Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.


Carlos Henrique de Castro Howes

04/01/83

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Domingo, Agosto 29, 2004

LEMBRANÇAS

Sessão nostalgia é sempre bom. Ficar olhando fotos e lembrar as fases da sua vida é melhor ainda. Como existe muitas pessoas queridas acessando o blog, isto pode parecer meio narcisista, mas eu queria compartilhar algumas com vocês.

4 aos 6 anos

-Mudança do Setor Aeroporto para o Centro, onde vivo até hoje. Porém moro na mesma rua que morava aquela época.
-Eu era apaixonado por prestígio.
-Meu pai me levava ao Mercado Central para comer Pastel. Sempre bom! Hmmm..
-Estudava jardim no Arco-Ìris.Ganhava meus primeiros traumas de infância. Tinha medo de cachorro.
-Pessoas que marcaram: Ana.

6 aos 10 anos

-Pré e Primário no Ateneu Dom Bosco, colégio que começava a marcar minha vida
-Descobri que era míope.
-Praticava Futebol e Natação. Era um verdadeiro louco por futebol, sabia de tudo sobre futebol. Lia Revista Placar tanto quanto os quadrinhos da Mônica.
-Jogava futebol na casa da Vó do Riccardo, e não tendo bola, nós usávamos chinelo como bola. Algumas vezes o chinelo caia no prédio ao lado. Isso era sempre um problema. Sem contas as vezes que eu ralava completamente os meus pés ou meu joelho.
-Brincava de corrida nas escadas do edifício ou com carrinhos de corrida de papel.
-Assistia seriados japoneses o dia todo.
-Verões nas praias de Atlântida Sul com as primas e os vizinhos eram muito divertidos.
-Pessoas que marcaram: Rodrigo, Riccardo, André, José Marcus.

11 aos 14 anos

-Continuava estudando no Ateneu, porém a tarde.
-Frequentava o Jóquei sempre. Fim de semana, feriado ou Férias. Lá estava eu. Futebol no domingo era imperdível.
-Férias no Jóquei ou em Rainha-do-Mar também traziam histórias nostálgicas.
-Passei a praticar Tênis de Mesa, único esporte na qual eu dei um pouco certo. E Karatê também.
-Começo de adolescência, e vieram as primeiras fobias sociais, pois eu descobri que usando óculos, aparelho e estando desarrumado, eu não pertencia aos padrões de beleza dos outros adolescentes.
-Primeiros traumas amorosos. Perdi a maior paixão da época para o meu melhor amigo.
-Ao mesmo tempo, eu começava a descobrir que eu poderia conversar com as garotas. Muito timidamente, mas eu já tinha umas primeiras amiguinhas.
-Começava a descobrir uma das maiores paixões da minha vida: o rock¿n roll. Tudo começou com os Mamonas Assasinas. Eu achava louco pelo conjunto, e procurando os vídeos deles na MTV, eu descobri grupos como Smashing Pumpkins, Oasis, Pato Fu, Green Day, Raimundos e Nirvana, grupo que me abriu a cabeça de vez para a música.
-Também ouvia muitas porcarias, como Rap Brasil e Spice Girls (aff!).
-Ganhei o primeiro computador.
-Andava de Patins pelas ruas do centro e do setor aeroporto.
-Pessoas que marcaram: Riccardo, Edoardo, Sylvya, Gláucia, Narúbia, Tales, Renatinho, Renato.


15 aos 17

-Descobri a Internet. Nascia ali um vício. Em pouco tempo, eu já não abria mão de passar boas horas em frente ao mIRC, ICQ e Napster.
-A importância da música explodia na minha vida. Assinava Show Bizz, ia cada vez mais atrás de bandas, baixava mp3s, comprava cds. Aprendi a tocar guitarra, quer dizer, acho q aprendi. Comprei minha primeira guitarra(que tenho até hoje): uma Jennifer. E um violão tonante também.
-Primeira e frustrada tentativa de banda: "Jennifers from Hell". (È de rir, o nome foi tirado em homenagens aos nossos instrumentos musicais...).
-Comecei a freqüentar os shows. No começo eram os mais populares, no Jaó. Depois já freqüentava a cena independente. Fui na minha primeira Bananada em 99.
-No colégio transferia para manhã. Quase mudei para o Visão ou Agostiano, mas acabei no bom e velho Ateneu, e vi minha vida se transformar naquele colégio. Com 15 anos, eu era o sujeito mais loser da sala, aquele ingênuo, evitado pela maioria e alvo das piadas sempre. Com 17 anos, eu era integrante do grêmio, brincava de DJ no intervalo do colégio, era dono do canal do colégio no mIRC, e mesmo ainda não sendo tão popular, eu tinha um respeito bem mais razoável. Era considerado um mala caxias, se é que isso é possível.
-Era bem-informado, mas deveras, bem sonhador.
-Tardiamente aos 15 eu dava meio primeiro beijo. Fiquei com poucas garotas na época, devido ao fator "loser". Assistia mais os meus amigos ficarem com elas. Mas no final desta fase, eu era relativamente bem menos feio (passava a usar lentes de contato), cuidava um pouco mais de mim. Era um pouco mais confiante também. Apesar disso, tive uma decepção amorosa muito forte com uma, razão pela qual evitei algumas garotas por um bom tempo. Fato que me arrependi um pouco, pois perdi oportunidades que depois vieram. Como lado bom, conheci aquela que viria a ser minha 1º namorada, com uma certa ajudinha da Badan, não nego.
-Saía com os amigos do Agostiano. Primeiramente programas adolescentes, como ir ao Shopping, depois os programas foram ficando diferenciados.
-Descobri uma paixão também por cinema.
-Praticava Vôlei, e era bem divertido.
-Aos 17 anos tive o melhor ano da minha vida.
-Vestibulares. Não senti tanto. Senti depois por algumas escolhas erradas apenas.
-Pessoas que marcaram: Naíza, Riccardo, Iporã,João Vitor, Flávia, Lidiane, Renato, Roberta, Frederico, Mariana, Thauana, Lara, Saulo, Vinícius.

18 até hoje..

Não posso dizer com precisão o que me marcou nestes últimos 4 anos. Primeiro porquê tudo é ainda muito recente, e só o tempo vai dizer quais são os acontecimentos e pessoas dessa fase que ficarão gravados na minha memória. Mas essa dúvida me questiona muito. E é ainda mais difícil se pensar que estes últimos 4 anos têm sido muito intensos. Tive relacionamento, entrada na faculdade, gostar e decepcionar com o curso, expandi minhas paixões musicais, arranjei meu primeiro emprego, pela primeira vez na vida me tornei um pouco sociável, encontrei amizades que durante anos passei procurando durante anos, especialmente nestes últimos 2 anos, onde eu conheci pessoas tão especiais das quais eu espero que façam parte das minhas memórias até eu chegar na terceira idade. De qualquer forma, adorarei continuar este post daqui há alguns anos. =)

10:05 PM | Pop'nRollStar |



* Se existe algo que me irrita profundamente a ponto de me tirar do sério é uma injustiça. E disso o mundo está cheio, sendo que às vezes não há muito o que se fazer. De qualquer maneira, só queria deixar registrado o meu desgosto profundo por esta palavra e pela abrangência do seu significado.

* Um pensamento infelizmente um pouco egoísta, mas, às vezes inevitável. Sabe quando você tem tudo que poderia querer ter (com exceção de dinheiro..hehehe) e ainda assim parece que lhe falta algo? Tenho condições e pessoas na minha vida que nem todos têm o privilégio de ter. Diante disso, às vezes é complicado procurar o complemento da felicidade plena, ainda que, o que possa lhe faltar às vezes sejam coisas tão banais.

9:57 PM | Pop'nRollStar |


Quarta-feira, Agosto 25, 2004

HERÓIS

Quando decidi que iria postar alguns pensamentos circulares a respeito de assuntos ligados ao esporte e às Olimpíadas, logo imaginei que alguns chamariam isto de clichê. De qualquer forma, resolvi continuar a desenvolver minhas idéias, classificando isto como "atualidades" (é incrível como uma palavra pode alterar toda a idéia do assunto). E assim, questiono muito as expectativas de vitórias que são criada para alguns atletas brasileiros durante as olimpíadas. Expectativas estas, que às vezes chegam a converter-se em cobranças. Cobranças severas, se analisarmos que alguns veículos de comunicação classificaram o 2º lugar das atletas de vôlei de praia Adriana Behar e Shelda como insatisfatório. Uma outra recente vítima desta cobrança é a ginasta Daiane dos Santos, que após conseguir um 5º lugar como a melhor colocação de uma brasileira na ginástica artística solo na história de todas as olimpíadas, foi classificada por alguns um péssimo resultado.

Possivelmente, nossa severa cobrança sobre nossos atletas tivesse uma fundamentação maior, se fôssemos um país desenvolvido em termos de esporte. Mas infelizmente não somos, e nosso histórico olímpico não nega este fato. Vejamos como exemplo potências olímpicas como E.U.A, Austrália, China, Japão e alguns países europeus. Seus atletas recebem treinamento qualificado com instrutores de grande gabarito, treinam em equipamentos de última qualidade, recebem um acompanhamento médico e alimentar constante, são auxiliados a desenvolver suas melhores capacidades através de estudos específicos e ainda recebem uma boa ajuda financeira, seja governamental ou de patrocinadores. Auxílios estes que não estão disponíveis apenas aos grandes atletas, mas a qualquer atleta mediano que se proponha a viver por conta do esporte. Voltemos agora ao Brasil. Em aspecto comparativo com os países citados anteriormente, nossa estrutura desportiva é no mínimo vergonhosa.

Falta de incentivo governamental, falta de patrocinadores, falta de equipamentos e lugares apropriados para os treinos, falta de tempo (pois alguns destes atletas não podem viver apenas por conta do esporte) e falta de trabalho de base são algumas das deficiências da estrutura desportiva brasileira. Claro que estes males não se atingem a todos os nossos atletas, mas provavelmente a maioria dos nossos "astros olímpicos" teve de passar por condições de treinamento escassas até chegar ao seu atual patamar de vitórias. Por isso mesmo, eu afirmo categoricamente que tais atletas são verdadeiros heróis. Heróis por chegarem a uma competição de alto nível e por competirem de igual para igual com atletas que treinaram e se desenvolveram em condições muito mais favoráveis. São heróis por ainda sim, diante de tantos empecilhos e descréditos, conseguirem se impor com respeito entre os melhores do planeta, independente de suas classificações. E mais heróis ainda são aqueles que, diante de tudo isso ainda conseguem dar vitórias a um povo exigente, porém carente de alegrias.

6:50 PM | Pop'nRollStar |



ESCOLHAS

Há escolhas que são demasiadamente difíceis. Durante toda a minha vida, nunca gostei de me esbarrar com situações de escolha, onde decisões iminentes haveriam de serem tomadas. Sempre tive medo de fazer as escolhas erradas, mesmo porquê algumas delas são irremediáveis, e podem trazer conseqüências que lhe marcarão por muitos e muitos anos. Não é assustador pensar que uma escolha sua de momento pode influenciar drasticamente o seu futuro? Por isso, durante uma situação como esta, é vital que sejam levantados os mínimos detalhes a respeito das opções que você tem diante de uma decisão. Algumas minúcias podem fazer toda a diferença. Eu já acertei muitas escolhas na minha vida, e hoje agradeço pela sorte, sabedoria e frieza que eu tive em determinadas situações. Em outras, fiz algumas escolhas erradas que hoje me machucam bastante. Entretanto, mesmo a experiência não tirou de mim o frio na barriga e o medo que eu sempre sinto diante de uma situação de difícil escolha.

6:49 PM | Pop'nRollStar |


Domingo, Agosto 22, 2004

KRIST NOVOSELIC/EYES ADRIFT



1994. Um suicídio marca a morte de Kurt Cobain e do Nirvana, grupo responsável pela "explosão grunge e alternativa" que invadiu mundo afora em meados dos anos 90. Após a morte do líder do Nirvana, Dave Grohl e Krist Novoselic, respectivamente baterista e baixista da banda, seguiram suas vidas por caminhos distintos. Dave Grohl continuou destacando-se entre os holofotes. Como guitarrista e vocalista, fundou o ótimo Foo Fighters, que já lançou 4 discos bem-sucedidos, e hoje tem uma carreira completamente respeitada. Se envolveu em diversos projetos paralelos com artistas como Q.O.S.T.A, Cat Power, Garbage, Tenacious D, e, recentemente, chegou a gravar inclusive um disco só com músicas de metal. È sem dúvida um dos músicos mais dinâmicos do planeta. Um verdadeiro rockstar.

Krist, entretanto, seguiu por caminhos diferentes. Formou duas bandas, que, sem grandes repercussões, ficaram mais restritas ao underground e tornou-se participador ativo de entidades envolvidas com política, juntamente com Jello Biafra (Dead Kennedys). Em agosto do ano passado, frustrado com o mundo da música, Krist decidiu aposentar-se do meio musical. Ele fundou uma entidade chamada Jampac (Join Artists And Music Promotions Political Action Commitee), cuja filosofia é divulgada no site www.fixour.us . Recentemente ele anunciou o lançamento do seu primeiro livro, intitulado "Grunge And Government: Let's Fix This Broken Democracy!". O livro mistura biografias do baixista com assuntos de cunho político. Mas, se música é o que há neste blog, falaremos sobre as bandas de Krist.

O Sweet 75, primeira banda de Krist após o Nirvana, foi formado em 1995 por Krist e a venezuelana Yva Las Vegas. Krist tocava uma guitarra de doze cordas, e a banda lançou um único álbum, também intitulado "Sweet 75". A banda durou apenas durante este cd, que rendeu alguns shows. Trata-se de um trabalho um pouco decepcionante, uma vez que a tentativa demasiada de se trabalhar em um som psicodélico e experimental acabou deixando muitas das canções um pouco mornas. Já o Eyes Adrift, seu projeto posterior, foi um outro papo. A superbanda, montada por Krist no baixo, Curt Kirkwood (ex-Meat Puppets) nas guitarras e vocais e Bud Gaugh (ex-Sublime) na bateria fez um som redondidinho.

O trio, que também não se destacou muito em termos comerciais , não fez feio em seu único álbum, intitulado "Eyes Adrift". Rock'n roll, alternativo, country, jazz e grunge se fazem presentes no disco. As melodias são empolgantes, e este coquetel sonoro é bem apoiado no vocal às vezes suave, às vezes esmerilhado de Curt. Bons momentos do discos vão para as faixas "Untried" e "What I Said". "Alaska", o único "hit" do disco relata bem a alternância do disco, com momentos de barulho e silêncio. Mas o grande destaque mesmo é "Blind Me", um rock-country melancólico de orgulhar Johnny Cash e Nirvana. Lamentos aos bons ouvidos, que perderam uma boa banda para os palanques políticos.

JET



Bandas que fazem que têm visual e som retrô das décadas de 60,70 e 80 não são novidades no novo milênio. Não após os Strokes surgirem com "Is This It?" em 2001. De lá para cá, o velho e clássico rock'n roll tem sido recauchutado em bandas como Hives, White Stripes, Libertines, Datsuns (já citado anteriormente por aqui), The Darkness e Von Bondies. Foram tantas, que ter uma banda retrô passou a se tornar o mais novo "hype" do meio musical. Claro que a qualidade do som e da "ressureição rockeira" varia de banda para banda. O Jet, uma das mais novas banda a fazer parte deste grupo, é um bom exemplo de som retrô com muita qualidade.

Este quarteto australiano, originado de Melboure, é formado por Nic Cester (guitarra e vocais), Chris Cester (bateria e vocais), Cameron Muncey (guitarra e vocais) e Mark Wilson (baixo). A banda, começou com um EP em vinil, lançado em 2002 na Austrália, com o nome de "Dirty Sweet". O som garageiro e o visual despojado "branco-preto" chamou a atenção de algumas pessoas, que os levaram para o Reino Unido. E uma vez lá, na maior vitrine roqueira do planeta, a banda chamou a atenção da gravadora Elektra (Warner), e, chegaram inclusive a abrir alguns shows para os Rolling Stones. Pela major, lançaram recentemente seu primeiro álbum, chamado "Get Born".

"Get Born" impressiona. È um álbum que consegue absorver o melhor de influências setentistas sem abrir mão de ser contemporâneo. Mais do que isso, a banda consegue intercalar um rock' roll drunk e sexista com baladas de enfervecer. Obviamente, identidade não faltou aos australianos. A começar pela música-hit do disco, "Are You Gonna Be My Girl". È um daqueles típicos pertados garageiros que vai lhe dar uma vontade incontrolável de dançar. E é viciante. Sensibilidade pop não falta aos caras, vista também em "Look What You've Done", uma balada embalada no piano, que remete à algumas boas canções produzidas pelos Irmãos Gallagher, do Oasis. Outra boa balada do disco é "Move On", que bebe em boas fontes do folk.

E a alternância do disco continua, com pancadas como "Take it or Leave It", sugestivamente uma canção de título similar a outra do Strokes, e "Get What You Need", que relembram bandas como New York Dolls, AC/DC e Humble Pie. Também para embalar uma pista de dança, seguindo na linha músicas grudentas-guitarras sujas, temos "Get Me Outta Here", segunda música de trabalho de "Get Born". E assim até a faixa 14, o disco é diversão garantida. Se o Rob Fleming, de Alta Fidelidade, fizesse um top 5 de melhores bandas "retrôs" do novo milênio, esse top deveria ter o Jet.

1:09 PM | Pop'nRollStar |



*Com uma grande satisfação, recebi esta semana o álbum de estréia do Wonkavision, também intitulado Wonkavision. Depois de dois EPs, a banda lança o seu primeiro disco pelo selo Orbeat, com 12 faixas e produção do criativo John Ulhoa (guitarrista do Pato Fu). O disco contém faixas dos dois EPs anteriormente lançados e músicas inéditas do grupo gaúcho. O quarteto formado por Kiko (bateria), Grazi (baixo e vocais), Manu (teclados/moog) e Will (guitarra e vocais) já foi anteriormente citado neste blog, e faz um pop absurdamente grudento e adorável. Uma das grandes promessas nacionais, o grupo tem fãs famosos como Marcelo Camelo. E também fãs não famosos, como este blogueiro que vos fala.

*Segunda-feira pela manhã, fui à cidade de Senador Canedo (para os que vivem fora deste Estado: Trata-se de uma pequena cidade interiorana que divide fronteira com a capital Goiânia) fazer reparos na rede de computadores da Estação Experimental de Zootecnia da Agência Rural. Foi um trabalho bacana, mas me deu preguiça para o resto da semana.

* Essa é para quem achou que Travis cantando "One More Time" da Britney Spears era uma cover bastante inusitada. Enfim, além desta versão do Travis (sim, quem já ouviu, achou muito boa por sinal. E é!), quem procurar os programas de downloads como SoulSeek e Kazaa pode achar mais duas covers inusitadas. A primeira é do Faith No More cantando "Glory Box" do Portishead. Consegue imaginar? Então experimente essa: Snow Patrol, uma das bandas mais hypes do rock atual cantando "Crazy in Love" , da Beyonce. Pelo menos vale a conferida.

- Ouvindo... Problemas (Wonkavision)

1:02 PM | Pop'nRollStar |


Quarta-feira, Agosto 18, 2004

VEREADORES

Que a eleição para prefeito nesta cidade vai ser uma das mais aterrorizantes já realizadas, isto já não é novidade. Temo, afinal este cargo majoritário tem boas chances de ser ocupado por algum candidato picareta. Entretanto não podemos nos esquecer que há também eleições para vereadores, sendo 34 vagas da câmara disponíveis nesta capital. E aí começa o pesadelo. Vão ser três meses de tortura, onde todas as formas de propaganda política vão testar a paciência do eleitorado. Em qualquer canto da cidade, onde você estiver, pelo menos uma vez por dia vai passar um carro de som produzindo poluição sonora. E se não bastasse o fato dos jingles e as músicas geralmente serem de péssimo gosto, ainda corre-se o risco de aturá-las nas horas mais inconvenientes, como no meio de uma aula ou do seu sono.

Além da poluição sonora, há a visual. Panfletos, outdoors e cartazes por todo o lado. Você dificilmente vai passar por 2 ou 3 quadras sem ver a cara de algum candidato, que em 101% dos casos não é nada bonito. Pior ainda se a fotografia estiver em tamanho avantajado. Lembremos também dos automóveis comuns. Já estão sendo vistos adesivos com nomes e números por todas as partes. E são tantos, que até assustam. Se brincar até o seu cachorro conhece algum candidato para lhe sugerir. O pior é que qualquer um se acha "intelectualmente preparado" para ocupar um lugar na câmara de vereadores. E aí vemos candidatos do porte do Dhomini(ex-participante do Big Brother), que realmente no reality show mostrou todo o conhecimento, preparo e bom senso do que ele pode fazer pelo bem comum da cidade. Não mostrou?

E o horário político obrigatório na televisão? Realmente, alguém aqui acredita que pode-se avaliar um candidato a vereador com 15 segundos de fala? Se alguém souber como, por favor me avise. Azar de quem não tem TV a cabo. Já quem ouve rádio, está enrolado, não há escapatória. E os santinhos? Caso clássico, hein? È o grande pesadelo dos lixeiros. Em véspera de eleição, pode-se nadar neles quando se sai à rua. Como se não bastasse toda a propaganda insuportável, convém-se lembrar os gastos existentes por trás das mesmas. Meu pai sempre trabalhou com publicidade durante toda vida, então aqui em casa sempre foi comum o acesso a informações envolvendo publicidade política. Calcula-se que, um candidato de renome ao cargo de vereador em Goiânia gasta em média 100 mil reais em sua campanha. E se lembrarmos que o salário de um vereador nesta capital está por volta de 7 mil reais (não sei bem a precisão do valor), não fica muito difícil concluir que algo está errado por aí. Não quero dizer nada, aliás, eu sempre digo demais. Só desejo a vocês que pensem bastante antes de ir às urnas no dia das eleições. E desejo ainda, bastante paciência até o dia das eleições chegar.

* Ouvindo Air - Cherry Blosson Girl. Ok, não gosto muito do Air, mas a Karina mandou bem na dica. A música é boa. Tem uma levada parada e sexy.

2:23 PM | Pop'nRollStar |



Confesso estar meio chateado. E, apesar de toda minha inconstância emocional, desta vez o problema não é comigo. Ou pelo menos, não diretamente. È algo que aflinge um amigo meu, mas que, de certa forma, eu trato isso de uma maneira pessoal. Hoje ele passa um problema devido a uma fraqueza que ele tem, e que durante alguns anos, esta mesma fraqueza foi um grande problema para mim, de forma que eu até hoje colho certos traumas daquela fase. Cheguei a escrever um post grande sobre isso. Por fim, decidi que esta não seria a melhor maneira de ajudá-lo, e que não seria muito útil uma exposição desnecessária do seu problema. Quem o conhece, sabe de quem estou falando. E provavelmente há de entender que isso me causa uma certa revolta.

È muito decepcionante ver uma pessoa realmente bacana e diferencial se dizer tão "sozinho". Como pode, um cara realmente inteligente, amigo, fiel, companheiro, simpático, prestativo, verdadeiro, divertido, um perfeito exemplar de cool guy, dizer que não há quem o ame? Eu não digo isso por ser amigo do cara. Eu acho o cara massa, foda mesmo. Por essa razão, uma vez conversando com ele, concluímos que a timidez talvez seja o grande entrave para ele. Também sempre fui tímido em relação às coisas do amor, e posso dizer, que deixei de viver grandes experiências por causa dela. Por fim, acabei me acertando um pouco no tempo, mas não foi o caso dele. Não to pedindo para vocês, "mulhegada" (hahahaha), fazerem isso por ele, por outros caras que realmente sofrem com isso. Estou contando isso incomoda. Mas ele vai se safar sozinho, ele vai lidar com isso, e eu to aqui para dar todo o apoio que ele precisar.

Hoje, estou afim de dizer um pouco de "foda-se" para o caráter impessoal desta merda de blog. Peço desculpas pelo longo post, mas se há pessoas capazes de me virar de ponta-cabeça, essas pessoas são as pessoas que eu amo. E assim vai o Ramiro, a Naíza, meus familiares, meus amigos. Neste caso, há um grupo de amigos que eu conheci há pouco tempo, mas que são muito especiais para mim. Eu sei que eu curto muito com eles(elas), faço fotologs para alguns, tiro onda com a cara de cada um o tempo inteiro, mas desta vez o lance é sério. Eu daria o meu sangue por cada membro dessa "tropinha", e para cada amigo(a) que eu considero. Tudo bem, às vezes não recebo isso de volta, e isso machuca, mas eu não hei de mudar e não quero mudar. Eu nunca fiz declaração para ninguém por aqui, mas desta vez quero dizer de uma forma generalizada para todas as pessoas que eu amo (e elas sabem quem são), que minha vida, que tanto me cansa às vezes, seria ainda pior sem a presença delas.

* Gram - Moonshine. (Linda, simples, direta).

2:17 PM | Pop'nRollStar |


Domingo, Agosto 15, 2004

WINAMP

Beatles - I'll Be Back
Beastie Boys - Ch-Check It Out
Josh Rouse - 1972
Graforreia Xilarmonica - Você Foi Embora
Interpol - Not Even Jail
Infectious Grooves - Violent & Funky
Vamoz! - Sweet Harmony
MC5 - Sister Ann
Motorhead - Going to Brazil
Incubus - Here in My Room
The Cure - The End Of The World
Superphones - 9th Floor
Jet- Look What You've Done
Jet- Take It or Leave It
Udora - Fade Away
Mombojó - Adelaide

9:31 PM | Pop'nRollStar |



DEMOCRACIA

Neste último sábado, 14 de agosto, aconteceu mais uma edição do Democracia, que é um mini-festival organizado esporadicamente pelos irmãos Drehmer. Um dos grandes méritos do Democracia têm sido o de dar espaço à bandas novas da cena local. Assim, bandas como Valentina, Computers e Flying Beans já se revelaram em edições anteriores do evento. Nesta última edição não foi diferente, e duas bandas "novatas" abriram a noite. Essas duas bandas eram o Lake e o Spinapple. Ambas duas se destacaram no concurso de bandas realizado mês passado no Martim Cererê, mesmo local onde se realizava o Democracia.

O Spinapple, banda liderada pelo Hugo, ex-guitarrista do Valentina, iniciou a série de shows com um rock alternativo melancólico e levemente psicodélico, utilizando algumas bases de guitar bands. Em alguns momentos chegava a lembrar bandas como Sonic Youth e Pavement. Nada mau para uma estréia. Também em estréia, os garotos do Lake, que chegaram ao festival como os vencedores do concurso de bandas, mostraram sua maior influência explicitamente: Nirvana. Tocaram 4 covers do trio de Seattle, sendo 3 canções dos álbuns Bleach, Incesticide e Nevermind, além de um lado B. Com guitarras sujas, vocais roucos e riffs característicos do gênero, a banda lembrava o Nirvana até mesmo em suas músicas próprias. Os covers foram bem tocados, mas a banda poderia ter mostrado mais as músicas próprias. De qualquer maneira, saíram do palco deixando a impressão de que os filhos do grunge não estão mais órfãos em Goiânia.

Como terceira banda da noite, as aguardadas garotas paulistas do Cheerleaders vieram trazendo indie-rock de garagem em sua bagagem. E, apesar de muita simpatia, deixaram um pouco a desejar no palco. Os vocais estavam um pouco apáticos, e som parecia estar vago de uma pegada maior. Quem sabe na próxima... Afinal a quarta banda já estava no palco. A Zentropa tinha em sua formação 2 guitarristas já bastante conhecidos na cena local: Marcelo (The Zeroes e Fantasma de Agnes) e Ângelo (Valentina). Talentosos, os dois revezavam-se entre bateria e guitarra. Os demais integrantes do grupo também se destacavam individualmente, mas nas primeiras faixas a banda pecava um pouco em coletividade. Com o decorrer do show, a banda se acertou, e assim terminava bem o seu curto show de diversas influências de rock alternativo, clássico, guitar e alt-country. Destaque também para o vocal firme e preciso da vocalista da banda.

De Brasília, o Lo-Fi vinha como a quinta banda da noite. O trio tinha Daniel (Mentes Póstumas) no baixo e o famoso Gustavo Bill (em Brasília ele é tão celebrado na cena que há até um festival em seu nome, intitulado "Kill Gustavo Bill") nas guitarras e vocais. Desta vez, Gustavo Bill não dançou, mas mandou bem juntamente com o restante da banda. O power trio desfilou um rock garageiro bem setentista, na linha de grupos como Stooges, Dolls e MC5. Com bases pesadas e riffs coesos e embalados, a banda fez o melhor show do Democracia. E para fechar a noite numa boa, nada melhor do que a revelação goiana do ano: Fal e Rollin Chamas. O hilariante grupo repetiu a tradição de seus shows. Churrasco, amigos e bagunça no palco, e canções sempre bem humoradas, realçadas pela presença de palco do vocalista e da veia cômica dos backing vocais de seu baterista. Desta vez o diferencial dos caras foram os seus trajes "olímpicos". Uma boa presença de público para o último show da noite era a prova de que os caras acertaram. E agora? Podemos esperar o GNU? Afinal dizem que a esperança é a última que morre...

9:30 PM | Pop'nRollStar |


Quarta-feira, Agosto 11, 2004



A noite de sexta-feira no Go Music foi marcada por ótimas apresentações de MQN e Valentina no palco alternativo. Após o show do Valentina...



Fabrício Nobre (MQN) e Rodrigo Feoli (Valentina) provaram que o carinho é sempre maior do que qualquer intriga que dizem existir na cena independente goiana.

Fotos: Polli

*CD novo do MQN em breve! È o que nós esperamos! _\,,/

Rock (com amor) Sempre!!!

1:10 PM | Pop'nRollStar |


Segunda-feira, Agosto 09, 2004



Bem bacana esta figura, roubada dela. Los Hermanos em sua versão "Fell in Love With a Girl", referência ao bacaníssimo primeiro vídeo do White Stripes.

*Se dizem que os homens não choram, acho que eu sou uma vergonha para minha espécie. Enfim, ultimamente eu tenho ameaçado o trono do senhor Oscar Schmit. Sábado não foi um dia muito legal para mim. As razões da melancolia foram sensações que eu sinto, mas que nem eu mesmo sei explicar às vezes, razão pela qual não vou me aprofundar sobre isto por aqui. Pequenos problemas quando se agrupam podem se tornar um grande problema de fato. De qualquer maneira, hoje eu me sinto bem, não sei até quando, mas eu me sinto bastante bem! :)

* Hoje é dia de voltar a rotina trabalho-faculdade. Tenho estado bastante discrente em relação à minha atividade, e tenho pensado bastante em relação ao meu futuro profissional/estudantil, que espero eu, termine até o ano que vem. De qualquer maneira, qualquer rotina de trabalho é desanimadora para um Garfieldiano como eu.

1:11 PM | Pop'nRollStar |



GO MUSIC

Alguns vão se lembrar da enquete que eu fiz há algum tempo atrás neste blog sobre quais seriam os podres musicais de cada um. Recorde de comentários neste blog até aquela data, a enquete serviu para confirmar a minha teoria de que cada pessoa tem o seu "podre musical", ou seja, aquela banda ou artista que você gosta, mas não se sente muito à vontade para falar sobre isso. Nesta sexta-feira, na ótima companhia da G.E.(se você não sabe o que é, em breve você vai saber!), dentre os quais duas adoráveis comparsas e um comparsa não-assumido, fui assistir ao show do meu podre musical, conhecido como CPM 22, banda que eu acompanho desde os tempos de undeground (via demo "Alguns Km de Lugar Nenhum"), mas que continuo gostando um pouco até nos populares dias de hoje. O show foi no GO Music, festival da qual eu prometi não ir depois que o show dos LHs foi cancelado. Pois é, eu menti! (hauhahua). Fui ao ginásio do Goiânia Arena assistir ao segundo dia do Festival, e me reparar com uma espécie de público e evento da qual eu já não tenho acompanhado a tempos. Confesso, que distante da companhia dos bons amigos, eu não me sentiria nem um pouco á vontade por ali. Mas vamos ao que interessa.

O show do CPM 22 fechou a noite no palco principal, e a banda não esqueceu as músicas das antigas do tempo de banda independente como "Melancolia" e "Anteontem". Tocou os hits radiofônicos "Dias Atrás", "Tarde de Outubro", "Regina Let's Go" e outras mais do primeiro e segundo disco. E fechou o show supreendentemente com "Molly's Lips", cover de Vaselines, também gravada pelo Nirvana. Agradou mais do que eu mesmo esperava. Antes ocorreu o show do Sepultura (alguns vão considerar isso uma espécie de 2º podre, mas eu não concordo..), que também não desprezou músicas antigas do período pré-Roots, como "Refuse/Resist", "Arise" e "War for Territory". Músicas do Roots e também músicas do período com o vocalista Derrick Green como "Choke" e "Bullet the Blue Sky", esta última cover do U2, se fizeram presentes. Houve também o show do Rappa, mas aí eu também não tive paciência para tentar ver a hipocrisia do senhor Falcão. Após as "big bands", o MQN fez um show curto, mas de arrepiar no Palco Local, com o Fabrício disparando suas rotineiras farpas, provando que o cara é o sujeito mais rock'n rool do Estado. Desta a língua do cara sobrou para um fã dos Ramones e para Ivete Sangalo. O show teve somente músicas do disco novo, entretanto foi o mais bacana da noite. E assim foram seguidos pelo Valentina, que fizeram um show para poucas pessoas, mas felizes pessoas. A noite acabava. No dia seguinte haveriam show de mais "big bands" além de Vó Delmira e Violins, bandas que eu queria conferir, mas infelizmente acabei não vendo. As razões já são outros quinhentos, talvez outro post.

1:08 PM | Pop'nRollStar |


Quinta-feira, Agosto 05, 2004

CINEFALCATRUA

Recebi um texto interessantíssimo semana passada, de uma matéria que saiu na Folha de São Paulo. Vou transcrevê-lo abaixo, e sugiro que dêem uma lida. Obrigado à Polli pelo texto. :)

Universidade federal em Vitória decreta "falcatrua" no cinema

DIEGO ASSIS
da Folha de S.Paulo

"Kill Bill Vol. 2", a aguardada continuação do novo filme de Quentin Tarantino, que só deve chegar ao Brasil em outubro, estreou em Vitória, capital do Espírito Santo, meses atrás. Engano? Decisão estratégica das distribuidoras? Que nada: pura falcatrua.

No momento em que os espectadores dos grandes centros urbanos formavam fila para assistir ao primeiro filme da série, um grupo de estudantes dos cursos de comunicação, artes e psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) decidiu por conta própria que não haveria motivos para esperar por tanto tempo a chegada do segundo "volume" à capital capixaba. Afinal, tão logo estreou nos cinemas dos EUA, milhares de cópias piratas da produção já circulavam na internet.

Com outros então futuros lançamentos, como "Efeito Borboleta" e "Encontros e Desencontros", todos baixados de serviços de trocas de arquivos na rede, a exibição reuniu 400 pessoas e foi um dos maiores sucessos de bilheteria do Cinefalcatrua. Ainda que os bilhetes sejam gratuitos.

De reuniões sem data e local definidos iniciadas em janeiro deste ano com o longa coreano "Old Boy" --sem data de estréia no país-- até os blockbusters do momento, incluído "Fahrenheit 11 de Setembro", exibido na última terça, o projeto conquistou a simpatia da universidade e se arvora atualmente sob a categoria de extensão universitária --prestação de serviços à comunidade.

Exibindo um filme diferente a cada terça-feira, o Cinefalcatrua ganhou um auditório fixo para as sessões, empresta material (telão, datashow, caixas de som etc.) da própria Ufes e trouxe até o pipoqueiro "oficial" do campus, o seu Davi, para fornecer as guloseimas indispensáveis para qualquer cinema que se preze.

Ainda assim, o cineclube não consegue se esquivar de um único porém: de acordo com a legislação nacional, o que faz é violação de direito autoral, sujeita a pena de dois a quatro anos de reclusão.

"Violar direito autoral é a mesma coisa que roubar um carro de alguém, com a diferença que a propriedade intelectual é um bem imaterial", alerta Carlos Alberto de Camargo, 49, diretor-executivo da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi).

"Assim que tomarmos conhecimento, vamos notificá-los e cobrar a responsabilidade de todos os envolvidos", afirma Camargo.

"Não estamos apenas passando filmes. Há um respaldo teórico por trás que puxa questões de como os modelos de direito autoral e propriedade intelectual são um entrave na democratização e circulação das informações na sociedade", defende Rodrigo Alves de Melo, 20, aluno de comunicação e um dos membros do coletivo.

Questionado se o que fazem é pirataria e se têm algum receio de sofrer retaliação legal, o estudante diz que "a pirataria é só um meio, não um fim", para discutir alternativas de distribuição na indústria do entretenimento, como o copyleft e a licença Creative Commons, encampada pelo próprio Ministério da Cultura.

"Não queremos furar o olho do Severiano Ribeiro [um dos maiores empresários de salas de cinema do país]. Apenas incentivar as pessoas a baixar filmes e fazer projeções coletivas. Pirataria? Chame como quiser."

Professor do departamento de comunicação da Ufes e orientador do Cinefalcatrua enquanto projeto de extensão universitária, Alexandre Curtiss confirma que "a Pró-Reitoria de Extensão aprovou o projeto e tem prometido todo o apoio possível". Em contrapartida, estaria exigindo a realização de um seminário sobre direitos autorais, pirataria, limites e usos da internet, com participação de representante do MinC.

"A universidade vê o projeto Falcatrua com, no mínimo, curiosidade. Quanto à legalidade, aí me parece que a coisa é mais tortuosa e mesmo no âmbito jurídico uma 'última palavra' não foi dita. Mesmo as velhas fitas VHS, quando usadas em salas de aula, também 'agridem' distribuidoras e produtoras", conclui Curtiss.

9:57 PM | Pop'nRollStar |



CINEDICAS

Aproveitando esta semana bem cinematográfica no blog, sugiro alguns filmes que não receberam descrições por aqui, mas que são ótimas dicas de vídeo e cinema para o fim de férias de alguns:

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças -> O Filme descreve um homem que decide entrar em um louco processo para apagar a namorada de suas memórias, após saber que ela se submeteu ao mesmo processo. Porém, à medida em que as lembranças da garota vão sendo apagadas de sua mente, ele descobre que a ama mais do que ele realmente imaginava. O Elenco conta com Jim Carrey, Kate Winslet, Kirsten Dunst e Elijah Wood. A ótima atuação de Carrey me faz pensar que é um desperdício utilizar o ator 80% do tempo apenas para filmes de comédia. Carrey também é um ótimo ator dramático, fato demonstrado em filmes como este e "O Show de Truman".

Peixe Grande -> O Filme mostra a história de Ed Bloom (interpretado por Albert Finney e Ewan McGregor), um homem doente e de uma certa idade, que gosta de contar histórias de sua juventude, sempre mesclando realidade e fantasia. Suas histórias fascinam as pessoas, com exceção do seu filho, que passa a se aproximar um pouco mais de seu pai à medida em que tenta desmistificar um pouco do passado do pai. Trata-se de um filme mágico, em que as belas histórias do passado de Ed Bloom, que se assemelham a famosos contos, são o grande mistério e também a grande chave do filme.

21 Gramas -> As vidas de 3 pessoas são definitivamente mudadas após um acidente. As histórias de Paul (Sean Penn), Jack (Benicio Del Toro) e Cristina (Naomi Watts) são relatadas de maneira desorganizada, como um quebra-cabeça que se ajeita com o decorrer do filme. Quando eles se cruzam, abre-se uma série de sentimentos de amor, ódio, vingaça e culpa. O nome do filme é retirado do fato de que Vinte e um gramas é o peso que uma pessoa perde no momento da sua morte.

LINKS

Novos links adicionados ao blog. Só para não perder a mania que tenho de adicionar incensantemente bandas e blogs nos links ao lado. Sugiro que confiram, se tiverem um tempo. Não se esqueçam dos links antigos, que contém blogs muito interessantes, como por exemplo O Mundo Grande, Baque Virado e outros mais já citados aqui anteriormente, como o Caros Amigos.

9:51 PM | Pop'nRollStar |


Segunda-feira, Agosto 02, 2004

FAHRENHEIT 9/11



Aproveitei-me de algumas horas vagas no fim-de-semana para assistir ao tão comentado filme "Fahrenheit 9/11", o novo documentário do polêmico roteirista e diretor Michael Moore, também famoso por outros documentários igualmente polêmicos, como "Tiros em Columbine" (2002). Vencedor do festival de Cannes deste ano, "Fahrenheit 9/11" ganhou notícia na mídia internacional por ser o segundo documentário na história a ganhar o prêmio principal deste festival. Além disso, fatores como a recusa da Disney em distribuir o longa-metragem serviram para repercutir ainda mais o filme.

Como qualquer figura polêmica que se preze, Moore é um sujeito bastante ovacionado, e também rigidamente criticado, especialmente pela maneira que conduz os seus filmes. Os principais críticos a seu respeito o acusam o de ser intensamente tendencioso e também anti-ético, sendo acusado de ridicularizar os envolvidos em sua obra. Entretanto, seu método de trabalho é bem-sucedido, e não há quem negue isso, tendo em vista o seu sucesso de crítica e público. E no seu próprio método está a explicação para a grande aceitação de suas obras. Michael consegue prender os espectadores no seu filme, e sim, diverti-los com seriedade.

Em "Fahrenheit 9/11", o objetivo de Moore é claro. Ele critica severamente a administração do atual presidente norte-americano George W. Bush, mostrando desde a sua conturbada e questionada eleição até mesmo as grandes gafes de sua administração, como o descuido com a segurança nacional meses antes do famoso atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, em New York. Moore aponta uma suposta manipulação do governo norte-americano com o seu povo, e a parcialidade da mídia local. Mais do que isso, ele mostra conturbadas ligações entre o atual presidente norte-americano e a família de Bin Laden, além de ironizar a Guerra do Iraque e enfatizar as suas terríveis conseqüências. Mais do que simplesmente acusar, o diretor sempre se acompanha de boas provas e testemunhas, e ainda que talvez tendencioso, ele sempre permite ao espectador momentos para se tirar auto-conclusões através dos fatos relatados.

Os momentos de deboche são muito bem ilustrados com uma trilha sonora escolhida a dedo, como por exemplo, quando ele mostra o presidente Bush se divertindo em momentos que exigiam uma grande responsabilidade, embalada por "Shinny Happy People" do R.E.M. E assim, o filme segue com o áudio caprichado até na hora do desfecho, via "Keep on Rocking in a Free World", de Neil Young. Por fim, o diretor leva seu público a uma série de questionamentos, e consegue desta forma, ser uma oposição a Bush muito mais eficiente do que o adversário democrata John Kerry sonharia em ser. E neste propósito, eu consideraria o filme um serviço de utilidade pública para norte-americanos. Filme indispensável para as pessoas que desejam participar das grandes rodas de discussões de política ou cinema neste ano. Assistir é tão importante que concordar ou discordar podem ser apenas meros detalhes.

2:09 AM | Pop'nRollStar |



PLAYLIST WINAMP

Valv - Middle English
Cartola - Pranto de Poeta
Secret Machines - Sad and Lonely
Elvis Presley - It's Now or Never
Wander Wildner - Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro
Ludov - Dois a Rodar
Lobão - A Vida é Doce
Dance of Days e Fernada Takai - Adeus Sofia
And You Know Us By the Name of Trail Of Dead - Another Morning Stoner
Kristin Hersh - Your Ghost
Eyes Adrift - Blind Me
Puget Sound - Life in the Countdow

2:05 AM | Pop'nRollStar |




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