Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
chowes@bol.com.br
ICQ => 34383293
Sábado, Novembro 29, 2003
CARLOS'S ROCK PROJECT
Leitores do blog!!! Saibam vocês em primeira mão da banda que eu acabei de montar. Não imaginava que a procura seria tão grande enquanto eu fazia o processo de seleção. Muitos foram os artistas que galgaram por uma vaga, mas poucos foram aqueles que entraram para o time. A banda é tão boa que até eu fiquei de fora. Apresento a vocês a banda que eu acabei de montar e estarei agora gerenciando. Eis meus pupilos:
bateria Para este cargo nem houve disputa. Dave Grohl ganhou a vaga pelas suas multihabilidades, simpatia e talento. Tocou em uma banda que entrou para história do rock'n rool, e como se isso não fosse pouco, ganhou as paradas com a sua própria banda, e ainda sempre tem tempo para os milhares de projetos paralelos. A única que chega perto de ameçar seu cargo é Meg White, não pelo talento, mas pelo o charme e pelo fato de ser uma White Stripe. Depois de tocar com o Queens of the Stone Age, agora é a vez de Dave Grohl tocar no Carlos's Rock Project.
baixo Outra candidata que contou com um forte currículo para entrar no grupo. Melissa Auf Der Maur teve um projeto de músicas do Black Sabbath, além de ter tocado no Hole e no Smashing Pumpkins. Apesar de concorrer com o virtuosismo de candidatos como o Flea(RHCP), a vaga é dela sem dúvida. Mesmo porquê, as mulheres também tem sua representante no CRP. E uma grande representante.
guitarra Se o Iron Maiden pode ter 3 guitarras, porque o Carlos's Rock Project não haveria de ter também? Ainda mais em se tratando do instrumento mais clássico do rock, onde candidatos a cadeira no CRP não faltam. E dentre eles, foram selecionados 3 excelentes guitarristas. O primeiro deles é Josh Homme, do Queens of the Stone Age, que teve experiências pelo Kyuss e pelo Screaming Trees.Ele é responsável pelo toque "Stoner" da banda.
O segundo guitarrista é Tom Morello, o americo-hispânico ex-Rage Against e hoje membro do Audioslave. Ganhou a sua vaga pela conscientização política e principalmente pela sua habilidade incomum de trabalhar com pedais e efeitos na guitarra. E finalmente, o ultimo guitarrista é Thurston Moore, o cabeça do Sonic Youth. Também muito habilidoso nos pedais e na psicodelia-alterno-guitarreira, ele é a cara do CRP. Outros guitarristas a participarem de alguns ensaios com a banda foram Jonny Greenwood(Radiohead),Stone Gossard(Pearl Jam) e Jack White(White Stripes).
vocal Como dinheiro é algo que não falta neste projeto, o número de integrantes chega a ser inclusive maior do que o Titãs de antigamente. E sendo assim, muitos são os vocalistas que excursionam e gravam com o Carlos's Rock Project. Dentre eles, podemos citar Julian Casablancas(The Strokes), Mike Patton(Faith No More e Fântomas) e Cat Power.
Entretanto, 2 integrantes têm feito maiores participações com a banda. São eles o Matthew Bellamy, vocalista do Muse, que se destaca pelo o seu vocal agudo e muitas vezes arrepiante, que imprime um tom emocionante à banda. Além disto, suas habilidades com guitarra e piano são muito bem vindas. O outro integrante a fazer bastantes participações, é Chris Cornell, que tocou na lendária banda grunge Soundgarden e hoje toca no balado Audioslave. Poucos vocalistas no mundo são tão técnicos quanto ele, e o seu objetivo é cantar tão bem no CRP quanto cantou em seu album solo, o Euphoria Morning.
composição E finalmente...o alicerce da banda...a composição. E muitos também são os compositores que assinam as músicas da banda, como Thom Yorke(Radiohead), Cris Martim(Coldplay), Jeremy Enigk(ex-Sunny Days), Butch Vig(Garbage) e Beck. Além disso, outros 2 tem assinado muitas das músicas da banda. Meu amigo pessoal Daniel Johns,do Silverchair, certamentamente é um deles, principalmente em decorrêncida de seu lindo último trabalho(Diorama), onde trabalhou com orquestrados e atmosfera de composição que deixou até mesmo impressionado o ex-produtor dos Beach Boys. E para dar o toque Pop Britânico na banda e garantir que seus discos sejam vendidos(precisa?), o outro compositor que bastante participa do projeto é Noel Gallagher, do Oasis, responsável por muitas das músicas mais grudentas dos anos 90.
Espero que tenham gostado do meu time. Deixo claro que no critério de escolha, avalia-se muito mais do que técnica ou virtuosismo. Claro que é um ponto positivo, mas certamente houveram muitos outro pontos em questão. È isto aí...Carlos's Rock Project.
Ao ler um pouco sobre o maketradefair.com, vi um artigo interessante a respeito do Acordo de Livre Comércio das Américas(ALCA). No site "maketradefair", eles denunciam que os Estados Unidos tem feito pressão durante a negociação da Alca, para que todos os países da América Latina sigam um rigorosa política de proteção de patente de remédios. Imagine o absurdo! Remédios já são tão caros e inacessíveis para muitas pessoas, mesmo com a política de medicamentos genéricos do Brasil, imagine então com política de proteção de patente... Remédios cada vez mais caros, devido ao monopólio dos laboratórios. E a conseqüência é pior ainda em países pobres, onde muitas pessoas que morreram poderiam sobreviver se tivessem tido acesso aos remédios. Países como El Salvador, Haiti e tantos outros da América Latina. E quer saber? Ponto para o nosso Brasil e sua proposta de medicamentos genéricos. Não é ideal com deveria ser, mas já é um grande passo.
E é claro que o problema não se estende só às Américas. Na África, a questão da AIDS é seríssima, ainda mais se levarmos em conta que a miséria financeira do continente não permite que muitas pessoas sequer tenham acesso à comida, quanto mais a remédios e orientações preventivas. E em meio a todo esse quadro, países desenvolvidos como os E.U.A e outros europeus, querem gananciosamente se enriquecer ainda mais, mesmo que isto seja ao custo de milhões de vidas. A falta de sensibilidade é chocante.
Por estas razões, acho que qualquer tipo de ajuda é válida. E muito honrados são os artistas como o Coldplay, Radiohead, U2, Pearl Jam, System of a Down e dentre outros, que se aproveitam do espaço e da mídia que tem para divulgar boas idéias, soluções, discussões ou pelo menos divulgar a conscientização dos grandes problemas mundiais. È importante pensar nisso, afinal de contas, eu mesmo sei, às vezes é difícil olhar além do próprio umbigo.
Quem tem o CD "A Rush of Blood to the Head" do Coldplay com certeza já viu no encarte do cd algo sobre "Make Trade Fair". E esta mensagem também aparece no telão em todos os shows da banda, bem como nas mãos do vocalista Chris Martim, em muitas das suas aparições públicas. Na verdade, a "Make Trade Fair" é uma ONG apoiada vigorosamente pela banda, que se propõe a denunciar as relações de comércio desiguais que afligem os países mais pobres.
Dentre as propostas da "Make Fair Trade" está a revisão da dívida dos países subdesenvolvidos, que segundo a ONG, impede o desenvolvimento destes países e eleva ainda mais a situação de miséria destes povos e as desigualdades sociais mundo afora. Outra grande função da ONG é relatar os subsídios desiguais realizados pelos países de primeiro mundo, sobre o aval da OMC, que na teoria deveria fiscalizar o comércio entre as nações. Os interessados podem ver mais informações através do site www.maketradefair.com . Sugiro que sigam a boa dica da banda e dêem uma olhada no site. No próximo post devo falar um pouco mais sobre o assunto. È isto aí, Make Trade Fair.
Vou relatar aqui uma experiência de vida trágico-cômica que eu tive há anos e anos atrás. Quem não tiver paciência de ler, que não leia. Enfim, tudo começou quando o ainda bem jovem Carlos estava um tanto quanto traumatizado pelo fim mal resolvido de sua primeira experiência amorosa.
Eis que aquilo tomava conta dos meus pensamentos, e eu tentava não pensar no problema o máximo que eu podia. E então quando as coisas pareciam se estabilizar, um dia eu vejo um enorme outdoor perto da minha casa, quando estava voltando do colégio. No outdoor, tinha uma enorme foto dela, estampada em uma campanha de uma loja de roupas juvenis. Eu não apenas teria de vê-la, mas teria de vê-la em tamanho "EXTRA LARGO" todos os dias a partir de então. Moral da História: "Por mais que você fuja dos seus problemas, a vida se encarrega de coloca-los a persegui-lo".
OBS: Felizmente, hoje em dia a minha vida amorosa vai muito bem, obrigado, graças a uma certa "baixinha" muito charmosa. ;)
Ás vezes é interessante transcrever diálogos hilários do dia-a-dia. Já fiz isto uma vez no caso do diálogo familiar. Desta vez o diálogo é um pouco mais trágico-cômico. Resumidamente, eu tenho estado muito gripado esta semana, e este fato gerou uma conversa hilária com um colega meu da faculdade. Então:
EU: "tosse", "tosse"
Colega: ...
EU: "tosse", "tosse", "tosse".
Colega: Escuta,Carlos, dá para você parar de tossir?
EU:"tosse". Escuta, meu, você acha que eu estou tossindo por que eu quero?
Colega: Não, mas os seus vírus estão me tirando do sério.
EU: "tosse", "tosse". Com certeza estão me tirando muito mais a mim do sério do que a você.
Colega: Você está mal mesmo, hein?
EU: Eu? Imagina...estou só treinando para uma peça que eu vou apresentar, chamada o Monólogo da Gripe. "tosse", "tosse'.
Colega: Esquece isso, vamos lá tomar um sorvete para relaxar. Eu Pago. (obs: fazendo uma cara bem malévola)
EU: "tosse", "tosse'. Eu aceito.
Colega: Não era para você responder isto. Esquece o sorvete. Cara, não te preocupa não, essa gripe passa.
EU: Do jeito que está não passa tão cedo. Ontem eu só consegui durmir eram 5 da madrugada. "tosse", "tosse".
Colega: Larga de ser pessimista
EU: Eu não sou pessimista, eu sou realista. É diferente. (uma frase sem tosse..Fantástico!)
Colega: Pense positivo garoto Carlos.
EU: "tosse"(pensativo, lembrando a propaganda do Garoto Enxaquequa). Não funcionou cara, continuo tossindo.
Colega: Quer saber? Acho que você está muito maricas com este papo de gripe.
EU: "tosse". Faz o seguinte: Vamos ver se você é maricas! Eu vou tossir um baita dum catarro na sua cara, e se você reclamar um pouco é porque você é maricas.
Colega: Eu sou maricas.
EU: Eu já sabia. "tosse", "tosse".
Colega: È incrível a capacidade que você tem de fazer piada com a própria desgraça.
Apesar deste blog já ter sido mais visitado em outras épocas do que hoje, confesso que ele me foi motivo de orgulho ultimamente. Recebi elogios muito bacanas, e um dos mais legais certamente foi feito pela Mariana em seu blog. Desde já muito obrigado!;) E muito obrigado a todos que visitam e perdem um pouco do seu tempo lendo muitos dos meus pensamentos e baboseiras.
Entretanto, infelizmente este não é o assunto do meu post, e felicidade não é bem o clima propício para o momento, afinal há algo que me tem me deixado muito chateado. Esta semana, mais especificamente no dia 19, no post que a Mariana fez sobre o meu blog, uma certa pessoa que não quis se identificar disse coisas horríveis sobre a minha pessoa nos comentários. Essa pessoa fez comentários absurdos, que questionavam minha personalidade, insinuando que eu era hoje uma pessoa falsa e fingida.
E eu realmente fiquei bastante magoado. Pode parecer uma bobeira pela óptica de outras pessoas, mas para mim foi algo bastante sério. O motivo é simples...Eu nunca fui alguém bonito, nunca fui rico, nunca fui popular ou nunca me destaquei em algo na minha vida. Mas sempre tive minha personalidade como meu grande orgulho. Inclusive muitos amigos eu perdi na minha vida, e muito sofri, por nunca mudar minhas idéias e realmente não me deixar ser predominantemente alterado pelas influências externas. Mudar, todos mudam com o tempo e com a vida, mas pelo menos a minha essência eu garanto continuar a mesma.
O meu blog mudou também. Com o tempo, confesso ter perdido um pouco da timidez, e hoje me sinto mais a vontade para escrever textos mais intimistas e navegar por temas mais variados. Entendo qualquer tipo de crítica sobre o meu blog. E acho até válido. Agora ofender a pessoa, o meu caráter e o que sou é muito pesado. E muito covarde, levando-se em conta que esta pessoa falou pelas costas, sem sequer se identificar. O pior é que infelizmente foi feito por alguém que se diz "amigo" e realmente não me conhece bem. Para julgar o que sou... há de conviver comigo, saber o que passo no dia-a-dia, como foi meu passado, as coisas que eu faço, e porquê eu as faço. Sei que vocês não são obrigados a ler todo este escarcéu que armei aqui, mas eu espero pelo menos que esta pessoa tenha o mínimo de consciência para me procurar e dizer isto na minha cara, e além disto, eu tenho o direito de me defender, ainda mais quando muitas são as bobagens e poucos são os argumentos.
As comparações entre Go Music e Goiânia Noise são inevitáveis após acompanhar seguidamente por 2 semanas, ambos os festivais. Confesso que o Go Music não fazia muito parte dos meus planos, mas após um golpe de sorte e os ingressos surgirem na mão, então fui eu assistir ao festival. E então eu realmente senti drasticamente a diferença entre ambos os festivais.
No Goiânia Noise eu assisti shows maravilhosos em um festival feito com sacrifício e amor, e que contém as melhores bandas do país, já que o melhor que se produz em música hoje no país está na cena independente. Vi um festival repleto de pessoas apaixonadas por música e a variedade de estilos pairava pelo festival. Em contrapartida, no Go Music eu assisti a um festival repleto de bandas que não se diferenciam de um mesmo esteriótipo, e com raras exceções, pouco oferecem de qualidade ou inovação. Observei que a maior parte do público do festival realmente estava ali mais pelo agito do evento e tão pouco se ligava a música em si,o que na teoria deveria ser o foco central do festival. O clima era totalmente artificial, e confesso-me que me senti deslocado. Acho que me desacostumei com este tipo de evento, este tipo de público.
Mas nem tudo são espinhos e bons frutos saíram do Go Music. Me refiro especialmente à 4 bandas. O Penélope foi uma delas, que apresentou um pop gostosíssimo, além de muito carisma no palco. O Rumbora fez um rock embalado, e mostrou porquê muitos de seus integrantes são requisitados por grandes bandas no país afora. Quanto aos Paralamas, é impossível não se admirar em ver o Herbert no palco e o seu poder de recuperação e superação. E finalmente, o Skank mostrou em um bom repertório a diversidade que a banda construíu ao redor dos anos, com destaque para a fase nova, do Maquinarama e do Cosmotron. Rolou até um cover de Beatles e uma versão acústica de Sing, do Travis. A maioria ali nem sequer ouvia falar desta banda, mas confesso ter ficado bem feliz em ver esta versão.
Espera. Agonizante sensação de aguardar por algo desejado. Aguardar um acontecimento, uma resposta, ou simplesmente a suposição de uma atitude alheia. Momento em que o relógio exerce uma atração fatal e ao mesmo instante dilacera suas idéias, confundidas em meio à expectativa.
As expectativas positivas parecem ferir com mais vigor. Eu diria que as expectativas negativas funcionam como uma vacina, e que de certa forma, sua mente teoricamente já se prepara para a pior situação possível.E se falhar, a frustração da expectativa negativa traz o alívio, e o alívio é um dos mais doces sabores da vida. Contudo, em meio a uma expectativa positiva, a frustração realça seu sinônimo de decepção. E o seu sabor, desce amargo rasgando o gargalo e provendo um gosto desagradável.
O gosto amargo da frustração é proporcional à expectativa. Ambos parecem agir em conivência para não conivir com a felicidade. Durante muito tempo, muito eu esperei em vão. Esperarei pelo frio e pela neve, mas não esperarei mais atitude terna das pessoas. Há de chegar o dia em que palavras não servirão mais de ilusão.
Já viram que volta e meia,eu tenho falado neste assunto ultimamente? Acho que eu realmente estacionei na infância. Mas com desenhos tão bons e tão nostálgicos, sinto vontade de ser criança e ter tempo para assisti-los novamente.
Esse é não é antigo, e talvez não tenha feito parte da infância de alguns. Mas quem viu certamente se lembra das aventuras do garoto que vivia no mundo da lua, o Bobby, na companhia do seu inseparável Capitão Squash e o engraçado Tio Ted. Entretanto, o que mais me lembra do desenho são os mullets estilosos do Howard, pai do Bob, que após cada desenho era interpretado por um ator de verdade, que comentava com o personagem sobre o episódio.
O desenho do Doug também não é muito antigo. Esse eu assitia mais na pré-adolescência e adorava muito, talvez porque de certa forma eu me idenficava com o personagem. O Doug tinha um diário na qual narrava suas aventuras, junto com skeeter e claro, Patty Maionese, o seu amor. O engraçado é que haviam personagens de todas as cores possíveis: verde, amarelo, azul ou que o você imaginasse.
Já os Muppets Babies tem uma grande fama. Tanto que o Weezer se rendeu a eles no clipe de "Keep Fishing". Como era bom ver o Caco, Piggy, Gonzo e Fozzy(Wacka,wacka,wacka). Mas de certa forma era frustrante querer ver a cara da babá que cuidava das crianças e ela nunca aparecer de perfil em nenhum episódio.
O Charlie Brown é clássico. E era o meu favorito de todos. Eu parava o que quer que fosse para assistir esse desenho, e adoro ele até hoje. Criado por Charles Schultz, Charlie Brown era um loser clássico, onde tudo que fazia dava errado. E tinha um cachorro realmente super dotado, o Snoopy. Claro que vale destacar muitos personagens de sua turma também, como Linus, Lucy, etc...
Comprei esta semana o CD Aurora Prisma, do Violins, e logo após duas audições completas do cd, confesso estar boquiaberto. O albúm é bem produzido, com boas letras e belos instrumentos de apoio. Já admirava a banda anteriormente pelo belo trabalho no cd anterior (Wake Up and Dream) e pela coragem de compor em português, mesmo sabendo que a exposição seria maior, e que poderiam contrariar muitos antigos admiradores da banda. E atiraram para o lado certo, certamente. O cd é emocionante e, pasmem xiitas, até melhor do que o antigo trabalho. Para quem não conhece o trabalho da banda, há mais informações em http://www.violins.com.br
Muitas são as bandas que produzem músicas belas. Mas poucas são aquelas que realmente te emocionam, que conseguem nos tocar, seja com a mensagem ou com a melodia. E o violins é uma destas bandas que me emocionam. O porquê? Acho que colocar trechos da bela "Empresta-me o Ábaco" explicaria melhor. Aliás, o mais legal de tudo é saber que a banda é conterrânea do autor deste blog, ou seja, de Gyn Rock City.
Empresta-me o Ábaco(Violins)
"
...
Meu riso esconde um mundo aflito
E joga pelo ar os sonhos que você guardou com carinho
E ame sempre o próprio engano
Isso te fará viver pensando que a vida tem sentido
Então é isso que é covarde
Se esconder da vida por achar
Que a paz enfim lhe antigiu
Mas espera que o desejo arde outra vez
...
Passem a zombar do que você achou ser sério
E ser sentimental é um erro e deve ser punido
Com desprezo, vê?
..."
O ultimo dia do Goiânia Noise não poderia ser melhor. Confesso que inicialmente eu tinha minhas atenções voltadas para sexta-feira, porém o domingo surpreendemente veio como candidato a melhor dia do evento. Veteranos do underground, bandas instrumentais e uma seqüência de shows arrebatadora.
Para variar, cheguei ao festival entre o terceiro ou quarto show, o que me impediu de assistir Flores Indecentes, Capotones e Brasa Mora All-Stars. Era então a hora do HC-137, que não me agradou. Talvez pelo fato de que eu já não agüentava mais ver o pôster dos integrantes em frente à escada de acesso ao Palco Ambiente. De qualquer maneira, a banda é muito querida por Léo Bigode, da Monstro, e tem lá o seu público. Desci então para presenciar o Estrume'n'tal, de BH, que como o próprio nome, faz um som intrumental voltado para surf music. A banda é boa mas o grande problema com bandas instrumentais é o fato de que os shows tornam-se bastante cansativos e monótonos após um certo tempo.
Ainda na praia do intrumentalismo, vieram os Space Invaders, de Pouso Alegre. Porém, o som da banda tinha um pouco mais de psicodelia, fazendo um rock meio jazzístico. Mas é realmente com os Walverdes que a noite começa para valer. Os gaúchos fizeram provavelmente o melhor show do festival. Uma das bandas mais veteranas do underground nacional, o walverdes mostrou a conseqüência de uma longa experiência de estrada. Fizeram um show energético e embalante. No palco ou atrás do palco, músicas como "Câncer" faziam a festa de muitos. É uma pena pensar que bandas como esta não viajam pela A.M de nosso país.
Após os Walverdes, os Trissônicos, de Léo Bigode, subiam ao Palco Ambiente. Eu não subi. Posso estar enganado, mas na condição física em que eu estava, acho que não valeria o esforço. E então... MQN! Não há uma pessoa no underground local que não conheça a banda e não há uma pessoa que seja indiferente a eles. Ame-os ou Odeio-os. E foi um show para amá-los. Não foi mais um show do MQN, mas sim um show antológico do MQN. O Fabrício Nobre estava visivelmente emocionado pela tragédia acontecida sábado no festival ( não cabe aqui comentar) e começou o show com um discurso emocionante. E as músicas seguiram com bastante explosão e um domínio de palco que eles têm como poucos. Stoner Rock, Hard Rock e muita pose na arena. Viva ao Fabrício, pelo o que fez com a cena local Viva ao Noise! Viva Gyn Rock City!
E a sequência continua com os bahianos do Retrofoguetes, a melhor banda instrumental da noite. Originada do extinto Dead Billies e com um vocalista que parece um sósia do piti-bicha, os Retrofoguetes mandaram bem, embalado ao som rockabilly. Depois foi a vez dos simpáticos Gabriel, Bacalhau e Simone dos Autoramas tomarem o palco, apresentando um show infinitamente superior ao morno show do lançamento do cd "Nada Pode Deter os Autoramas", em agosto. Os cariocas desfilaram seus hits matadores e mostraram que continuam sempre performáticos. A reação do público não podeia ser melhor. E vamos lá: "Carinha Triste...lá lá lá".
CountryCore? Matanza! Estes cariocas seguiram no embalo da seqüência de bons shows, colocando as pessoas na roda com a velha temática de mulher, bebida e porrada. Com o visual de caminhoneiro cada vez mais adverso, o vocalista não largava por um instante sequer sua skol da mão, enquanto mandava ótimas músicas como "Ela Robou Meu Caminhão" e "As Melhores Putas do Alabama". E então era chegada a hora do encerramento do festival, com os esperados japoneses do Guitarwolf. A banda esbanja em bom humor e muita pose. Mas no palco, o punk-rock dos japoneses deixou a desejar. Talvez tenha sido ofuscado pela seqüência anterior de shows. Seja como for, a impressão que fica é que, o nosso patriotismo pode ficar orgulhoso, quando se trata de rock garageiro. Bandas como MQN, Walverdes e Wry não deixam nada a desejar aos figurões gringos do underground.
O sábado chega e lá vou eu para a noite mais "pesada" do festival. No geral foi a mais fraca das 3 noites em termos de atração, mas ainda sim teve os seus bons representantes.
O Pugna Puf estava no palco quando eu botei os pés no jóquei. O Vocalista da banda era o mesmo do Noxius Spirit e , portanto a influência de Nu-Metal fazia-se presente, embora essa não seja a melhor maneira de definir a banda. Ao contrário de algumas críticas lidas sobre a banda, achei o som deles bem "riffado" e denso, não sendo ruim. O Pugna veio seguido pelos brasilienses do Terror Revolucionário, que faziam um som voltado para o punk e com um vocal mais grave, voltado ao metal mais pesado. Engraçado ou não, muitas das bandas de punk/HC que vi tinham vocalistas com visual mais metal. Parece que desde o R.D.P, é comum esta mistura.
Então era chegada a hora de fazer o meu lanche do dia, o que me impediu de assistir ao Desastre. Ainda cheguei a assistir um pouco do NEM, que é a atual menina-dos-olhos da monstro discos e da imprensa rockeira local. Apesar da simpatia dos integrantes, confesso que o som não é do meu agrado, mas a mão do mutante Sérgio Dias na produção do CD da banda com certeza fez uma evolução no som dos caras, o que ficou perceptível no palco.
As próximas bandas a tocar no palco Goiânia 70 anos foram o Boderlinez e os Detetives. O Boderlinez foi a primeira banda do dia a me chamar a atenção com um rock garageiro muito bom. Não é um Forgotten Boys, mas dá para "mexer o esquelto". Já os Detetives vieram para fazer o melhor show da noite. E nem mesmo a queda de energia atrapalhou. Se faltou energia na estrutura do palco, energia não faltou à banda, que mostrou um rock'n rool (It's only rock'n rool but I like It) avassalador, com o sotoque e algumas letras em espanhol, influência do "Hermano" vocalista.
Os Resistentes e o Astrounauta Elvis eu não assisti, mas o Hang the Superstars eu não perdi. Rock sujo e tosco feito por bêbados, o que significa diversão. E o público foi a loucura, reação que o HTS sabe proporcionar bem. Com a participação do senhor F. Nobre no vocal, o que se via no final do show eram rodas de hardcore cada vez maiores. Após o HTS, subia no palco ambiente os paulistas do Objeto Amarelo, que faziam um som tão estranho quanto o nome da banda. Experimentalismo e Punk? Eles parecem fazer um som que deve agradar partir de uma segunda ou terceira audição.
Mukeka di Rato entrava no palco e os fãs de HC iam à loucura. Enquanto isto, eu só pensava em procurar um lugar para sentar (creio que estou ficando velho). De longe, eu via uma enorme vaca (não de verdade, é claro) no palco, e me perguntava se aquilo era algum tipo de brincadeira. Se era, era de muito mão gosto. E justamente por não querer abrir mão do meu lugar sentado, eu não presenciei os pernambucanos do Astronautas, mas não perdi os Ratos de Porão. E o que se via era uma avalanche coletiva do público, rodas gigantescas e versos de Aids, Pop e Repressão cantados antes mesmo do show começar. Agressivo, Sujo e Muito Pesado. Não há outra maneira de definir a banda do hoje rockstar João Gordo. A bateria parecia uma metralhadora e o peso impressionaria até mesmo bandas de black metal. As letras tem uma temática social clara. Pelo menos quando são perceptívies, já que o vocal gutural de João Gordo é praticamente imcompreensível.
Sexta-feira. Início do 9º Goiânia Noise Festival, em sua maior e mais bem-organizada edição. E a ousadia da Monstro Discos não foi à toa. O Evento foi muito bem organizado, e o Jóquei Clube, muito bem escolhido para proporcionar 2 ambientes e tantas tendas, além de evitar o amultuamento da edição passada do festival, no Martim Cererê. Com exceção da apertada escada que dava acesso ao Palco Ambiente, a estrutura foi impecável. E cabe ressaltar a boa acústica do Palco Ambiente.
Quando cheguei ao local do evento, o The Zeroes estava no palco. Consegui acompanhar apenas 2 músicas e eles pareciam um pouco melhores do que sua morna primeira aparição. Ainda falta um certo "feeling" à banda, que contém 2 integrantes do excelente extinto Fantasma de Agnes e do criativo Daniel Drehmer. Tenho certeza que podem produzir algo melhor. Após este show, entrava em cena os Sapatos Bicolores, que liderados por André Vasquez, davam sinal de que a noite iria ferver. Com músicas novas no repertório e com o ótimo rock embalado de sempre, os brasilienses mais uma vez não decepcionaram. Infelizmente, o show encerrou-se precocemente pela corda arrebentada do guitarrista.
Então é a vez do Violins, que parecem ter "herdado" a falta de sorte dos Sapatos Bicolores. Primeiramente, houve um problema na distribuição do recém lançado cd da banda, Aurora Prisma, e além disto, o show da banda foi interrompido por uma queda de energia e acabou bastante encurtado. Assim como na bananada, os meninos foram interrompidos pelo acaso e não conseguiram mostrar o seu melhor repertório, agora em português. Uma pena, levando-se em conta de que esta é, na minha opinião, a mais talentosa banda local. Mas oportunidades não faltarão..."Better Days Are Coming.."
Após o Violins, é chegada a vez do Barfly roubar a cena com um som influenciado pelo o que há de melhor no pop britânico, mostrando o porquê de sua contratação pela Monstro Discos. A expectativa em cima da banda é muito boa e algumas pessoas já cantarolavam músicas como "Thoughts I Have In Mind". O jogo já estava ganho, e com um cover de The Cure, a goleada do Barfly foi ainda mais reforçada. Bandaça! E na seqüência veio o razoável Prot(o) e os paranaenses do E.S.S, que eu não consegui acompanhar.
Sobem então no palco, os simpaticíssimos integrantes do Relespública, para fazer provavelmente um dos melhores shows da noite. Com muita experiência de estrada (incluindo um inesquecível show na bananada de 2001), estes paranaenses botaram os rockeiros para pular com uma simplicidade no palco que só as melhores bandas têm. Rolou ainda uma citação ao Plebe Rude, de Phillipe Seabra (hoje produtor do Phonopop). Conseguir agradar após um show ótimo show como o do Relespública não é fácil, mas o Valentina, grande sensação da cena local, veio bem. O grupo, fortemente influenciado pelo rock alternativo, amadurecea olhos vistos e sabe como ganhar a platéia, com bastante pegada, boas guitarras e um vocal rasgante. Em seguida, vem a única banda participante de todas as edições do festival, o Mechanics , e sua "Sex Misery Machine" . O som, é o mesmo de sempre, dispensando qualquer tipo de comentário.
Inagura-se então, com os Pernambucanos do Vamoz!, as presenças nordestinas da noite. O grupo oscilou momentos interessantes e chatos de show, saindo pela tangente. Depois é a vez do alagoano-catarina Wado, uma das grandes sensações do TIM Festival, no Rio, com uma forte influência de MPB e samba. Acompanhado de muito suingue e vocal, o Wado faz um som não muito comum ao público do evento, mas provavelmente agradou até mesmo a muitos que não gostam do estilo. E atenção volta-se novamente para o Sudeste, com os paulistanos do Los Piratas, já conhecidos por alguns pela música "Nada", que passava bastante nos Piores Clipes da MTV. Talvez esta letra defina muito bem a maior parte das letras da banda, que parece não ter muito a dizer. E quando dizem, ainda o fazem em espanhol. E quem se importa? Se rock'n rool é diversão, a formação guitarra-bateria e o som da banda caem muito bem.
E a noite de sexta chegava ao fim com os pernambucanos do Mundo Livre S.A., liderados por Fred 04. As influências regionalistas aparecem e o som da banda é próprio, porém, eles ainda estão a anos luz de ter uma pegada da Nação Zumbi, por exemplo. Achei melhor dormir e ficar com meu bolo de ameixa.
Ultimamente este blog tem aberto bastante espaço para os assuntos da sétima arte. Porém não abre mão da sua paixão musical. E enquanto o Noise não vem, está é a playlist da semana:
At The Drive In - One Arm Scissor ( Banda responsável por uma das melhores performances ao vivo qué já vi. Recomendadíssima )
Distillers - City of Angels ( A música pegajosa da semana.Viciante )
Flaming Lips - A Spoonful Weighs a Ton
Black Flags - Paralyzed ( A influência destes caras em todo o punk produzido após a década de 80 é absurda )
Matanza - Imbecil ( Esta é realmente para adrentrar ao espírito do Noise )
Mutantes - Balada do Louco
Confesso que plagiei a idéia de um amigo meu para falar sobre o filme Ken Park. Como a maioria dos filmes do diretor Larry Clark(o mesmo de "Kids") , Ken Park é o típico filme que dificilmente geraria opiniões indiferentes. Trata-se de um filme forte, onde a palavra "polêmica" seria um fraco adjetivo a caracterizá-lo. O filme gira em torno de grupo de adolescentes norte-americanos, onde todos se conhecem, mas cada um tem sua história em particular e cada história é de certa forma chocante, onde a perversão chega ao extremo. Talvez para alguns exagerada, pois o diretor realmente pega pesado e não abre mão de cenas fortes, como por exemplo, a masturbação de um garoto após matar seus avós. E qual seria o objetivo de tanto impacto? Talvez uma crítica. Talvez apenas chocar. Neste tipo de filme, o mais interessante é cada um tirar suas próprias conclusões.
White Stripes. Foi o que mais se falou durante esta semana do TIM festival, que ocorreu na capital carioca. O festival foi além da dupla americana e atraiu para todos os gostos: Desde os fãs de bate-estaca(Peaches, Rapture), melancólicos(Beth Gibbons), alternativos e nacionais( a revelação Wado e os consagrados Los Hermanos e Nação Zumbi também se destacaram). No meu caso, o interesse estava resumido ao White Stripes e aos galeses alucinados do Super Furry Animals. Pouco se fala desta banda no Brasil, mas ela tem um grande respaldo na Europa. Trata-se de uma banda praticamente indefinível, que flerta com todos os gêneros..desde de loucuras eletrônicas a baladas emo, passando por músicas malucas e assuntos que também transitam por política e alucinógenos. Somente ouvindo para saber. È referência obrigatória principalmente para fãs de Pato Fu.
Voltando a dupla americana, não há como não se falar nela, já que é a grande sensação do rock atual. E eu me pergunto...o que há de tão especial em uma banda que não tem baixo, onde os integrantes são bem esquisitos e a bateria é tocada de uma maneira bem tosca? E respondo: TUDO! Sim...talvez aí esteja o segredo do White Stripes. A banda faz performances inesquecíveis ao vivo, onde a falta do baixo é ofuscada pelo talento de Jack White e pelo carisma de Meg White. Além disso, não podemos negar que eles tem uma "esquisitisse charmosa" (ficou estranho né? mas acho q vcs entenderam). E principalmente, o resultado sonoro é muito agradável. Não é a toa que receberam elogios públicos de Lars Ulrich, Marcelo D2, Chris Cornell, Elton John, Julian Casablancas e muitos outros. Eles sabem muito bem passear do punk ao blues, com uma simplicidade que quase não se vê no rock atual. Show Imperdível . E eu perdi...
Mas há consolo. Goiânia Noise festival, na semana que vem, dias 7,8,9 no Jóquei Clube, aqui mesmo em Goiânia. Já falei sobre isto, mas embora a escalação de bandas não seja tão atraente quanto a do noise passado, a estrutura em compensação promete muito. Também não dá para perder. Enquanto isso, o CD do Barfly vai aqui no CD-ROM servindo de aquecimento.