Apenas idéias anexadas, com nexo ou sem nexo, formando um circulo vicioso de pensamentos.
Carlos Henrique de Castro Howes
04/01/83
MSN - chchcobain@hotmail.com
Bye Bye Globo.Com
Este blog agora tem um novo endereço, no link abaixo:
http://pensamentoscirculares.blogspot.com
Dêem uma passada por lá, e atualizem o novo link no blog de vocês, se puderem. =)
O Pensamentos Circulares esteve neste domínio por 4 anos e meio. È bastante tempo. Seus posts, que atravessaram pela "febre dos blogs" e vários estágios da minha vida, foram devidamente "salvos" no meu computador para um momento mais nostalgico. Agora é hora de mudar. Encontro vocês ali no Blogspot.
Da série: Pequenas Demências, Grandes Negócios.
Herbadeath
"Pergunte-me como ganhar peso."
O que diferencia uma empresa vencedora das outras é a capacidade de oferecer tudo aquilo que não está no mercado.
Ando meio insatisfeito com este servidor de blog. O gerenciador de arquivos é limitado, não tem suporte a RSS, e a Globo.Com, proprietária deste domínio, tem deixado o "blogger.com.br" meio às traças. Estou cogitando a possibilidade de mudar de servidor (por enquanto, só cogitando, pois tô com uma preguiça grande de mexer com template e essas coisas...rs). Mas vou amadurecendo a idéia. O que vocês me recomendam? Wordpress? Blogspot? Aceito dicas.
"No fim das contas são as canções de amor que duram mais. Canções sobre trabalho são boas. Canções sobre rios, pais ou estradas também. Boas canções sobre filhos são surpreendentemente raras; canções sobre animais de estimação é melhor evitar. Canções sobre drogas - especialmente canções que dão a entender que são sobre garotas, mas "na real" são sobre drogas - não tem o mesmo apelo quando você não está mais na escola e não tem ninguém que possa explicar o sentido oculto para você. E piadas realmente nunca agüentam o teste da execução por rádio ou TV. Mas as canções verdadeiramente maravilhosas, aquelas que o tempo não consegue destruir são sobre sentimentos. E não é porquê os compositores tenham algo a acrescentar sobre o assunto; é simplesmente porquê o romance, com seus altos e baixos, reviravoltas e tropeços, síncopes, chiliques e achaques é uma metáfora natural para a música em si."
Nick Hornby, em "31 Canções". Pág. 55.
Cultura?
Se eu fizesse um jogo dos erros com as imagens, todo mundo acertaria. Desde quando "Paris Hilton" é Cultura? Especialmente, as notícias dela na prisão (se está presa, não está, se peida muito ou não, enfim..). Um equívoco muito comum de se ver por aí é cultura ser confundida com entretenimento.
Noticias sobre Paris Hilton, Britney Spears e afins são entretenimento. Não acrescentam nada a ninguém mas servem para divertir, no máximo, fofocar. Músicas do RDB, da Pussycat Dolls, do Latino também são entretenimento. Sem querer tirar o mérito das "composições" (caso alguém realize a façanha de encontrar algum), é evidente que existem determinados artistas que compõem apenas focados em entreter, atingir a grande "massa" e fazer sucesso, com nenhum objetivo mais. Neste caso, é puro entretenimento.
È importante não confundir os fatos. Quase todo o artista almeja fazer sucesso, isto é inegável. E nem sempre o sucesso de um artista, significa que ele se classifique como entretenimento. Beatles, Tom Jobim, Chico, Bob Dylan e outros tantos atingiram sucesso, e até entreteram (porquê não?), mas apresentam trabalhos que acrescentam algo (ainda que não sejam canções sérias), inovam artisticamente e nem sempre são criam com uma meta especifica. Assim, cultura é a categoria ideal para classificá-los.
Este é apenas um ponto de vista de alguém que é apaixonado por Cultura, e às vezes gosta de se divertir com Entretenimento.
Depois desta noticia, lançada na imprensa nacional no começo deste mês, ficou fácil entender o porquê da paralisação por tempo indeterminado da banda Los Hermanos.
Amarante, Medina e Barba vão fingir que não conhecem o Camelo por um bom tempo.
Eu já imagino três barbudos escondidos debaixo da cama. rs.
LOOP
Gostaria de expressar algo que sentia, mas não sabia realmente como dizer. Na verdade, ele não sabia muito do que realmente gostaria de saber. Entretanto, sabia que respostas não poderiam ser compradas, e que soluções não eram universais. Sempre esteve consciente de que o mundo e as grandes dúvidas comuns que assolam qualquer ser eram cercadas de variáveis aos milhares, milhões. Cada situação exigia um pensamento específico, e as situações poderiam ocorrer de inúmeras formas diferentes. Sorrateiramente, enganava a si mesmo com uma certa frequência. Todavia nem sempre fazia isto conscientemente.
Muitas coisas que já o incomodaram hoje não o chateiam mais. Aprendeu bem a lição que o dizia para não perder o controle por aquilo que não merecia esforço, e sabia que a aceitação era um dom dos fortes. Ainda assim, ao mesmo tempo em que os anos o tornaram mais maduro e sagaz, eles também trouxeram um certo pessimismo sutil, que o levara a lamentar sobre as deficiências de sua saúde, e a incapacidade de sair de um lugar onde já se encontra a bastante tempo. Lamentava ao lembrar que já possuira mais disposição em um passado não tão remoto.
Um certo ceticismo tornou-o mais introspectivo. Não pretendia convencer a quase ninguém mais, que não fosse a si mesmo. Crente das suas imperfeições, pensava em um jeito de subjugá-las. Resolver problemas longos nunca foi o seu forte. Por isso, acostumou-se a dividir tudo em pequenas partes e enfrentar aos poucos. Conseguiu vitórias impressionantes, mas nunca se impressionou o suficiente. E nada o desanimava mais do que se sentir comum, pois de certa forma, ele sempre se considerou um pouco diferente. E nessas horas, se esquecia do evidente: o diferente é o que há de mais comum.
*Spiderman 3 Soundtrack.
Mutantes
Os Mutantes em tempos áureos. Formação original, na década de 60.
Os Mutantes nos dias atuais. Um cartaz da turnê realizada no exterior, em 2006.
Este blog resolve prestar uma homenagem a um dos maiores grupos da história da música brasileira. Estou me referindo aos Mutantes, grupo que sacudiu o país entre o final da década de 60 e o início da década de 70, com muita criatividade, dinamismo, bom humor em letras e arranjos extremamente inovadores para a época. Compostos pelo gênio Arnaldo Baptista, o virtuose Sérgio Dias, a espevitada Rita Lee e, posteriormente por Dinho e Liminha, os paulistas souberam deixar a sua marca musical. Assim como os Beatles, os Mutantes tiverem várias fases e influências em sua carreira, passando pelo tropicalismo (ao lado de Caetano/Chico/Tom Zé), psicodelia, rock'n roll em seu estado puro (com muita influência do quarteto de Liverpool) e por fim, rock progressivo em seus últimos tempos de formação original(na minha opinião, a fase mais decadente da banda), que se exterminou em 1978.
Recentemente, os Mutantes, voltaram a excursionar com alguns shows no exterior e outros no Brasil, compostos em uma formação "quase" original, cuja a única grande ausência é da cantora Rita Lee, substituída por Zélia Duncan (oh my god, NOOO!), uma vez que Fernanda Takai (a primeira convidada) não teve disponibilidade em sua agenda para os compromissos "Mutantes". Ainda assim, confesso que adoraria ver de perto um show desses incríveis músicos, que de tão bons chamaram a atenção de alguns artistas respeitados do cenário internacional como:
* Kurt Cobain, que esteve no Brasil em 1993, e foi a procura de Arnaldo Baptista. Kurt, na ocasião, expressou sua admiração pelos Mutantes e entregou para Arnaldo uma carta que posteriormente tornou-se bem conhecida;
* Beck, que em 1998 lançou o album "Mutations", cujo nome homenageava a banda brasileira, citada várias vezes pelo cantor;
* Belle and Sebastian, que tocaram uma versão de "Minha Menina" em algumas de sua apresentações. Alguns de seus integrantes também já manifestaram admiração pelos Mutantes;
* Sean Lennon, filho de John Lennon, que assinou o trabalho gráfico do relançamento do disco Technicolor, além de convidar Arnaldo Baptista para participar de sua apresentação no Free Jazz;
*Primal Scream, que durante sua apresentação no Tim Festival de 2004, dedicou uma canção aos Mutantes;
*Brian Molko (Placebo), que já citou a banda como sua referência em termos de psicodelia;
* David Bowie e David Byrne (ex-Talking Heads) , que esteveram presentes na apresentação de retorno do grupo, em Londres;
* Flaming Lips, que recentemente fizeram algumas apresentações juntos dos Mutantes nos EUA, e cujo líder Wayne Coyne também é fã do trabalho do grupo;
Resumindo, boas referências não faltam. Quarenta anos depois, um produto nacional de alta cotação recebe o seu devido valor, e torna-se uma espécie de "hype". E com todo o merecimento possível.
Ouçam:
O mais novo disco da banda carioca Canastra, intitulado "Chega de Falsas Promessas", que saiu pela revista/selo do Lobão, a OutraCoisa. Liderados por Renato Martins, ex-lider do Acabou la Tequila, lendária banda do underground carioca cultuada por Los Hermanos e Caetano Veloso, o Canastra faz uma boa mescla de rockabilly, jazz, country, musica latina e brasileira, e claro, rock'n roll. A banda leva na bagagem o bom disco anterior ("Traz a Pessoa Amada em Três Dias") e o prêmio no festival "Oi Tem Peixe na Rede" (onde desbancaram o Luxúria, queridinhos da Sony/Music).
O grande diferencial do novo disco em relação ao trabalho anterior são os excelentes arranjos de metais, que enriqueceram o som da banda, na composição de uma "mini-orquestra". Tudo isso intercalado a letras sagazes como "Motivo de Chacota" e "Dois dedos de conhaque" traz como resultado um som criativo, envolvente, e acima de tudo, divertido. Grande bolachinha!
Não Ouçam:
As mentiras de Renan Calhorda.
As apresentações de nossos congressistas em suas CPI's que só servem mesmo para palanques políticos e para ataques em adversários.
Qualquer palavra dita pelo desorientado Senador Marcelo Crivella, que quer aprovar no Senado uma emenda à Lei Rouanet para permitir construção, reforma de templos religiosos e pagamento de "pastores" com renúncia fiscal, passando a disputar verbas com a cultura.
Os investimentos em cultura neste país já são tão poucos, e dividi-los com pastores milionários que querem aumentar ainda mais o "espaço de seus cofrinhos" é, no mínimo, inaceitável.
PRESENTES
E quem disse que é preciso de data comemorativa para se presentear alguém? Quando possível, uma pequena lembrancinha pode despertar o sorriso de algum amigo, namorada (o), parente ou ente querido da qual você queira agradar e, também, ganhar alguns pontinhos no conceito da pessoa presenteada (por que não?).
Eu, como sujeito bacana que sou (e modesto, pelo visto...), humildemente resolvi facilitar a vida de vocês, pessoas tão importantes para mim, tabelando os presentes que gostaria de ganhar, e a pontuação que eles valem no meu conceito (rs). Para deixar a situação ainda mais fácil, dividi os presentes em três grupos básicos, que são do agrado de quase qualquer pessoa: cds, dvds e livros. Aí estão meus singelos sonhos de consumo:
Cds
1 - Bright Eyes - I´m Wide Awake It´s Morning
Valor de conceito: 15 pontos
2 - The Dissociatives - The Dissociatives
Vc: 15 pontos
3 - Silverchair - Young Modern
Vc: 12 pontos
4 - Muse - Black Holes and Revelations
Vc: 10 pontos
5 - Snow Patrol - Eyes Open
Vc: 5 pontos
6 - Ok Go - Ok Go
Vc: 5 pontos
7 - Kings of Convinience - Riot on na Empty Street
Vc: 5 pontos
8 - Damien Rice - O ou 9
Vc: 3 pontos
Dvds
1 - The Beatles Anthology
Vc: 50 pontos
2 - Jeff Buckley - Live in Chicago
Vc: 25 pontos
3 - Later Cool Britania Volume 1 e/ou Volume 2
Vc: 25 pontos
4 - Festival Coachella - Melhores
Vc: 25 pontos
5 - Foo Fighters - Everywhere But Home e/ou Skin and Bones
Vc: 20 pontos
6 - Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Vc: 15 pontos
7 - Tudo Acontece em Elizabethtown
Vc: 15 pontos
8 - Radiohead - 7 Television Comercials
Vc: 15 pontos
9 - The Work of Director Michel Gondry
Vc: 10 pontos
10 - 10 - Magnólia
Vc: 10 pontos
11 - Musica e Letra
Vc: 8 pontos
Livros
1 - Zeca Camargo - De U2 a A-Há (Bastidores do Mundo da Musica)
Vc: 10 pontos
2 - Veríssimo - Histórias do Analista de Bagé
Vc: 10 pontos
3 - Mais pesado que o Céu - Biografia de Kurt Cobain
Vc: 10 pontos
4 - André Takeda - Cassino Hotel
Vc: 10 pontos
5 - Fabio Massari - Emissões Noturnas
Vc: 5 pontos
6 - Nick Horby - Como Ser Legal
Vc: 5 pontos
7 - Augusto dos Anjos - Toda a obra.
Vc: 3 pontos
BANANADA 2007
Neste último fim-de-semana, dos dias 18 a 20 de maio, ocorreu, no Centro Cultural Martim Cererê, a 9ª edição do festival Bananada, reunindo mais de 40 bandas independentes. Desde o ano passado, o festival resolveu dar mais enfoque às bandas locais, deixando para investir mais nas "atrações externas" para Festival Goiania Noise, que acontece no fim do ano. Confesso que desta vez não assisti tantos shows quanto dos festivais anteriores. Talvez pelo cansaço (traduz-se: peso da idade) ou por um pouco de intolerância musical, mas acho que preferi curtir mais as pessoas que estavam por perto.
Na Sexta-feira, imprevistos aconteceram e acabei não indo ao festival, mesmo com ingresso na mão, o que me impediu de assistir aos shows do Violins(GO) e Monno(MG). Ficarão para a próxima, com certeza. Já no Sabado, bandas como Pública (RS) e Rockz(RJ) fizeram shows bacanas, mas quem fez valer o ingresso foi mesmo o Udora (MG). De volta ao Brasil após alguns anos "tentando a sorte" nos EUA (onde chegaram a tocar com bandas como Stone Temple Pilots), os mineiros tocaram músicas de seu novo repertório em português, e também músicas em inglês do disco "Liberty Square", além de faixas da época em que a banda ainda se chamava "Diesel" e chamou a atenção no Rock in Rio III (essas por sinal, foram as canções mais aclamadas pelo publico). Com a banda afiadíssima, bons riffs e o vocal impecável de Gustavo Drummond, eles fizeram um grande show, misturando grunge, alternativo, e porque não dizer, um pouco de pop. A noite de sábado ainda teve bandas como Born a Lion (Portugal) e 2 Fuzz(CE).
No Domingo, um certo cansaço diminuiu ainda mais o meu pique. Mas não me impediu de assistir ao bom show do Stereoscope (PA). Intercalando sensibilidade melódica, a crueza do rock'n roll e uma certa influencia de MPB, os rapazes conseguem produzir um resultado final interessante e com características próprias. Na sequência seguiram-se bandas como Elma (SP) e Banzé (SP), de quem eu esperava mais. Os paulistas parecem não reproduzir no palco o embalo que tinha me chamado atenção em suas gravações de estúdio. Mas a noite era mesmo dos lendários Graforreia Xilarmônia (RS), os grandes patriarcas do chamado "rock gaúcho". E era por eles que eu estava ali. Valeu a pena esperar para assistir Frank Jorge e sua turma destilarem clássicos como "Amigo Punk", "Você foi Embora", "A Empregada", "A Tecnica do Baixo Eletrico" e "Nunca Diga". Só faltou mesmo "Minha Picardia", que ficou de fora pelo tempo reduzido do show. Mas isso não impediu que eles fizessem o melhor show do festival. Melhor inclusive que o Daddy-O Grande (EUA), a lenda mascarada da surf-music, que se apresentou ao lado do Dead Rocks. Saldo final de uma diversão garantida por R$ 15,00, em um mesmo fim-de-semana onde Chico Buarque tocava na capital por exorbitantes R$ 200,00. Sinto muito, meu senhor. Dessa vez te deixei de lado, e não me arrependi. rs.
Imagem tirada em um fim de tarde, na janela de casa. O espetáculo da natureza. Abril/07.
Arcade Fire - My Body is a Cage
"My body is a cage
That keeps me from dancing with the one I love
But my mind holds the key
My body is a cage
That keeps me from dancing with the one I love
But my mind holds the key
I'm standing on the stage
Of fear and self-doubt
It's a hollow play
But they'll clap anyway
I'm living in an age
That calls darkness light
Though my language is dead
Still the shapes fill my head
I'm living in an age
Whose name I don't know
Though the fear keeps me moving
Still my heart beats so slow
My body is a cage
We take what we're given
Just because you've forgotten
Doesn't mean you're forgiven
I'm living in an age
Still turning in the night
But when I get to the doorway
There's no one in sight
I'm living in an age
Realizing I'm dancing
With the one I love
But my mind holds the key
Still next to me
My mind holds the key
Set my spirit free."