Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
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Sexta-feira, Julho 30, 2004
FUTEBOL COLOMBIANO
Momento Futebolístico. Homenagem à saudosa seleção da Colômbia do início e meados dos anos 90, composta por dois dos jogadores mais folclóricos da história do futebol. O primeiro acima é o Alberto Valderrama, meio-campo famoso por sua vasta cabeleira, e que rodou times de toda a América, sempre chamando atenção por onde passa. O segundo é René Higuita, goleiro conhecido por sua ousadia e malabarismo em jogadas inesperadas, como a famosa defesa que o mesmo fez de costas, com a sola dos pés, em um jogo contra a Inglaterra. Vale lembrar também que seus malabarismos fizeram sua seleção ser eliminada da Copa de 90, quando o mesmo tentou driblar o atacante camaronês Roge Milla, em jogo pelas Oitavas de Final da mesma copa. È importante notar que além exímios jogadores, Higuita e Valderrama são dois belos exemplos de que já haviam "rostinhos bonitos" no futebol antes mesmo de um tal de David Beckham aparecer por aí.
Preparo-me para os maus ventos. Eterno aprendiz da vida, aprendi que a surpresa pode tornar a dor mais indigesta. Não entendas meus atos como pessimismo, mas sim como vacina da desilusão. Quero aceitar tais idéias, quando sinto o presságio do dílúvio bater à minha porta. Pois, desabrigado, eu me afogaria em meio ao inesperado.
A ameaça tempestiva despertou meus medos. Diante de alguns introdutivos pingos, senti perder o meu controle quando me dei conta da ameaça. Descobri mais uma vez a intensidade do seu poder sobre mim, por saber que poucas das suas palavras me levariam da glória à sarjeta. Descobri que ainda não estou pronto para aceitar que posso falhar com as pessoas, especialmente àquelas que mais prezo. E sobretudo, que o amor às pessoas é algo maravilhoso, mas que o seu excesso pode ser uma trincada faca de dois gumes.
Contemplo através das janelas o nublado conduzido pelo frio. Sinto saudades do céu límpido, até pouco tempo diante dos meus olhos. Me questiono as medidas necessárias para afastar o dilúvio. Para estar novamente mais perto de ti, por sua espontânea vontade e não por sua pena. Ou talvez, as atitudes que eu deveria tomar para não ser sempre o primeiro a falecer diante das tormentas, e não vestir mais essa carapuça de vítima que eu tanto desprezo. Sei da necessidade de conversões, não importa o preço a se pagar. Afinal de contas, todos nós sabemos que as dores sempre acarretam em mudanças.
Essa é para aqueles que pensam que o Raveonettes é o único grande lançamento dinamarquês dos últimos anos. Sugiro então que conheçam o quarteto Mew, formado por Johan Wohlert (Baixo), Bo Madsen (Guitarra), Silas Graae (Bateria) e Jonas Bjerre (Vocal), uma das bandas mais bacanas que eu escutei nos últimos tempos. O grupo das terras nórdicas foi formado em 1997, e através de um selo próprio, conhecido com Evil Office, eles lançaram dois discos independentes até serem contratados pela Sony Music, que lançou no ano passado o seu primeiro grande álbum, conhecido como Frengers.
A partir do lançamento de Frengers, o Mew passou a receber críticas bastante positivas da imprensa e ter uma boa receptividade na Europa e também no Japão. Aqui no Brasil, Frengers foi eleito o melhor álbum do ano pela London Burning, embora o álbum infelizmente não tenha sido lançado ainda no país. Sou um crítico natural dos famosos "hypes", mas no caso do Mew, considero os elogios bastante sensatos, uma vez que a banda é um prato cheio para aquelas pessoas que gostam de melancolia, peso e criatividade.
As melodias com boas doses de guitarra já se fazem presentes logo na primeira faixa do cd, a poética "Am I Wry?No". E assim eles seguem em faixas como a linda e cadenciada "She Spider", onde as explosões sonoras parecem aparecer na hora certa, e também na ótima "Symmetry". E assim, também podemos citar músicas como "Comforting Sounds", um épico de 8 minutos, cheio de variações. A banda sabe captar muito bem o experimentalismo climático feito pelo Sigur Rós, bem como a melancolia rockeira de grupos como Sunny Day Real Estate, Radiohead e Mogwai. Som para chorar com qualidade!
DANKO JONES
Depois de falar sobre o Datsuns há algum tempo atrás, agora é hora de citar uma outra banda que honra muito bem o tradicional hard-rock, sem abrir mão de influências como punk e blues, responsáveis por colocar qualquer rockeiro que se preze para dançar. Estou falando do Danko Jones, um power trio canadense, cujo o nome o banda referencia o próprio vocalista e líder do grupo, um maluco ex-atendente de sex shop. Assim sendo, as influências das letras do Danko Jones não poderiam ser outras que nao fossem suas aventuras sexuais.
Assim, o Danko Jones coloca uma roupagem pesada e dançante para suas letras calientes, cujo o resultado são músicas viciantes, que fariam a alegria de muitos barbudos de plantão, como "I Want You", "Forget My Name" e "Sound of Love". Aí na foto, temos a capa do cd "We Sweat Blood" lançado recentemente no Brasil, a continuação do debut da banda, chamado "Born a Lion", e lançado em 2002. Let's go, rock'n roll!
Para os mais desavisados em questão, o Acabou La Tequila é um supergrupo. Um supergrupo que até então estava fora de atividade. Típico caso daquelas bandas que já eram geniais, porém conhecidas por um número limitado de pessoas, mas que passam a ser mais ovacionadas e recebem um real valor apenas anos depois de encerrar as suas atividades, como o Pixies. E assim como o Pixies, o Acabou La Tequila está voltando, ou pelo menos tem feito alguns shows.
A banda lançou recentemente o segundo álbum "O Som da Moda", gravado e engavetado pela Abril Music em 99, e que só foi lançado agora pelo selo Ping Pong. O álbum segue a linha do trabalho anterior da banda, caracterizado por misturar tudo em pró do rock e do bom humor. E assim vê-se reggae, harcore, surfmusic, punk-rock e até o brega, onde no final das contas tudo soa pop como deveria. O grupo é montado por integrantes que se destacaram e hoje são figuras carimbadas na cena independente nacional, como o vocalista Renato (Canastra e Carne de Segunda), o baixista Donida (Dash e Matanza), o guitarrista Kassin (Produtor Músical e músico de apoio dos Los Hermanos), o baterista Leo Monteiro(Orquestra Imperial) e o outro baterista(sim, dois!) Nervoso, que já chegou a lançar um disco solo e se apresentou na última Bananada. Outro que teve sua passagem pelo grupo é Gabriel Thomaz, hoje vocalista do Autoramas.
O Acabou La Tequila, embora não tenha estourado, chegou a frequentar a parada da MTV em meados dos anos 90 com a música "Biscoito", um aperitivo para músicas que não param de sair da cabeça como "O fim", "Auto-Combustão" e "Rádio Jabá", cuja a letra rendeu alguns desentendimentos com a Abril Music. Mesmo com seus integrantes em diversos projetos, a expectativa é que o ACL ainda venha a lançar mais trabalhos. Nós agradecemos. E nos divertimos.
MANU CHAO
Oscar Tramor, um francês, filho de espanhóis. Ou simplesmente, Manu Chao, nome artístico de Oscar, um cara que realmente pode ser considerado "world music". Como poucos, Manu Chao tem uma vasta quilometragem planeta afora, e junto com ele uma grande absorção de culturas e sons por onde ele passa, fato que faz com que o seu trabalho seja realmente único. Mas antes de falar de Chao, voltemos ao começo.
Era início dos anos 90, quando Manu Chao fundou junto com seu primo o grupo Mano Negra, um grupo que conseguiu uma certa projeção internacional fora da Europa, lançando músicas como "Mala Vida" e que só não alcançou maiores feitos comerciais devido à anarquia e o pesado cunho político do grupo, temas que até hoje fazem presença nas letras de Chao. No meio da década, o grupo foi extinto, e o cantor resolveu peregrinar por lugares como a Àfrica e a América do Sul, continentes que serviram de influência para o seu primeiro álbum solo, conhecido como "Clandestino"(1998), onde o cantor começava a mostrar um pouco da sua interminável salada musical, que inclúi ritmos com reggae,salsa cubana, pop, flamenco, folk, rock e muito mais. E suas letras sempre davam enfoque a problemas do mundo moderno, como a globalização, as desigualdades sociais e as fragmentações ideológico/religiosas.
Sempre ativista político, Chao manteve essas características no seu segundo álbum, conhecido pelo titulo antiniilista "Proxima Estacion...Esperanza". Assim como o primeiro, o cantor conseguiu uma vendagem razoável de seu trabalho. Admirador da arte e livre das pressões do mercado(segundo o mesmo), o leque deste ativo e criativo sujeito parece ainda ter muito a render.
Creio que não seja novidade para nenhum leitor deste blog que a segunda edição cinematográfica do filme do Homem-Aranha é uma das maiores bilheterias do ano. Mas não é por esta razão que hoje venho aprofundar assunto no herói aracnídeo. Bem, talvez seja... mas isso não importaria quando estamos tratando também de um dos maiores fenômenos da história dos quadrinhos.
Eu costumava a ler muitos quadrinhos quando mais novo. Não apenas os tradicionais da Turma da Mônica (qualquer criança brasileira nascida antes de 1990 lia isto, e nem ousem negar.), mas também quadrinhos de super-heróis, especialmente os da Marvel e D.C. Comics. Naquela época eu tinha mais tempo disponível, e talvez, mais paciência para gastar algumas horas semanais com este tipo de leitura. Dentre os quadrinhos que eu lia, os do Spiderman sempre foram os meus favoritos.
Depois de alguns anos, passei a constatar que Spiderman não era apenas o meu personagem favorito, mas também de o de muitas outras pessoas. Possivelmente porque muitos se identificavam mais com o Homem-Aranha do que com qualquer outro personagem. E se fizermos uma análise deste personagem, não é difícil chegar a uma explicação. O Spiderman é sem sombra de dúvidas, o mais humano de todos os super-heróis.
Sem mesmo ter lido os gibis do herói aracnídeo ou pelo menos ter assistido a alguns dos episódios em desenho do herói na TV, já podemos ter alguma base do caráter demasiadamente humano do herói pelo primeiro filme (digo pois não assisti ao segundo). Peter Parker, ou o Homem-Aranha, é a alegria de qualquer psicólogo. Inseguro e cheio de dúvidas, ele passa longe de ter a segurança e a firmeza da maioria dos heróis. Ele constantemente se questiona se o fato de ser o Homem-Aranha traz realmente benefícios para ele ou é aquilo que ele realmente quis. Quantas vezes já nos pegamos em situações de dúvida e insegurança? Vale lembrar que sua decisão em se tornar herói partiu do arrependimento em deixar o seu avô morrer, sem que pudesse ter feito algo para impedir. Arrependimento, hã?
Como muitos, Peter também tem sérios problemas de relacionamento, e também familiares. Cuida da sua casa e da sua avó, sofrendo alguns apertos e tomando grandes esporros do seu chefe na condição de fotógrafo mediano em New York. O playboy do Batman certamente não se preocupa em pagar as contas no final do mês. Além disso, inconstante é o relacionamento de Peter Parker com Mary Jane (ok, me perdoem o pessoal dos quadrinhos, o exemplo está meio atrasado), sua espécie de namorada-mulher. Muitas brigas, idas e vinda, crises conjugais pelo fato de Peter não ter tempo para ela por cuidar demasiadamente do aranha. Será que o Wolwerine tem crises conjugais? E por fim, citamos a característica mais humana do nosso querido Spiderman. Não importa o que ele faça, no final ele sempre se fode. Vai salvar o mundo e acaba dançando na família, nas mulheres e tudo mais. O pior, não é reconhecido pelo o seu trabalho. Alguns já se identificaram, garanto. Assim sendo, fica mais fácil entender porquê o herói mais "loser" de todos sempre foi sucesso garantido. Lembremos: ele é loser, mas nunca perde a ironia. Sujeito legal esse rapaz. Talvez por isso eu sempre simpatizei com ele.
Sim, ele, o tão querido instrumento responsável por manter o meu emprego e por também por permitir que eu mantenha contato com muitos dos meus amigos. Na classificação dos meus bens materiais, eu diria que ele tem uma colocação de topo. Indispensável. Pois é, e não é que ele, o maldito, me deu uma dor de cabeça essa semana? Passei uns sustos com este computador. Mas no final das contas, muitas persistências, formatações, anti-virus e fuça-gabinete, agora ele está nos trinques. Pelo menos eu espero.
WINAMP
JJ72 - Oxygen
Lemonheads - It's About Time
Radiohead - Where I End and You Begin
Radiohead - Wolf at the Door
Led Zeppelin - Rock'n Rool
Dead Fish - Noite
Cachorro Grande - As Próximas Horas Serão Muito Boas
Weezer - Say it ain't So
Mew - Comforting Sounds
Manic Street Preachers - Ocean Spray
Kiss - Detroit Rock City
Joy Division - Heart and Soul
Mudhoney - Blinding Sun
e.... The Thrills - Old Friends, New Lovers. Obviamente, há razões para essa música ter destaque especial na minha lista semanal. Por que será né? =D
A Monstro Discos resolveu organizar um mini-festival em julho. Dois dias de shows no Martim Cererê. No primeiro dia, o público não era efetivamente grande, mas poderia ser considerado bastante bom para julho, onde muitos viajam de férias. E a eclética noite começou com o metal do Secret of Abysm, acompanhado por poucos, e seguiu-se com o Flores Indecentes, que teve sua apresentação prejudicada por uma deficitária regulagem do som. De qualquer maneira, a banda tentou mostrar um pouco do som que apresentaria no mesmo fim de semana no Porão de Rock, em Brasília. O ponto forte da banda é o vocal firme da Èrika (ex-Fantasma de Agnes) e o entrosamento dos demais integrantes. Na seqüência, foi a vez do Valentina fazer o melhor show de bandas locais da noite. Foi a melhor apresentação da banda desde a saída do guitarrista Hugo. Interação com público, o vocalista Feoli mandando bem como frontman e o guitarrista Ângelo melhorando a olhos vistos. Depois de uma baixa que infelizmente influenciou no som, agora a banda parece se readaptar bem nesta nova formação.
Os brasilenses do Cadabra vieram como quarta banda. Som pesado, com algumas influências de psicodelia e stoner rock. O vocal era um pouco cansativo, apesar da simpatia do vocalista. E assim, duas clássicas bandas locais vieram fazer os shows seguintes. Resistentes e Mechanics. A primeira mostra um som moldado no punk rock, e a segunda viria apresentar as músicas do novo cd da banda, sem desprezar as pauleras antigas da turma de Márcio Jr. E para fechar a noite, os aguardadíssimos gaúchos do Cachorro Grande, conhecidos por apresentações e históricas. A banda, que também viria a tocar no Porão do Rock no mesmo fim de semana, escreveu mais um capítulo na sua série de apresentações antológicas. Quem viu não vai esquecer. Provavelmente uma das melhores apresentações do ano em terras goianienses, senão a melhor. O público ensandecido surfava, se expremia e cantava a maioria das canções do agora quinteto. Houve até garota "pagando peitinho", mesmo que sem intenção. Acho que ela, melhor que ninguém, não vai esquecer da noite tão cedo. Já o Cachorro mandou a metade de sua apresentação com músicas do segundo cd, intitulado "As Próximas Horas Serão Muito Boas", e assim músicas como a faixa-título, "Hey Amigo" e "Que Locura" agradaram geral. Na segunda metade do show, vieram as músicas do cd antigo como "Cleptomaníaca de Corações", "Sexperienced" e "Debaixo do Chapéu". A banda até fez uma sessão jazz-blues de quase 15 minutos, provando o domínio dos integrantes com seus respectivos instrumentos. Para fechar a noite em gala, "Charlotte Grapewine" cantada pela banda com Fabrício Nobre. Quem não viajou e ficou no tédio da cidade, certamente foi muito bem recompensado.
Sábado, 17 de julho.
O segundo dia do Festival Antimúsica começou com uma das revelações locais do ano, os Computers, que apresentaram um ótimo show para os que já tinham chegado ao Martim Cererê. A banda se apresenta cada vez mais à vontade, e a boa influência de guitar bands é cada vez mais nítida. Será um vacilo se eles não tiverem sua vaga garantida no próximo Goiânia Noise. E a noite continuou com Playground, Eletrovolts e Necropsy Room , bandas das quais este blogueiro pouco assistiu, afinal, era hora de papear com os amigos. Mas detalhes à parte, o Eletrovolts já conhecido por muitos que os assistiram na bananada, com um som mais pegada, e o Necropsy Room já tem caras conhecidas no death metal goiano.
Como quinto show do noite, os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju fizeram o esperado. Repetiram o ótimo show da bananada, com aquele ska swingado de diversas referências. Paradinhas caprichadas no naipe de metais e até mesmo cantigas infantis foram suficiente para que muitos pudessem dançar à vontade. E foram seguidos pelo Hang the Superstars, cuja a irreverência do vocalista Maurício e rock toscamente cool fazem deles um show à parte, obrigatório para os fãs de bandas como o Cramps. E para fechar a noite, os Nancyta e os Grazzers, liderados por Nancy Viegas, ex-vocalista do Crac!, antigo grupo de rock feminino bahiano. Os Nancytas e os Grazzers foram uma surpresa a parte e mostraram-se uma banda de palco. Com um som que lembra outras bandas nordestinas de peso, como CNSZ e Sheik Tosado, aliado ao hard rock e ao hardcore, a banda bahiana pertados como "Remember" e "Nova", além de covers de Kiss e Motörhead. Não havia maneira melhor para se fechar a semana do rock.
Por que me importo tanto com você? Não deveria continuar a cometer enganos antes tantas vezes cometidos. A expectativa é sim, o aquecimento para a decepção. E talvez essa seja a fonte da cura, embora eu saiba e tema que um certo masoquismo me levará novamente às murmúrias.
Não há nada que irá explicar o quão estranho é o fato de que eu ainda não fugi deste despenhadeiro. E talvez a penumbra seja o melhor esconderijo para, quando mais um vez, eu sentir faltar de reciprocidade no carinho que em vão te dei. Eu sei que não devo esperar isso de ti, mas sabes que a racionalidade nem sempre é forte o suficiente para contornar a tão insana emoção.
Não te preocupes. Jamais te culpei pela minha falta de solidez. Talvez se eu te machucasse, como tantos por aí te fazem, eu fosse um pouco mais querido. Entretanto, eu sigo criando a minha auto-discórdia, quando na minha minha falta de orgulho, não consigo me tornar suficientemente insensível com as pessoas. E assim, hei de lamentar diantes de conscientes e doloridos erros.
Confirmados: Kraftwerk, Ian McCulloch.
Em Boatos: Le Tigre, Libertines, Belle and Sebastian.
E por fim, façamos ressalva ao ótimo Goiânia Noise, que deve prometer em seu 10º aniversário, e ao Tim Festival, que esse ano ocorre em São Paulo. Entretanto, a grandes atrações do semestre devem ser as vindas de Strokes e Yeah Yeah Yeahs para 2 shows no país. Não há datas liberadas ainda, mas segundo fontes, a assessoria de impressa das bandas diz que os shows vão ocorrer. É esperar! Na foto, os Yeah Yeah Yeahs e sua Karen O, considerados uma banda explosiva no palco.
DIA DO ROCK
Como muito se falou por aí, estamos na semana do rock, já que o dia mundial do rock foi no dia 13 de julho, nesta última Terça-Feira. Em seu dia, o rock recebeu algumas "homenagens de grego" em muitos canais de TV. Na minha homenagem, passei a maior parte do dia ouvindo João Gilberto. Afinal de contas, o que seria mais rock'n roll do que o desrespeito e a contradição? E João Gilberto é bom e pronto. Quanto ao lance de "Dia do Rock", acho isto uma grande bobagem. O bom e velho rock é lembrado por este caro blogueiro todos os dias, então dia 13 foi apenas mais um dia qualquer para se ouvir rock (tudo bem, confesso que além do João Gilberto não resisti em ouvir um Led Zeppelin..). De qualquer maneira, vou aproveitar o gancho do assunto para fazer uma mini-enquete por aqui. Na opinião de vocês, quem é a figura que melhor representa o rock'n roll nos dias de hoje? Seria o Iggy Pop? Lobão? Fabrício Nobre? Liam Gallagher? Keith Richards? Marylin Manson? Thom Yorke? Quem?
Comunico aqui como um desabafo, que hoje, dia 15 de julho de 2004, eu fui covardemente agredido por um boçal conhecido por Chorão. Aí acima temos uma foto que comprova o momento da agressão. Exijo agora meu espaço nas grandes lista de discussões internet afora.
Obs: Prometi fazer apenas um post por vez, mas o vício em voltar ao velho esquema de 2 posts foi um pouco maior. De qualquer maneira, ainda penso um pouco sobre o assunto.
No texto sobre o CENTRO da minha cidade, postado há alguns dias atrás, eu cometi duas gafes das quais gostaria de corrigir agora. A primeira delas foi me esquecer de citar a Hocus Pocus, uma loja de quadrinhos, revistas, discos, camisetas e cultura de rua. È um famoso ponto de encontro de punks, roqueiros, amantes dos quadrinhos e pessoas do underground. A outra gafe foi deixar de citar a Esfiha Quente, uma das mais antigas e interessantes lanchonetes da cidade. À primeira vista, parece mais uma lanchonete comum...isto até que se prove as esfihas da casa. Conheço gente que passa por lá e sai com uma caixa de isopor repleta de esfihas. Experimentem!
PRÉ-CONCEITO
Vou tratar sobre um assunto da qual eu já falei diversas vezes por aqui. Entretanto, como sou um grande adepto da prática da insistência, não vejo problemas em repetir alguns pensamentos circulares. O assunto em questão são os famosos pré-conceitos, ou conceitos que as pessoas já têm previamente estabelecidos sobre algo. Refiro-me a exemplos do meio musical, onde certas pessoas já têm uma imagem estabelecidas de uma banda, sem ouvir devidamente o seu trabalho. Ou quando as pessoas adotam um conceito sobre uma banda ou artista por ser um conceito comum da maioria das pessoas.
Exemplificando o que eu disse acima, cito algumas situações que eu presenciei a respeito dos Los Hermanos. Sou um grande admirador do trabalho desta banda, desde os tempos em que eles eram apenas uma banda balada da cena carioca e que tinha acabado de fazer um show marcante, ainda como banda independente, no Abril Pro Rock. Contrato assinado com Abril Music, os caras algum tempo depois lançaram seu primeiro álbum, intitulado "Los Hermanos". Eu, na condição de fã do trabalho do grupo, fui esculhambado e criticado por muitas pessoas, que na época repudiavam o grupo pelo sucesso de "Anna Julia". Convém lembrar que poucas chegaram a ouvir completamente o bom álbum da banda. Posteriormente, os caras lançaram mais um álbum, o "Bloco do Eu Sozinho", que na minha opinião é o melhor álbum nacional dos últimos 25 anos. Ainda nos primeiros meses de divulgação do álbum, muitas pessoas continuavam a me repudiar por gostar de Los Hermanos. Entretanto...paulatinamente os Hermanos passaram a se tornar queridinhos da crítica e de muitos alternativos, chegando ao ponto de se transformarem em um grande fenômeno indie nacional. Eis que, boa parte das mesmas pessoas que me criticavam por gostar da banda passaram a ser tornar fãs assíduos do quarteto carioca. E o mais impressionante é que algumas delas passaram a elogiar não apenas o aclamado segundo álbum, mas também o primeiro álbum, anteriormente tão criticado por abrigar um hit radiofônico.
Hoje, o exemplo em questão é o trio australiano conhecido Silverchair. As pessoas mais próximas de mim sabem que eu tenho uma verdadeira devoção pelo trabalho do líder Daniel Johns, na minha opinião um dos melhores compositores da atualidade. Talento constatado em álbuns como Neon Balroom, e principalmente, Diorama, o quarto e último trabalho da banda. Trata-se de um álbum belo, com arranjos inovadores, orquestrados em cima(produzidos por Johns e Van Dyke Paks, que trabalhou com Beach Boys), vocal limpo e melodias emocionantes. E obviamente, seguindo a lógica do pré-conceito, ostentado por aqueles que ainda acham que a banda é ainda mais uma mera imitação de Pearl Jam, às vezes recebo algumas críticas por dizer que o Diorama é um álbum injustiçado. Mas não vou perder tempo defendendo este argumento mais uma vez. Encontrei um texto perfeito para expressar a minha opinião sobre a banda e sobre os pré-conceitos de uma maneira geral. Trata-se de um texto escrito por André Graciotti para o site do Outernative. Sugiro que leiam o texto.
A partir de agora, vou tentar evitar de lançar mais de um post por vez a cada vez em que eu for postar neste blog. As razões são óbvias. Basta uma leve olhada no histórico dos últimos posts para se tirar algumas conclusões.
A infância e a adolescência (talvez até a fase adulta) de alguns possivelmente foi marcada pela novelinha mexicana infantil Carrossel, que há anos atrás passava no SBT e era um verdadeiro fenômeno nacional. Dentre os personagens da novela, uma das mais famosas era a patricinha-esnobe conhecida como Maria Joaquinha, a primeira da esquerda para a direita dada foto abaixo:
O mais impressionante, porém, é perceber como anda hoje a atriz que fazia a Maria Joaquinha:
Depois das fotos acima, já estou procurando uma vaga no Asilo mais próximo de casa. Sabe como é, se for muito longe, o reumatismo não vai me deixar caminhar para visitar a família. E eu posso esquecer o caminho de casa, coisas da idade. Outros interessados em conseguir uma vaga no asilo, favor me procurar.
*Obrigado à Daiana por me acordar sobre a minha velhice!
Já que eu raramente falei sobre crenças neste blog, venho agora falar um pouco sobre a minha religião e sua doutrina. Sou um adepto do Garfieldanismo, uma religião fundada pelos simpatizantes de um dos gatos mais famosos de todos os tempos, o Garfield. O que para alguns é apenas um desenho animado, para mim é filosofia de vida. Adaptando os pensamentos do mestre Garfield, temos então 5 mandamentos básicos, que devem ser seguidos à risca:
1º - Nunca recusarás oportunidade de comer boa comida, especialmente lasanha e doces.
2º - Respeitais a hora do sono. Dormir é um momento sagrado no Garfieldanismo, e seu ato só pode ser interrompido por motivos emergenciais.
3º - Segunda-feira é dia de luto. Um garfieldiano nunca sorri numa segunda-feira.
4º - Zoe com o tonto mais próximo de ti. Não precisa ser necessariamente um cachorro, mas babões em geral devem ser sempre esculhambados.
5º - Movimente-se o mínimo possível. Garfieldianos são filósofos contemporâneos e não trabalhadores braçais. E como filósofos entendemos que a preguiça têm conexão com a sabedoria.
WINAMP
PJ Harvey - Naked Cousin
Johnny Cash - Desperado
Eagles of Death Metal - I Only Want You
Walwerdes - Classe Média Baixa Records
Pato Fu - Ninguém
Fun Loving Criminals - Scobby Snacks
Jesus and Mary Chain - Far Gone and Out
Hives - Walk, Idiot, Walk
Bush - Warm Machine
Danko Jones - I Want You
Cachorro Grande - Cleptomaníaca de Corações
Tom Waits - Time
Senses Fail - Bloody Romance
Mais do que um simples bairro, a região central de cada cidade pode ser considerada um bom reflexo de sua história, especialmente em se tratando das cidades metropolitanas. Desde os primórdios, os antigos bairros centrais se fazem presentes nas cidades, onde sempre foram redutos de comércio, boemia, manifestações políticas, arquitetura e acumulação popular. Dada a última condição, podemos dizer que o centro representa como poucos bairros, a real face da população de cada cidade, onde os mais diferentes tipos de pessoas, independente de raça, classe social, credo ou categoria circulam dia-a-dia por suas ruas. Nesta capital, a importância do centro faz-se ainda mais presente, devido ao fato de que a cidade surgiu a partir do centro e se expandiu. Expandiu tanto que hoje têm por volta de 1 milhão e meio de habitantes. Vale lembrar que a cidade foi projetada para 50 mil habitantes inicialmente.
Enquanto por aqui eu vivi, sempre morei no centro. Tenho um certo conhecimento sobre algumas artimanhas, vantagens e desvantagens deste bairro, da qual eu particularmente acho interessante de se morar, apesar dos pesares. Sim, o centro também tem os seus pesares. È um bairro barulhento, algumas vezes sujo e um pouco violento também. Entretanto, o bairro têm encantos de animar muitos saudosistas. A começar pela facilidade de transporte, afinal de contas, todos os caminhos sempre levam ao centro, e assim sendo, você sempre há de chegar no centro com um ônibus apenas, não importando em que lugar da cidade você esteja.
E o que dizer do comércio central? Nos dias de hoje, onde os apertos financeiros atingem à quase todos, uma sessão de compras nos mercados populares garantem sempre uma boa economia de dinheiro. Além disso, certas lojas antigas do centro têm um charme que os shopping centers ainda não alcançaram, apesar da comodidade. Provavelmente você terá boas chances de encontrar o que quer no centro. A variedade é impressionante: materiais escolares, calçados, roupas, instrumentos musicais, lanchonetes, supermercados, teatros, boutiques, ópticas, órgãos públicos, bancos e assim por diante. Poucos são os lugares em que se come um pastel tão gostoso quanto o pastel que é feito há mais de 50 anos no Mercado Central. Faço também um destaque especial aos famosos sebos, ou lojas de livros e discos usados, presentes aos montes pelo centro desta cidade. Aonde mais você encontraria um disco das norueguesas do Tuesdays ou um vinil do "Bleach", do Nirvana? Diz a lenda, que álbuns raros do David Bowie e gravações ao vivo dos Mutantes já foram vistos pelos sebos. Arriscam conferir? Um certo guia da rua 4 lhe receberá de portas abertas.
Um copo de café. A base da disposição não disposta a abandonar a comodidade do seu leito. Uma série de pensamentos novos surgem no início da manhã, e ele segue com o vento batendo em seu rosto, rumo a executar sua uma série de atividades que nunca lhe agradaram, mas que sempre o mantiveram em sobrevivência.
Sua vida aparentemente andava bem, apesar de um certo descuido com sua saúde. Fisicamente ele sempre esteve ali, mas sua mente nunca ali esteve. Seus pensamentos voavam tão longe que sempre resultavam em quedas bruscas. E com a esperança da espera ele sempre se levantava. Durante o decorrer do dia, sua face racional o dominava, e o fazia se portar de forma fria e objetiva, um bom reflexo de uma máquina. Seus pensamentos novos da manhã se convergiam para preocupações do resto do dia, nas quais ele enfrentava com segurança.
A mais interessante face de sua metamorfose se apresentava à noite. Seus pensamentos tornavam-se melancólicos, e sua segurança do restante do dia mostrava-se insegura. Seus sonhos do início do dia pareciam distantes e o sujeito antes frio agora se sentia carente. Acuado, ele se escondia do luar que o intimidava, atrás das paredes que o protegiam. Na sua prisão não havia atividades, fossem elas do seu agrado ou não.
O pesar dos olhos dava sinal de que todo esse ciclo deveria se completar. Desgastado, ele pensava mais uma vez na maneira de se livrar do ciclo diário que já o retorcia por demais. Mas ainda não havia chegado a hora. Sua solução teria de aguardar um pouco mais. Um suspiro. Olhos cerrados.
Tenho uma boa dica para os Governos Federal e Estadual do Rio de Janeiro acabarem com o tráfego e a violência que imperam na capital carioca. Ela baseia-se no fato de que durante as duas horas em que o Flamengo joga semanalmente no Rio, a cidade torna-se pacífica, uma vez que toda a massa criminal se encontra no estádio Maracanã. Sendo assim, a solução que proponho é: marquem jogos do Flamengo todos os dias! Será um ato de grande utilidade pública. Primeiro porquê os traficantes e bandidos não estarão na rua, e sim nos estádios. Segundo, pelo fato de que esta é uma ótima oportunidade da polícia carioca realizar a maior prisão em massa da sua história. Terceiro, porque nos divertiremos todo dia em ver o Flamengo passar vexames como o que passou diante do Santo André. Que exército, que nada!
* Embaladíssimo pelo teorema da auto-exclusão e pelo belíssimo cd "So Tonight That I Might See", do Mazzy Star, inicio o post com a letra da primeira e melhor faixa do disco, intitulada "Fade Into You". Eles já foram citados anteriormente aqui neste blog, porém o infelizmente extinto Mazzy Star nunca cansa. Poucas vozes no meio musical são tão envolventes como a da vocalista Hope Sandoval.
Mazzy Star - Fade Into You I want to hold the hand inside you
I want to take a breath that's true
I look to you and I see nothing
I look to you to see the truth
You live your life
You go in shadows
You'll come apart and you'll go black
Some kind of night into your darkness
Colors your eyes with what's not there.
Fade into you
Strange you never knew
Fade into you
I think it's strange you never knew
A stranger's light comes on slowly
A stranger's heart without a home
You put your hands into your head
And then smiles cover your heart
Fade into you
Strange you never knew
Fade into you
I think it's strange you never knew
Fade into you
Strange you never knew
Fade into you
I think it's strange you never knew
I think it's strange you never knew.
*Na edição deste ano do Glastonburry Festival, um dos mais tradicionais festivais de rock da Europa, muito se falou a respeito do Muse, que eu considero particularmente a melhor banda britânica da atualidade (antes que os fãs do Radiohead apareçam na frente da minha casa armados até os dentes, digo que não estou considerando o Radiohead nesta afirmação, afinal de contas, a obra de Thom Yorke e companhia são um caso à parte, impossíveis de serem completamente compreendidas por um ser humano primórdio do início deste século). O Muse, com sua melancolia explosiva, foi considerado o melhor show do festival pelos ali presentes. Entretanto o grande show frustou-se por uma triste notícia. O pai do baterista Dominic Howard, faleceu ali no próprio local do festival, logo após a apresentação do trio. Cancelados os próximos shows agendados da turnê dos caras, o PC torce bastante para que o trauma seja superado assim que possível.
*Assistam se puderem, o vídeo de "9th Floor", dos gaúchos do Superphones. O vídeo mostra que cada vez mais há vídeos de qualidade saindo da cena independente. Muito bem produzido. Confiram www.superphones.com.br.
*Fim-de-semana prometendo bastante nesta capital. Hoje, num raro momento de tempo livre após tantos meses decidi aproveitar o dia. Após jogar boliche, fui conferir o show do Lobão na Praça Universitária. Como não poderia deixar de ser, o cara mais polêmico e direto do rock nacional mostrou seu Universo Paralelo fez um grande show, com direito à faixas àcidas como "Samba Da Caixa Preta" e "Para o Mano Caetano", cuja a letra aparece um pouco abaixo. Revolucionário e agitador independente, o velho Lobo também manda muito bem ao vivo. Para amanhã, boas ofertas não faltam: Dead Fish para os fãs de hardcore, Marcelo Nova para quem gosta do rock oitentão nacional, Sapatos Bicolores para quem quer conferir o rock-jovemguarda dos brasilienses e Nação Zumbi para aqueles que como eu, são fãs da guitarra afiada de Lúcio Maia e da percussão arrebatadora do grupo. Sábado então, é dia de Violins e Valentina no Martim Cererê, no projeto Agepel. Para fechar o post então, a letra de "Para o Mano Caetano", mais um dos grandes cuspes de lobão.
Lobão - Para o Mano Caetano O que fazer do ouro-de-tolo
Quando um doce bardo brada à toda a brida,
Em velas pandas, suas esquisitas rimas?
Geografia de verdades, Guanabaras postiças
Saudades banguelas, tropicais preguiças?
boca cheia de dentes
De um implacável sorriso
Morre a cada instante
Que devora a voz do morto, e com isso,
Ressuscita vampira, sem o menor aviso
A voz do morto que não presta depoimento
Perpetua seu silêncio de esquecimento
Na lápide pós-moderna do eterno desalento:
E é o Raul, é o Jackson, é o povo brasileiro
É o hip hop, a entropia, entropicália do pandeiro
Do passado e do futuro, sem presente nem dever
o puteiro que os canalhas
Não conseguem habitar, mas cafetinam
É a beleza do veludo
Que o sub-mundo tem pra dar, mas os canalhas subestimam
E regurgitando territórios-corrimões
De um rebolado agonizante
Resta o glamour fim-de-festa-ACM
Império do Medo carnavalizante
Será que a hora é esta?
A boca cheia de dentes vaticina:
Não pros mano, não pras mina
Sim pro meu umbigo, meu abrigo
Minhas tetas profanadas
Santo Amaro doce amaro, vacas purificadas
Amaro bárbaro, Dândi-dendê
Minhas narinas ao relento
Cumulando de bundões que, por anos acalento
Estes sim, um monte de zé-mané
Que sob minha égide se transformam em gênios
Sem quê nem porquê
Sobrancelho Victor Mature
Delineando barravento
Eu, americano? Não, baiano
Quem puder que me desnature
Soy lobo por ti Hollywood
Sob o sol de Copacabana
E eu, soy lobo-bolo? lobo-bolo,
Tipo, pra rimar com ouro-de-tolo?
Oh, Narciso, peixe ornamental!
Tease me, tease me outra vez
Ou em banto baiano
Ou em português de Portugal
Se quiser, até mesmo em americano
De Natal
Isso é língua!
Língua é festa!
Que um involuntário da fátria
Com certeza me empresta
Numa canção de exílio manifesta
Aquele banzo baiano,
Meu amado Caetano
Me ensinando a falar inglês
London, London
E verdades, que eu, Lobón contesto
Como empolgado aprendiz
Enviando essa aresta
A quem tanto me disse e diz:
Amado Caetano: Chega de verdade
Viva alguns enganos
Viva o samba, meio troncho,
Meio já cambaleando
A bossa já não é tão nova
Como pensam os americanos
A tropicália será sempre o nosso
Sargeant Peppers pós-baiano
O Roque errou, você sabe,
Digo isso sem engano
E eu sei que vou te amar, seja lá como for, portanto
Um beijo no seu lado super bacana
Uma borracha no dark side-macbeth-ACM, por enquanto
Ah! já ia me esquecendo! lembranças do ariano
Lupicínias saudações aqui do mano,
Esta bala perdida que te fala, rapá!
Te amo, te amo!