Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
chowes@bol.com.br
ICQ => 34383293
Segunda-feira, Maio 31, 2004
Aí está ela! Atraente, ela toma conta dos meus pensamentos durante boa parte do dia.Nossos encontros, durante a madrugada, infelizmente tem sido cada vez mais curtos, devido à minha falta de tempo. Entretanto, não nos desgrudamos quando estamos juntos. Ela me toma por tanto, que perco todo o meu consciente quando estou abraçado a ela.Chego a sonhar quando posso sentí-la por muito tempo. Se passamos pouco tempo juntos, não consigo desenvolver a mais simples das atividades durante o resto do meu dia. Se pudesse, passaria mais e mais horas junto de você.
Há tempos não falo de cinema por aqui, hein? Vou ser breve, mas não vou perder o costume. A indicação da vez é a comédia nacional "Viva-Voz", dirigido por Paulo Morelli e estrelado por Dan Stulbach, Betty Gofman e Vivianne Pasmanter. O filme é engraçadíssimo. Juro que não ria tanto assim com um filme nacional desde o "Auto da Compadecida", dirigido por Guel Arraes. Dan Stulbach está brilhante no seu papel, e a história conduz os personagens paralelamente de forma que todos eles se encontram de maneira interessante em seu desfecho. Não vou detalhar o filme. Assistam.
DEMOCRACIA
Ocorreu nesta última sexta-feira mais uma edição do Democracia, organizado por Daniel Drehmer, e que contou com 9 shows de bandas locais(ok, o downers é de Brasília), das quais 4 bandas estão sendo agora conhecidas na cena:
Esuna: Os caras pareciam um pouco nervosos, apesar de mostrarem algumas boas influências sonoras. O som da banda parece ser destinado ao público-alvo do Violins, devido a algumas semelhanças existentes entre o Esuna e esta banda. Claro que os garotos ainda vão ter de trabalhar mais o som e adquirir uma certa personalidade para chegar no patamar de um Violins. No geral foi difícil se ter uma idéia a respeito deles, pois o show da banda foi bastante curto. Além disso, um pouco do tempo reduzido do show foi preenchido com covers de Radiohead e Smashing Pumpkins. Todas as bandas que se apresentaram neste dia parecem ter acertado bem, pelo menos na escolha de seus covers.
Flying Beans: O que dizer de uma banda que já nasceu sucesso? Se depender dos amigos dos integrantes, que compraram boa parte dos ingressos vendidos para o democracia, o Flying Beans não terá muitas dificuldades para decolar na cena local. Popularidade à parte, a banda, assim como o Móveis Coloniais de Acaju, preenche o palco com vários integrantes. São oito no total. Seu tempo de show infelizmente também não foi grande, mas conseguiu-se perceber músicos que se destacavam individualmente, como o baterista do grupo. O som da banda é bacana, daquele tipo que ainda vai grudar na cabeça de muita gente.
Setembro?Aurora? Sei lá: A terceira banda da noite, cujo o nome é uma incógnita, fez a alegria de quem gosta de bandas como The Used , Thursday e Glassjaw. O som é emocore até o osso, e como uma boa banda do gênero, o show desta foi marcado por guitarras com peso paulatinado e vocal angustiado, caracterizando uma sonoridade que poucas ou nenhuma banda local até então tinha feito. Nesta caso, os caras são muito bem-vindos na cena. E se depender de pose, o caro colega Hugo Cinfuegos, que cuida dos vocais, se garante. Destaque para a antepenúltima música do show, também cujo o nome nem mesmo os integrantes da banda pareciam fazer idéia.
Downers: Definitivamente, a melhor banda inédita da noite. Os caras apresentam um caldeirão de sons cujo a base é o britpop, e os demais ingredientes são feitos de outros estilos como folk, blues e rock'n rool. Mostraram uma série de boas músicas e mandaram um cover bacanda de Stone Roses. Destaque para a lindíssima música "Eh Puto", que tem belos arranjos.
As demais bandas que tocaram nesta noite foram: Computers, The Zeroes, Valetina, Barfly e NEM. Faço um destaque especial para os Computers, que melhoram a olhos vistos a cada apresentação. A entrada da nova guitarrista Lydia mudou positivamente o som da banda, que tem arranjos ainda melhores e uma presença de palco cada vez mais marcante. Ressalto mais uma vez que o vocal rouco do vocalista e linha de riffs da banda se encaixam muito bem. Quanto aos Zeroes, infelizmente não consegui assistir à toda a apresentação, mas como eu disse na bananada, eles seguem como o Computers, evoluindo a cada apresentação. Já o Valentina me preocupa um pouco. A saída de um dos guitarristas resultou em uma certa perca no potencial sonoro da banda. Em algumas faixas, o vocalista Rodrigo Feoli toca guitarra, o que o impede de desenvolver suas famosas gesticulações no palco, um dos pontos fortes da banda. Ainda assim, a banda tem bons momentos, como em "Lá". Na seqüência, veio o pessoal do Barfly, que fez um show para poucas pessoas, em clima de Jam. Sorte dos que ali estavam, pois a banda sentiu-se bem à vontade para mandar músicas novas, músicas do álbum "Days Should Make You Smile" e uma cover de Manic Street Preachers. Como sou suspeito para falar do Manic, então fico satisfeito. Para fechar a noite, o NEM fez um show curto, também em clima de Jam, que marcou a despedida do vocalista Galvão. Á aquela altura, meu sono me impedia de fazer maiores comentários.
RESENHAS
Na sexta, a Adrielly me chamou pela simpática alcunha de "Senhor Resenha". Confesso que gostei do apelido. Achei ele bastante engraçadinho, mas de certa forma, me assustei um pouco também. Ainda é meio estranho para mim ver certas proporções tomadas por este blog. Há muitas pessoas que escrevem sobre shows com mais qualidade do que eu, como é o caso do Rafael, da Mariana, do Davi, Outsiders e do pessoal do Cyber Goiás(Alexandre, Marcus, etc...).Na verdade, eu não me considero um típico escritor de resenhas. Acho que tudo que faço por aqui é apenas emitir opiniões e comentários sobre os shows independentes que presencio. Os escritores de resenhas mais conhecidos caracterizam-se por fazerem avaliações mais críticas em relação às bandas nas quais os mesmos tratam. Acho que isto é o que me difere dos escritores de resenha, pois mesmo se alguma banda não me agrada muito, eu prefiro fazer os comentários sobre esta banda em uma postura mais light. Claro que às vezes eu também pego pesado, mas meu objetivo é escrever algo mais construtivo. Faço isto pelo fato de que respeito toda e qualquer banda que toca na cena independente, independentemente da proposta sonora da mesma. Acho para uma banda se manter nesta cena, é preciso muitas vezes dinheiro do próprio bolso, força de vontade a principalmente, amor à música. Sendo assim, acho complicada a idéia de fazer críticas destrutivas a bandas que andam na contramão do sucesso, mas na mesma estrada das músicas feitas por quem realmente gosta de música.
Mesmo com a minha discordância, vou adotar que os comentários que eu escrevo sejam chamados de "resenhas", a fim de explicar sobre as coisas que eu escrevo por aqui. Queria explicar que as tais resenhas não foram algo planejado por mim. Começaram há quase um ano, quando eu, que já tinha costume de escrever um pouco sobre os shows que assistia, comecei a ter muito prazer em fazer isto, de forma que os comentários tornavam-se cada vez maiores a cada show, à ponto de tornarem "resenhas" sem que eu mesmo percebesse. E a repercussão das mesmas me deixou extremamente feliz, satisfeito e empolgado. Raras tinham sido, até então, as vezes na minha vida em que fui elogiado por algo que tinha feito. Recebi algumas críticas negativas também, o que já esperado por mim. Mas isto não abalava minha alegria em escrever, que era cada vez maior. Mas... como dizia um sábio musical: "Todo crítico no fundo é um músico frustrado". E eu acho que isto tem um pouco de verdade. O fato é que durante o decorrer do ano, eu pretendo parar aos poucos com as resenhas. Não sei se consigo, mas acho que vou tentar. Eu ainda tenho planos para projetos musicais. Caso estes projetos se concretizem, tudo isto aqui deixará de fazer sentido para mim.
Adoraria descobrir como ele consegue ser tão auto-confiante. De onde viria tanta segurança? E quanto à sua criatividade? È impressionante sua capacidade de criar idéias novas e ainda executá-las com vigor. Por que a maioria dos teus planos são bem-sucedidos?
Não é inveja. Tão pouco é admiração. Talvez questionamento. Questiono: Como ele consegue ser tão engraçado? Transparecer simpatia parece fácil para ele, e talvez agradar a todos não lhe seja uma utopia. Mesmo porquê, ele ainda consegue fazer tudo isto com inteligência.
Por que as pessoas o elogiam tanto? Honestamente, até eu o elogio tanto. Ele há de ter suas falhas, pois é humano. Mas ainda sim, a impressão é sempre a de um cara maneiro. Ok, desisto. Não quero o que é teu. Na verdade sou apenas um curioso. Adoraria saber como você faz tudo isto. Eu não conseguiria ser tão astuto ou impecável. Parabéns, pessoa de sorte.
Obs1: Fico devendo fotos de mais bandas por aqui. Como não tenho máquina digital, fica meio inviável para mim($$) tirar muitas fotos dos shows na bananada. Espero que entendam! :)
Obs2: Eu não pretendia tocar no assunto das latinhas que foram atiradas ao palco durante a Bananada, mesmo porquê eu já tinha falado sobre isto no ano passado. Entretanto, como o Rafael tocou no assunto de uma forma intessante, venho aqui reforçar a opinião dele de que os imbecis que fazem isto deveriam ter "cancêr no cu". Para dizer a verdade, acho até pouco. Mas não vou dizer o que estas pessoas mereciam. Na verdade apenas digo que lamento muito por isso. Algumas pessoas se esquecem que quem se encontra ali no palco é mais um ser humano, e um pouco de respeito é o mínimo que devemos. Não acho que todos sejam obrigados a curtir o som, mas caso não curtam, todos têm a liberdade de sair do show ou ir para um outro canto. Convém lembrar que muitas das bandas que tocaram na Bananada gastaram uma baita grana do próprio bolso e viajaram do sul, sudeste ou nordeste do país só para vir tocar 30 minutos naquela que alguns chamam de "cidade do rock independente". E é assim que são recebidos? Com latas? Sei que as pessoas que fizeram isto foram casos isolados e não representam a maioria das pessoas que foram lá apenas para curtir o que de melhor tinha no festival. Ainda assim, eu fico bastante envergonhado por estes fatos, pois estes "ananás" sujam o nome daqueles que se esforçam para manter um rock de qualidade sempre acontecendo nesta cidade.
A 6º edição da Bananada, realizada pela primeira vez no Jóquei Clube (vale lembrar que o último Goiânia Noise foi realizado no Jóquei também), foi sem dúvida a maior de todas as edições, pelo menos em termos em termos de estrutura. Com um arsenal sonoro de boa qualidade, um grande espaço e uma iluminação caprichada, deu-se inicio ao festival nesta última sexta, com um público aparentemente não tão grande quanto no último Goiânia Noise, mas ainda sim um grande público, especialmente para shows alternativos. E, musicalmente falando, o festival iniciou-se com duas bandas locais na qual eu não pude assistir aos shows. Refiro-me à Terrorista da Palavra e Mersault e Máquina de Escrever. A respeito desta última, escutei bons elogios quanto a apresentação.
Comecei então com uma banda que até então era novidade para mim: os mato-grossenses do Deefor. E a novidade foi uma surpresa. Uma excelente surpresa. A banda apresentou um som que remetia muito ao grunge "made in Seattle" de Nirvana e Mudhoney, porém, com um certo peso do hardcore. O resultado foram vocais roucos, riffs fortes e músicas marcantes. Era um sinal de que as próximas bandas teriam de tocar muito para manter o nível deste show. E assim, vieram os The Zeroes, uma banda de quase um ano, formada por figuras já conhecidas da cena local, como o esperto agitador musical Daniel Drehmer, Marcelo e Suindara(ambos ex- Fantasma de Agnes). Com letras fortes e uma certa maturidade de química já ganha em relação a shows anteriores (na qual eu ainda tinha um certo receio, hoje superado, em relação a banda), o Zeroes parece caminhar gradativamente em evolução. Esta ótima evolução pode ser percebida a cada novo show da banda.
Na seqüência, um cachorro quente do Sr. Flinestone me tirou do show do Shakemakers, mas não dos baianos do Dr. Cascadura. Passeando por hard rock, rock dos anos 70 e outros gêneros, a banda mostrou um som coeso e boa presença no palco. Finalizaram em grande estilo, com covers de Muse e Rolling Stone. Era então chegada a hora do punk ramoníaco, porém sem medo de ser pop, dos Señores. A banda tocou sobre os gritos de "Hey Ho, Let's Go" (gritos que ainda seriam muito repetidos no festival). A tentativa do grupo de mostrar letras politizadas foi ofuscada pelo cover de "Blitzkrieg Bop" dos Ramones. Ainda assim, acho que os caras saíram no lucro, dada a boa receptividade de quem ali estava. Depois foi a vez de 3 sujeitos com roupas avermelhadas e um vocalista rechonchudo e desbocado subir ao palco.... MQN? Ainda não, senhores. Trata-se dos catarinenses do Ambervisions, que mandaram um show bastante convincente, regado a surf music, hardcore, espírito endiabrado e carisma.
Os Gramofocas e seus topetes, posteriormente subiram ao palco, como a primeira das 3 apresentações brasilienses da noite. A proposta sonora dos caras apresenta rockabilly, country e punk rock. Apesar de soar interessante, o show me pareceu um apático, e acabou se tornado um pouco chato. Talvez pelo dia, pela regulagem do som da banda, ou sabe-se lá porquê. Na continuidade vieram 3 conhecidos do underground nacional: O Three Butcher's Orchestra e sua atípica formação de 2 guitarras e uma bateria. O show dos paulistas me pareceu um pouco inferior se comparado ao show da banda realizado na bananada de 2002. Entretanto, este show foi válido, sendo uma síntese daquilo que os caras mandam muito bem: rock'n rool e pegada garageira. Após o trio, foi a vez de um "quase time de futebol" se apresentar. Os nove caras do Móveis Coloniais de Acaju pareciam uma verdadeira de ska. Com um excelente naipe de metais, flauta, groove e bastante swing, os brasilienses puseram alguns para dançar. Destaque para as letras bacanas e a presença de palco da banda. Talvez esta tenha sido a melhor apresentação da noite de sexta.
Era hora de retomar a atenção, pois na seqüência viriam duas das minhas três bandas locais favoritas. E assim veio o MQN, banda que coleta apresentações antológicas na cena local. Sempre chapadíssimo, e sintetizando muito bem o que é o "espírito rock'n rool", o vocalista e co-organizador do evento Fabrício Nobre coordenou uma apresentação predominada pelas músicas do novo cd da banda, ainda a ser lançado. Apesar de algumas serem um pouco desconhecidas do público, era possível se ver cabeças batento e braços para cima. Isto é o MQN. Na contramão deles, seguiu-se o Violins, que após enfrentar algumas críticas, hoje parece estar em alta com seu cd com letras em português, o Aurora Prisma. O vocalista Beto Cupertino, que enfrentava alguns problemas nas cordas vocais conseguiu ocultar bem as limitações e liderou o já conhecido desfile de belas músicas, ótimas melodias e atmosfera intimista. A banda apresentou 3 novas canções, onde podia-se perceber uma certa sonoridade mais grave, acrescentando mais peso às melodias. Destaque para a bela música "Atriz".
Para fechar a noite, era hora do brasiliense Philipe Seabra, conhecido por ser o líder do extinto Plebe Rude (um dos mais influentes grupos do rock nacional dos anos 80) e produtor de algumas bandas, como o Phonopop. O show prometia, mas o fato é que parece ter sido bem aquém do esperado. Sem lembrar o Plebe, mas também sem apresentar algum pique, a apresentação conduziu-se um pouco morna. Após 6 ou 7 músicas, fui vencido pelo sono. Era hora de retornar e esperar pelo sábado.
E a noite de sábado se inicia, com a notícia de um grande desfalque no festival. Os pernambucanos do Devotos alegaram sua ausência no festival por motivos financeiros. Tal ausência foi esquecida pela a maioria ali presente devido à boa quantidade de shows bacanas da noite, a começar por Fal e os Rollin' Chamas. Os sujeitos não se limitam à música e fazem realmente um espetáculo à parte. O palco torna-se uma verdadeira zona, com videogame, jogo de truco, sofá, amigos fazendo bagunça e até mesmo um churrasquinho rolando durante o show da banda. È simplesmente hilário, isto sem contar as vestimentas "fantasiosas" dos integrantes. E as músicas do grupo atiram para todos os lados em pró do bom humor. O que dizer do reggae que tem o seguinte refrão: "Porque você não fuma um Bob Marley?". Não fico incerto ao dizer que esta talvez seja a revelação goiana deste ano na cena undeground.
Na seqüência do Fal, foi a vez do Eletrovolts, show que me pareceu um pouco cansativo. Três músicas foram suficientes para eu decidir que era hora de "fazer um rango". E de rango feito, fui presenciar os mineiros do Caipirinhas. O som de certa forma é um pop/rock, com peso e influência do hardcore. A banda movimenta-se bem no palco e tem carisma, mas os dois vocalistas deixaram um pouco a desejar. Após eles, vieram os paranaenses do Suíte Minimal para apresentar um show instrumental, baseado em jazz, rock e swing. Boas melodias. Som bacana.
Seguindo os paranaenses, o The Books (anteriormente conhecido por "The Book is on the Table") e seu vocalista "australiano-brasileiro" vieram para fazer o primeiro show de alto nível da noite (tudo bem, com exceção do Fal). Os paulistas mandaram um som bastante influenciado pelo rock alternativo, com melodias bacanas e algumas esquisitisses.As músicas agradaram, e o cover de Guided By Voices caiu na medida. Destaque para o megafone do vocalista, que poderia ter sido mais explorado. Então vieram os Resistentes, do baterista e sócio da Monstro Discos, Léo Bigode. Foi um show que não assisti, então deixo para os outros comentarem. Infelizmente as vezes não tenho pernas para assistir à todos não é mesmo? Assim, vamos para os paraenses do Pelebrói Não Sei. Os caras fizeram um showzaço. Regados à punk rock, os paraenses fizeram a molecada pular com muito embalo e forte presença de palco. O vocalista da banda é um animador nato. E assim o Pelebrói deixou o palco, e a impressão final foi a de que somente o Wander Wildner poderia impedi-los de dominar a noite de sábado.
E se, o Pelebrói era candidato a melhor show, os cariocas do Nervoso certamente foram a revelação da noite. Fizeram um show que remeteu ao som do Los Hermanos, porém com personalidade própria. Letras de amor, rock chiclete e MPB andaram de mãos dadas no show da banda. Confesso que pós o show eu não conseguia parar de soletrar certos "pá pá pás". Pena que muitos não assistiram a este show. Após a surpresa, era hora de presenciar outra banda até então desconhecida ao vivo por mim. Os também cariocas do Monstros do Ula-Ula, conhecidos por serem a banda parela do baixista Formigão (Planet Hemp), reproduziram um som com bastante influência de surf music, e algumas letras lisérgicas. Os integrantes estavam chapadíssimos, mas não comprometeram tanto, pois o resultado final foi bem bacana. Deram então, espaço para os Krápulas, última banda paranaense da noite, que parecia ter menos feeling do que o anunciado. Assim resolvi dar uma descansada.
Sentado. Assim eu fiquei até o último show da noite, que infelizmente me impediu de ver o Hang the Superstars, sempre conhecidos por bons shows. Rock tosco com orgulho até a medula. Assim costuma a ser a maioria de seus shows, e este não deve ter sido diferente. Já os Mechanics eu assisti à distância, e vi muitas músicas novas. Também lançam cd em breve. Boas oportunidades de vê-los não me faltarão. Finalmente o meu descanso iria cessar, pois era chega da hora de ver o show do gaúcho Wander Wildner, que, como ele mesmo se define, é um punk brega. O ex-vocalista dos Replicantes mostrou porquê faz um dos melhores shows de rock do país ( ganhou o prêmio de melhor show pela revista Show Bizz em 2001). Nem mesmo uma regulagem deficitária do som impediu o trovador de acender os espectadores com um desfile de seus hits. E assim vieram "A Empregada", "Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo" e muitas outras. Juntaram-se à covers Iggy Pop ("Candy") e uma versão em português para "I Believe in Miracles", dos Ramones. No final, ele mostrou o seu lado brega, e assustou à muitos ali presentes, com uma versão da música "Dormi na Praça"(È assim que se diz?), do Bruno e Marrone. Não comprometeu. Melhor show da noite. Deu a lógica.
Inicia-se um pouco mais cedo a esperada última noite da Bananada, que ainda contaria com duas atrações internacionais. Como de costume, a minha falta de pontualidade me impediu de assistir aos 2 primeiros shows da noite, referentes ao Macaco Velho e ao Plano B, banda na qual ainda não tive oportunidade de assistir. Mas vontade não falta. Para valer mesmo, minha noite começou com os brasilienses do Superquadra. O som remete ao pop britânico, porém, com um pouco de psicodelismo. Foi um show viajante, com melodias bem trabalhadas, produzindo uma ótima atmosfera sonora. Nada mau para o começo da noite.
E a noite dava sinais de que continuaria interessante durante o show dos gaúchos do Superguidis. A gurizada, bem nova, mandava bem com um misto de sons alternativos e influencia de guitar bands. Além das boas bases de guitarra, destaca-se também as letras "amalucadas" do grupo. O que dizer de "Ingleses Não Usam Mullets"? Diversão garantida. Ainda sulista, porém mais precisamente de Londrina, era a próxima banda a se apresentar. Estou falando dos Espíritos Zombeteiros, show na qual não me agradou muito.Mas o Cherry Bomb agradou. Também paranaenses, o trio mandou um rock bem sessentista, com alguma coisa de garage. Mostrou muito embalo e pôs o pessoal para dançar. Junto com o Bois de Gerião, este talvez tenha sido o destaque nacional de domingo.
Falaremos então do show dos brasilienses do Bois de Gerião, veteranos na cena undeground. Com um ska às vezes pesado, às vezes pop, o Bois convenceu do início ao fim e também manteve o pessoal dançando legal. Boas músicas novas e naipe de metais reforçado em forma de trio ajudaram o grupo a fazer um show bem bacana. Antes do Bois, rolou o Barfly e seu rock britânico que levou a banda em curto período de tempo para o time das maiores bandas locais. O reconhecimento é merecido, pois o som da banda é tipicamente viciante, algo a ser constatado em canções como "Glass Shadow". Assim como o Violins, o Barfly parece estar produzindo arranjos mais pesados, que ganham ainda mais embalo no palco e podem ser constatados também em algumas músicas novas. A diferença no som da banda parece estar sendo para melhor.
Na seqüência do Barfly e do Bois de Gerião, presenciei um outro bom show. Seria a noite de domingo a melhor do festival, ou eu que estou de fácil agrado? Seja como for, os paulistanos do Shed ajudaram, com um som pesado que às vezes lembrava muitos dos bons sons do grunge. Vocal marcante e riffs fortes deram destaque à banda, que teve uma boa receptividade. Após o Shed, acompanhei à distância o NEM mostrar o repertório do conceituado álbum Harmonicaótica. Não é a minha banda favorita, mas tenho bastante respeito pelo trabalho e pela estrada construída pelos caras. Interessante a cover de "Light Years" do Pearl Jam. Foi Inesperado. Próximo show: Brinde. Devo pensar muito bem no que comentar sobre esta banda, para não correr o risco de apanhar de algumas leitoras deste blog. Acho que não consegui prestar muita atenção no show dos baianos por duas razões: 1º- Eu estava encabulado com o fato de o baterista lembrar muito o meu amigo Saulo. 2º - Eu estava encabulado com quantidade de garotas que suspiravam pelos meninos. Ali na frente do vocalista deveriam ter pelo menos umas cinco bem bonitas. Ok, ok...não resisti. Brincadeiras à parte, os baianos que não me agradaram muito nas 2 primeiras apresentações que assisti, desta vez me agradaram um pouco, com um pop bem bacana. Nunca é tarde para rever os conceitos. Destaque para "Se Me Distraio".
Voltando ao palco Studio K, era chegada a hora da primeira atração gringa da noite: O All Systems Go. Os canadenses transformaram Goiânia em um pedaço da Califórnia(Seattle? Que Seattle?). Com um hardcore de fácil apego, carisma, presença de palco e uma banda em ponto de bala, os caras mostraram que o Lemonheads teria de ralar bastante para tomar deles o título de melhor show do festival. Destaque para o show completo. Impecável, especialmente a firmeza e a agilidade do baterista. Corra e garanta "Subzero" ou "All These Things" no seu winamp. Seguido por eles, o Valentina se apresentava no palco Ambiente enquanto eu tentava garantir o meu lugar para assistir ao Lemonheads. Disseram-me que microfones se esfacelaram durante o show do Valentina. Algo a confirmar. E enfim, o show de encerramento do festival. Valeu a pena esperar, pois eu estava de frente para o vocalista e Evan Dando, a ponto de presenciar os mínimos detalhes de seu Lemonheads genérico (convém lemgrar que ele é o único remanescente da banda original). Diferentemente do comentado "show fiasco" em São Paulo, o Evan Dando desta vez não estava em condições deploráveis. Ou não tanto. Era possível ver que o sujeito estava "ligeiramente alterado", mas não a ponto de interferir muito no desenrolar do show. Quem teve problemas deploráveis foi o seu assistente de palco. Evan reclamava de tudo. Iluminação, calor, segurança, som...nada parecia agradar o sujeito, que muito questionou até o som e o ambiente ficarem de seu agrado. Perfeccionismo ou excesso de frescura?
As reclamações de Evan foram recompensadas com um show emocionante. Lindas canções e melodias assobiáveis mostraram porquê o folk rock alternativo do Lemonheads se destacou nos anos 90. "Outdoor Type" em versão acústica dava vontade de chorar. E assim outras como "Into Your Arms", "My Drug Buddy" e "If I Could Talk I'd Tell You" ganhavam a platéia, mesmo com o comportamento adverso do vocalista. Evan Dando, longe de estar na sua melhor forma, consegue ainda sim tocar as pessoas e fazer um show de impressionar. Me desculpem os nacionalistas, mas os gringos fizeram os melhores shows da bananada. Saí do Jóquei com impressão de que me recordarei bastante dos shows do Lemonheads e do All Systems Go.
Seus atos, por mais simplórios que sejam, sempre me proporcionam intensivos abalos emocionais. As lágrimas que me lavam de um período de tristeza são tão inexatas quanto os momentos em que você me acolhe. Teus olhos se fixam a mim como uma âncora, e diante de tua notória presença, sinto-me revestido por calor. Questiono-me sobre a origem de teus encantos e renasço quando de ti recebo atenção.
Quando estás por perto, me perco na rota dos meus atos. Clamo por tua atenção e me sinto um vencedor ao sentir os teus carinhos. Minhas palavras denunciam uma empolgação infantil, pois sinto-me maravilhado diante de uma pessoa tão diferencial. Saiba: Nunca haverá alguém como você.
Como filho de publicitário, não nego que às vezes me interesso um pouco sobre o assunto. Assim sendo, vou dar o espaço para algumas imagens bem divertidas de alguns cartazes da AXE, famosa marca mundial de desodorantes. São realmente bem criativas as figuras.
Polêmicos, marketeiros, convencidos, etc...Diversos são os adjetivos que já foram dados aos irmãos Gallagher, líderes do Oasis, esta famosa banda de Manchester que ganhou o mundo nos meados da década de 90 com lindíssimas canções, e que assumia claramente sua paixão e sua condição de cópia musical dos Beatles. Pessoalmente, eu penso que tudo que envolve eles não passa de um grande circo para entreter, algo como o que o Fabrício Nobre faz em alguns shows do MQN. E um circo bastante divertido por sinal. Não entendo porquê as pessoas os levam tão a sério. Afinal, música não é o que importa? Nisso eles são nota mil. Agora, se você gosta é do circo, o pensamentos circulares selecionou algumas das melhores frases desta dupla de irmãos. Olha que não foi fácil escolher.
"Esses caras são malucos. Quando decido plagiar alguém, vou logo no David Bowie ou no Paul McCartney". Noel Gallagher, respondendo às acusações de ter plagiado a banda Northender no disco disco Standing on the Shoulders of Giants.
"Na verdade, eu sou um cantor. Minha função é cantar, e não pular como um palhaço saltitante". Liam Gallagher, respondendo aos que o acusavam de ter uma postura bastante "parada" no palco.
"Tomar drogas é como tomar uma xícara de chá. Os deputados tomam. Até a rainha toma." Noel Gallagher, após encontrarem cocaína em seu carro, em 1997.
"Sim, eu quero dinheiro! muito dinheiro! Preciso ganhar ainda mais dinheiro para comprar minha casa em Hollywood e meu particular!" Noel Gallagher, respondendo à aqueles que indagaram o oasis de se venderem bastante no segundo álbum, o "What's The Story? Morning Glory".
"John Lennon tinha um problema: ele achava que era Deus. O meu problema? Eu acho que sou John Lennon". Noel Gallagher.
"Prefiro ser polêmico a ser hipócrita". Liam Gallagher
Assisti ao filme "Diários de Motocicleta", uma produção norte-americana com um elenco "latino" . O filme, baseado nos diários de vida de Che Guevara (sim, aquele famoso comunista que hoje deve estar se revirando no caixão por saber que o seu rosto em camisetas é um dos negócios mais lucrativos do capitalismo no novo século), relata a viagem do mesmo pela costa oeste da América do Sul, em companhia de seu amigo Alberto Granado. Nesta época, Guevara era apenas um jovem estudante de medicina, com o desejo de explorar e viajar pela América do Sul, sem grandes intenções políticas. O filme, apesar de demasiadamente longo e cansativo em algumas cenas, acerta por evitar o cunho político, mas sem deixar de lado algumas injustiças sociais presenciadas por "Che" durante a viagem. Tais injustiças foram essenciais para uma mudança na vida do jovem, que posteriormente se tornaria essa figura conhecida da história mundial (e das camisetas dos jovens inflamados também). A direção de Walter Sales (Central do Brasil) é boa, e a condução do filme nos últimos 30 minutos é bastante interessante.
O filme me levou a algumas reflexões. Não reflexões históricas ou políticas, mas sim culturais e sociais. Estabeleci uma comparação entre o Brasil e os demais países da América Latina e concluí que, ao meu ver,o Brasil me parece um país realmente latino-americano apenas em termos de localização geográfica, sendo distante dos demais países latino-americanos em termos culturais.Não apenas por uma questão de língua, mas por muito mais do que isto.Escrevi uma explicação acerca desta minha opinião, mas acho que este post ficaria demasiadamente longo demais. Fica por isto mesmo.
PLAYLIST
Ramirez - Feliz Sem Mim
Good Charlotte - Hold On
Josh Rouse - A Well Respected Man
Dissociatives - Forever and a Day
Death Cab for Cutie - We Laugh Indoors
Radiohead - Idioteque
El Otro Yo - No Me Importa Morir
Datsuns - Harmonic Generator
Walkmen - The Rat
Travis - Turn
Relespublica - Garoa e Solidão
Pixies - Hey
Faith No More - Ashes to Ashes
Certas músicas atuam sobre nossas emoções, sejam elas de melancolia, raiva, amor ou simplesmente diversão. Tais músicas às vezes nos remetem a momentos, lugares, períodos, nostalgias, e, especialmente a pessoas. Como um tradicional "musicoviciado", certamente não consigo evitar esta ligação entre músicas e pessoas. Se você é uma pessoa próxima de mim, certamente há alguma, ou algumas músicas que me lembrarão de você.
Estava aqui me perguntando se muitas pessoas fazem esta ligação também. E se fazem, com quais músicas se lembrariam de mim? Acho que nem eu conseguiria definir uma "música Carlos", afinal são tantas... Estou terminando de fazer uma listinha das músicas ou bandas que lembram pessoas bacanas. Uma hora pode pintar por aqui.
Se você lembra de mim com alguma música ou banda, eu tenho esta curiosidade de saber. Caso você não tenha alguma, eu, hoje na condição de egocêntrico, sugiro algumas: ;)
Manic Street Preachers - A Desing for Life
Silverchair - Black Tangled Heart
Muse - Unintended
Violins - Empresta-me o Àbaco
Beatles - Yesterday
Lemonheads - Losing Your Mind
Los Hermanos - Sentimental
Oasis - Gas Panic
Neil Young - Hey, Hey, My, My
Travis - Turn
Pearl Jam - Wishlist
At the Drive-in - One Armed Scissor
Música do dia: Lemonheads - If I Could Talk I'd Tell You
Não me venha mais com inverdades e promessas que não condizem com a realidade. Suas palavras não refletem teus sentimentos e por muito tempo atiçaram os sentimentos dos inocentes. Seu único intuito de conquistar o agrado alheio me faz perder o respeito pela sua personalidade, que se desintegra a cada instante de falsidade. Mais uma vez, em teus escritos eu posso ver a hipocrisia, essa característica vulgar que eu tanto menosprezo. Não diga que tem carinho por mim,quando sabemos que isto não é uma verdade. Tratarei a sua hipocrisia com a mesma hipocrisia que lhe é de direito.
Após longas 20 horas de viagem, embaladas por uma interessante discotecagem que variou de Valv à AC/DC e alguns imprevistos, enfim chegávamos à Curitiba. Então, sem grandes demoras, partimos à Pedreira Paulo Leminski, que era o local onde se realizava o 2º Curitiba Pop Festival, que também poderia ser chamado de "2º Congresso Nacional dos Indies". Sim, pois foi isso que se via em Curitiba. Indies por todos os lados, com seus variados cortes de cabelo, camisetas de banda e suas características inconfundíveis. Inclusive os indies mais famosos, integrantes de bandas, quase todos estavam por ali. Imaginem um conhecido... Fábio Massari, Carlos Eduardo Miranda, Kid Vinil, o pessoal do Alto-Falante... Todos presentes.
O local do show era um situado em uma espécie de parque, com um lago e uma bela cascata, além de bastante árvores, muito bem iluminadas, que deram um toque ainda mais mágico ao festival. Porém, apesar de bonito, o local era bastante propício ao frio, que já tinha se instalado naquele fim de semana em Curitiba. Sendo assim, falta me fizeram um bom par de luvas. E assim tentando ignorar ao frio, assisti ao segundo show de sexta, feito pelos paranaenses do Kingstone. Sem grande destaque, a banda ajudou a espantar um pouco do frio com um ska básico. Posteriormente, foi a vez do Pipodélica, uma banda que tem ganhado muito destaque na imprensa underground nacional, subir ao palco. Os catarinenses mostraram um som original, com alguma influência de folk, e bastante psicodelia. Após este show, subia ao palco a última banda sulista da noite, para fazer o melhor show nacional de sexta feira no CPF. Os paranaenses do Íris(nome que certamente não pegaria nada bem se a banda fosse de Goiânia) mostraram canções intimistas, bem recheadas por explosões guitarreiras, e uma boa presença no palco. Um saxofone meio jazz deu o toque diferencial a algumas músicas da banda.
Era chegada a hora da última banda nacional de sexta se apresentar. E esse papel foi dado ao Sonic Jr., de Alagoas, outra banda bastante comentada na imprensa underground nacional. A dupla, que também é conhecida por fazer parte do projeto de PR.5, do Paulo Ricardo(é, aquele mesmo!), mostrou a sua fusão de música regional com elementos de música eletrônica, algo que muitas bandas do nordeste fazem com precisão. Algum tempo depois, os suecos do Hell on Wheels tomavam o palco para fazer o penúltimo show da noite. A banda, que já havia aberto shows para bandas como White Stripes, parecia não ser afetada pelo "frio paraense", e assim o vocalista se sentia à vontade no palco sem camisa. E os trio de suecos, desconhecidos em terra nacionais, mostraram um show cheio de firmeza, cujo o som era um de grude alternativo, mas sem deixar de lado o peso do rock. E, para fechar a noite de sexta, era a vez da antiga banda escocesa Teenage Fanclub fazer presença no CPF. Nenhuma outra definição cairia melhor a esta banda do que a de "fofinha". Confesso que ao assistir o show do Teenage, tive vontade de assistir Ursinhos Carinhosos, e, enfim, passei amar mais os coelhinhos. Resultados de um pop que desce redondinho, e que injustiçadamente, nunca teve o seu espaço nas grandes rádios. Músicas com "Metal Baby", "December" e "Don't Look Back" certamente não decepcionaram aos que foram para assistir à banda. Foi um excelente show, bastante aquém de todas as minhas expectativas a respeito da banda.
Após um grande almoço, visitas familiares e raros momentos de sono, cheguei sábado à Pedreira Paulo Leminski, na aguardada noite do show dos Pixies. E por razão do certo atraso, perdi os shows do Tarja Preta, Poléxia, Grenade e Excelsior, todas elas bandas do Paraná. Então a noite começava para mim com os já mais que conhecidos cariocas do Autoramas, que em um curto show mostraram aquilo que muitos já viram: hits alternativos, postura performática, simpatia e som bacana. A surpresa mesmo veio com o punk rock do paranaenses do Pelebrói Não Sei. A banda já não era novidade para mim e para muitos outros desde sua fundação em 1995, porém a apresentação deles no CPF foi de bastante destaque. A banda promoveu uma diversão coletiva e pregou o fim do "aparthaid" no festival, que separava os compradores do 3000 primeiros ingressos em uma área VIP em frente ao palco. Resultado: Aparthaid detonado, e a área VIP foi libertada para quem quisesse(e conseguisse) entrar. O vocalista DeeDiedrich certamente ganhou o prêmio de "aparecido" da noite, e ainda viria a fazer participação em shows de algumas bandas seguintes. Episódio a ser relatado: Durante este show, o pessoal do Jornal Hoje resolveu nos entrevistar e filmou a mim, a Cibelle, ao Rafael e a Polli. Após algumas perguntas bobas, as minhas respostas foram propositalmente as mais estúpidas possíveis. Sorte que existe a edição: só a fala da Polli foi ao ar. :D
A noite continuava. E os paulistas do Ludov, banda com integrantes remanescentes da antiga e bem-sucedida banda underground Maybees, subia ao palco. Com canções assobiáveis e um pop mais inteligente do que a média, a banda não fez feio. Destaque ao ótimo vocal firme da cantora Vanessa, e à criatividade sonora do guitarrista e co-compositor Mauro Motoki. Na sequência, foram seguidos pelo Relespública, uma das bandas mais queridas da nossa já conhecida gravadora Monstro Discos. E assim como no último Goiânia Noise, os paranaenses mandaram um show muito bom, com rock tradicional e músicas de apego como "Garoa e Solidão". Alguns covers e homenagens também rolaram, especialmente à jovem guarda. Era a vez da ala nordestina da noite de sábado se apresentar, e assim foi a vez dos pernambucanos do Mombojó desconstruiram e reconstruíram o samba e mpb com guitarras e sintezadores, sem perder o suingue característico deste som. E para fazer o melhor show nacional de todo o CPF, veio um trio e tanto, que se uniu especificamente para este show. Frank Jorge(ex-Graforréia Xilarmônica), Wander Wildner(ícone undeground e ex-Replicantes) e Flu(ex-De Falla) desfilaram um série de hits do rock gaúcho, e mostraram seu talento como trovadores, bregas e acima de tudo, roqueiros. Diversão, Amor e Fúria não faltaram em canções como "Eu", "A Empregada" e "Surfista Calhorda". Um show do Caralho!
Para o último show nacional do festival, aconteceu outro grande encontro. Talvez melhor dizer, um grande retorno. Aliás, um único retorno, uma vez que os integrantes do Pin Ups, após anos de separação se unia novamente para tocar apenas no CPF. A veterana banda paulistana, que foi um dos ícones da cena alternativa nacional, começou com um show meio desentrosado, mas que foi se acertando aos poucos na medida em que as canções decorriam. A média final do show foi boa, com destaque individual para as performances da baixista Alê e da guitarrista convidada, cujo nome eu não sei. E assim, para fechar a noite, se apresentava a banda mais aguardada por todos. O veterano grupo norte-americano Pixies, que após 12 anos de separação se unia para alguns shows selecionados, estava no Brasil para esta apresentação única, no CPF. O astral da banda era excelente, e isso é bastante justificado, levando-se em conta de que o Pixies hoje desfruta de um sucesso nunca desfrutado pela banda antes de sua separação. Os Pixies passaram anos se destacando na cena alternativa mundial, até a fatídica separação, por desavenças pessoais, especialmente entre os líderes Frank Black(guitarra e voz) e Kim Deal(baixo e voz). Durante este período de separação, a banda virou uma espécie de culto entre diversas pessoas mundo a fora, tornando-se um grande ícone indie, sendo citada por famosos como Kurt Cobain, Thom Yorke e Julian Casablancas. Quanto ao show, o bom astral da banda(dinheiro no bolso, sorriso no rosto...) resultou em uma apresentação empolgante, que levou ao delírio àqueles que aguardavam anciosamente ao show da banda. Frank Black nunca foi de conversar muito com o público, mas isso realmente não fez a diferença quando se há um bom arsenal de canções a mostrar e um guitarrista extremante eficiente com Joey Santiago para segurar as bases sonoras. O show não poderia fechar de maneira mais interessante, e as quatro últimas canções foram "Gigantic", "Debaser", "Into the White" e "Planet of Sound". Here comes our heroes.
* Interessante citar à falta de críticas negativas aos shows acima. Isso porque o padrão dos shows do CPF foi muito bom. Especialmente no domingo.
* No mesmo fim de semana, rolou em Curitiba o Festival RG, que ocorreu no Cine, uma espécie de pub para shows na cena paraense, cujo antes ali funcionava um cine pornô. O lugar é bem interessante, com exceção da portaria, cujo as dificuldades impostas para se entrar no local irritavam bastante. Quanto aos festival, eu fui apenas no dia de sábado após o Pixies, e pude assistir aos shows do Walwerdes(infelizmente em uma curta apresentação), aos divertidíssimos Faicheclers(destaque como sempre para o talentoso e divertido baterista Tuba) e ao explosivo MQN(que pôs a casa abaixo, rock'n rool total). Houve ainda um inesperado reencontro do Júpiter Maçã, que eu não pude assistir, pois já estava bastante debilitado pelo sono. Pela mesma razão, evitos mais comentários a respeito dos shows do RG. Interessante citar também a simpática integrante da banda paranaense Mordida, que conhecemos eu e o Rafael no RG. Espaço para eles no Goiânia Noise, Fabrício!
* Todo aquele ar "zen" do show do Teenage Fanclub me fez sentir saudade de alguém muito especial para mim.
* Pena que o senhor Henrique Lord não tenha conseguido pegar nas "gordurinhas" da sua musa Kim Deal, quanto ele tanto gostaria. Apesar disto, acho que o caro colega se divertiu bastante ligando para uma certa pessoa que estava assistindo o "imperdível" show do Belchior em Anápolis. E acho que não foi só ele que se divertiu, não.
* Como prometido, compramos o presente para 3 pessoas bacanas que infelizmente não puderam ir ao show.
* Agradecimentos aos amigos mais que vips Cibelle e Rafael, por terem feito companhia à minha visita familiar de sábado. E além de tudo, pelos momentos bacanas do show e da viagem também. Não é novidade para ninguém que eu morreria por estes dois amigos.
* Agradecimentos à todas as pessoas bacanas que tornaram a excursão da monstro e os dias em Curitiba ainda mais legais. E assim vão Carlos, Colelas, Janjão, Lívia, Diogo, Hélio, Tiago, Drehmers e outros mais não citados aqui. Adorei também conhecer a Polli, esta pessoa adorável, cujo o blog dela eu sou fã de carterinha. E vale lembrar a todos da excursão que estamos devendo uma festa de níver para ela!
* Agradecimentos á Monstro Discos, especialmente à Adrielly e ao Fabrício Nobre por terem feito toda essa excursão possível. Graças a vocês, mais de 50 goianos amantes do rock voltaram para sua casa extremamente felizes esta semana.
* Por provas e compromissos no serviço, este blogueiro deve ficar meio "out" esta semana também. :/
* Devido ao fato de a organização do festival CPF não permitir a entrada do público com máquinas fotográficas, fico devendo à vocês fotos do festival e das bandas.
O Pensamento Circulares deve tirar licença por alguns dias. O motivo é o mais nobre possível: Este blogueiro viaja amanhã para Curitiba, para acompanhar neste fim-de-semana o festival RG e o Curitiba Pop Festival, que em sua segunda edição neste ano conta com o Pixies como atração principal.
Meu real desejo era ter acompanhado o festival Coachella, que ocorreu nos dias 1 e 2 de maio, em Índio(Califórnia - Estados Unidos). Além dos Pixies, o line-up do festival contou com The Cure, Radiohead, The Thrills, Ash, Le Tigre, Thursday, Muse, International Noise Conspirancy, Belle and Sebastian, Sparta e outros mais. Como consolação, e excelente consolação por sinal, nós brasileiros temos o CPF. Enfim, semana que vem espero estar de volta. Hasta la vista! Rock!
"...o conjunto resolveu se juntar definitivamente e já está ensaiando e compondo para o próximo álbum previsto para sair no primeiro semestre de 2005. O agora trio conta com Jerry Cantrell assumindo os vocais de vez. Pouca gente sabe, mas o grande problema do grupo era Layne Staley. As drogas pegaram o cara de tal forma que paralisou toda a carreira da banda. No último disco de estúdio, auto-intitulado, de 1996, Cantrell não cantou várias músicas à toa, era um teste para ver se o público aceitava essa mudança, e deu certo. Com o agravamento da situação da Staley, o conjunto não podia despedi-lo e simplesmente esperou, e como. Com a morte do vocalista, o trio se reuniu novamente, mas os imensos problemas burocráticos atrasaram essa volta, que deve ser oficializada muito em breve..."
Esta notícia é muito interessante para aqueles que curtem o som de uma das bandas mais influentes do inicío da decada de 90, e que se fez mais que presente no estouro da "era grunge". Eu sou grande admirador do vocal do Cantrell, portanto, acredito que há possibilidade de vir alguma coisa boa por aí. De qualquer maneira, ainda que incompleto, "meio Alice in Chains" é muito superior à Nickelback, Staind e outras bandas "neo-grunge" do cenário atual.
Eu diria que o trabalho é um dos maiores anti-depressivos do mundo, pelo no menos no que diz respeito a depressões emocionais(convém lembrar que você pode ter depressões profissionais, mas eu acho que estas não costumam ser mais doloridas do que as emocionais). Penso que, enquanto nós trabalhamos, estamos demasiadamente cansados e ocupados a ponto de não termos tempo para pensarmos em nossas vidas. O problema está no momento em que sentamos em casa e fazemos a famosa "auto-análise". Conseqüência: a maioria das coisas intimistas que eu escrevo surgem nas férias, feriados e fins-de-semana. Sendo assim, hoje, eu congratulo o trabalho não apenas pela sua nobreza, mas também, pela ótima função de anti-depressivo desempenhada pelo mesmo.
Obs: Cuidado. Não pratique trabalho em excesso. Você pode sofrer distúrbios mentais sérios e passar a fazer coisas insanas como criar um alter-ego, perder seus documentos em lugares inimagináveis e dizer um montão de coisas sem sentido.
Cia de Discos e Filmes: Um blog sobre música e cinema, feito por uma pessoa que realmente é apaixonada em música e cinema, e que homenageia os discos e filmes queridos por seu autor. O blog cita, por exemplo, ótimos grupos como Sunny Day Real Estate, Beach Boys ,Q.O.S.T.A, e Dissociatives(projeto paralelo do vocalista Daniel Johns, do Silverchair), assim como os filmes Peixe Grande e o Hotel de um Milhão de Dólares. Todos os posts são bem descritivos e as opiniões são muito interessantes.
Pôster Art: Um fotolog sobre flyers de shows, pôsteres de bandas e artes visuais ligadas ao mundo do rock. A proposta do fotolog é bacaníssima, e é muito interessante de se ver, por exemplo, cartazes como o do show do Datsuns ou da Cat Power.
Cinelektra: Um fotolog voltado ao cinema. Cartazes e pôsteres de divulgação de filmes podem ser encontrados no cinelektra. O fotolog é iniciante, mas eu acho que vai agradar à muitas pessoas que gostem de cinema.