lembrança óbvia a esta pessoa da qual vou ter o prazer de conhecer! =)

PESSOALIDADES

Sessão café-com-leite e dedicatórias. Clichê sim. E daí?

Rafa, obrigado pelos galhos que você quebrou para mim estes últimos dias. Apenas mais uns dos vários que você têm quebrado. Tu nunca recusa um programa "rock'n roll" não é meu velho? A benção, vô do rock... . Para você, cibas e polli: dias divertidos virão! =)

Naíza (heys, vê se não demorar por lá.. ;) ) e Lara. Tinha de terminar com vocês não é? Afinal essa semana é para vocês. Muitas felicidades, mocinhas que estão lá no fundinho ó... (como diz a Lara.. =D) !!! ;***

No mais, prometo posts + interessantes da próxima vez.

2:28 AM | Pop'nRollStar |


Domingo, Outubro 03, 2004

O NOVO E O VELHO DA TERRA DA RAINHA

The Thrills - Let's Bottle Bohemia (2004)



Recém lançado mundialmente dia 14 de setembro, "Let's Bottle Bohemia" é o novo álbum dos Irlandeses do The Thrills, grupo que atingiu patamares importantes de vendagem e crítica com o seu álbum anterior, "So Much For The City" (2003). "Let's Bottle Bohemia" foi produzido por Dave Sardy, que trabalhou recentemente com Dandy Warhols e Jet. Alguns arranjos ficaram por conta do legendário Van Dyke Parks (Beach Boys, U2, Silverchair....) e o cd contou também com a participação do guitarrista do R.E.M Peter Buck.

A sonoridade do disco retoma muitos dos bons momentos do primeiro álbum, com a banda intercalando boas doses de country-folk, rock sessentista e pop sem cadenciar demais para um lado específico. Entretanto, a qualidade do novo álbum, especialmente a dos arranjos soam melhores. Tal fato pode ser constatado em "'Whatever Happened To Corey Haim?", single da banda recém lançado na Europa, uma das músicas mais embaladas do disco, puxadas por um crescente orquestrado. A banda também parece soar um pouco britpop e menos folk no disco, como em "Saturday Night", onde pianos e guitarras se fazem presentes. Outros bons destaques são "Our Wasted Lives", a "texana" do disco e também "Not For All The Love in the World", uma baladaça clássica, certamente a mais bela canção de todo cd. Ela será lançada como single no Estados Unidos. São 10 músicas para memorizar facilmente. Resta saber agora se alguma delas vai ter a força para repetir os feitos de "Big Sur" e "Santa Cruz", do álbum passado.

Oasis - Definetely Maybe (1994)



Liam Gallagher, Noel Gallagher, Paul Bonehead, Paul Guigsy e Tony McCarrol. Essa era a formação do Oasis em 1994, quando lançaram este que era o seu álbum de estréia. O álbum foi lançado pelo mediano selo Creation, responsável até então por descobrir bandas com Primal Scream e My Bloody Valentine. O estouro foi absoluto em terras britânicas, logo após o lançamento do primeiro single, "Supersonic". Entretanto, mais do que em termos de vendagem, este é um álbum importante em termos históricos.

Definetely Maybe representou para o pop inglês dos anos 90 exatamente o que Nevermind, do Nirvana, representou para o grunge e para explosão do rock alternativo nesta mesma década. Lançado em abril de 94, sugestivamente no mesmo mês da morte de Kurt Cobain, este álbum do Oasis aparecia em um período de vacas magras para o rock inglês, que consumia massivamente em seus festivais e lojas discos o então apoteótico rock de bandas americanas como R.E.M, Pearl Jam, Soundgarden, RHCP, dentre outras. Eis que o Oasis passa então a dominar as paradas européias com um som que misturava influências claras de Stone Roses, T-Rex, Sex Pistols e claro, Beatles. Os vocais arranhados de Liam Gallagher, as melodias grudentas de seu irmão Noel e as atitudes polêmicas e arrogantes de seus líderes despertaram ainda mais a "febre Oasis", que depois viriam a se expandir mundo afora com o segundo álbum, o "What's the Story? Morning Glory".

No mesmo período, bandas como Blur e Radiohead também passaram a despontar em terras européias. O primeira, de carona na Oasismania, protagonizou bastantes duelos musicais e pessoais com o quinteto. A segunda, seguiu por praias diferentes, compondo álbuns cada vez mais incríveis e diferenciados, dentre eles o primordial "OK Computer" (1997), provavelmente o melhor disco da década. E assim, o rock britânico voltava a ter o seu boom na chamada retomada do Britpop, que após bons anos do final da década de 80, despontava com bandas como Travis, Coldplay, Stereophonics, Verve e até hoje rende dividendos (a citar o Keane, por exemplo). Talvez "Definetely Maybe" passe longe de ser o melhor álbum do gênero, mas sem dúvida é um álbum de grande importância histórica.

Musicalmente falando, o álbum de estréia do Oasis, pode ser considerado o mais cru da banda. A sonoridade do quinteto, no auge do "chapação" soava direta e até mesmo as baladas mostravam se um pouco mais distorcidas e dançantes, como em "Cigarettes And Alcohol" e "Rock¿n Roll Star". "Slide Away", "Shakemaker" e "Columbia" eram músicas de rock setentista e oitentista e ao mesmo tempo contemporâneas. E o destaque ficava por conta de "Live Forever" e sua bela letra, a canção-bela do álbum. De lá para cá, a banda se tornou cada vez mais beatlemaníaca, as formações mudaram, Liam passou a compor mais, Noel a cantar mais, as baladas se fizeram mais presentes, e a Oasismania já não tem o impacto de antes. Mantiveram lançamentos de álbuns medianos e também de grandes trabalhos. Um possível fim foi anunciado diversas vezes, mas como especulação é sempre a marca da banda, até hoje eles se mantém bem em atividade constante. Se ainda sobreviverão a mais um década de rock? Talvez. Definitivamente Talvez.

11:18 PM | Pop'nRollStar |



QUESTIONAMENTOS II

Porquê quando eu assisto as propagandas de futebol da Nike eu penso que os jogadores de futebol podem ser mais fodões que os super-heróis da liga da Justiça?

LIÇÃO DE VIDA NUNCA É DEMAIS...

Carinho e atenção agora só para quem merece...

MÚSICA DO DIA

Snow Patrol - How to Be Dead.


11:13 PM | Pop'nRollStar |




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